18/05/2017

Capítulo 29. The Past



Assim que adentrou em casa, Demi foi diretamente para o seu quarto, Sophia dormia em seus braços como um anjinho. Demi deitou a filha na cama, beijou a testa dela e a cobriu com a coberta. Ela sentou na cama, tirou os saltos e deitou ao lado da filha. Sua cabeça estava latejando e ela só pensava em uma coisa: seu beijo com Joseph! Céus, a forma como as mãos dele passearam pelo seu corpo cheio de desejo, incendiando cada pedacinho. A maneira carinhosa em como ele deitou sobre ela, o momento de carinho que eles trocaram. Era uma mistura intensa de sentimentos e ela se perguntava se Joseph estava se sentindo do mesmo jeito que ela. Demi fechou os olhos e reviveu cada pedaço daquele momento enquanto pode.

— Demi. — Miley lhe chamou interrompendo seus pensamentos. Ela suspirou e abriu os olhos. — Estou te chamando à horas, mulher. — Disse dramaticamente, ela deitou ao lado da irmã e abriu um dos bombons que estavam na caixa que ela tinha ganhado de Liam. — O que está acontecendo? Você está tão distante. — Demi pegou o bombom já mordido da mão da irmã e colocou na boca.

— Eu e Joseph nos beijamos. — Disse com a boca cheia, o queixo de Miley caiu e ela arregalou os olhos. — Duas vezes. — Suspirou e pegou mais um bombom trufado, aquilo era bom. 

— E você me fala assim como se não fosse nada demais? — Disse boquiaberta, dois beijos já era um grande passo e Demi agia como se não fosse nada demais. 

— Eu não sei o que pensar sobre isso tudo, Mi. Ele me beija, corresponde cada segundo mas depois volta pra Elisa como se nada tivesse acontecido, sabe? Eu não consigo entender, ele me julga, me acusa e fica na defensiva, mas a forma como ele me beija é tão intensa, sabe? É tão... especial. — Miley sorriu e alisou o cabelo da irmã assim que ela encostou a cabeça em seu ombro. — Eu não sei o que fazer, me ajuda. 

— Joe age assim porque ainda está magoado com tudo o que aconteceu entre vocês, é por isso que ele fica na defensiva mas ele te ama e acaba se entregando quando rola o clima entre vocês. Você só precisa curar toda a mágoa que ele sente. 

— Eu fico tão magoada quando ele volta pros braços da Elisa como se nada tivesse acontecido. Dói muito ver o cara que você ama nos braços de outra. — Disse sentindo uma lágrima descer pela bochecha, ela limpou rapidamente e suspirou.

— Vocês vão superar isso e vão ser felizes, você já sabia que não seria fácil e por isso não vai desistir agora.

— Eu não quero me desgastar com isso, não sei se eu vou ter forças o suficiente. Eu vou tentar mas se eu não tiver retorno nenhum, vou focar em mim e na minha filha, não tenho a vida toda pra esperar por ele. 

— Você é forte e nunca desistiu do que quer, não vai ser agora que você vai desistir. A máscara da Elisa vai cair e aí o caminho vai estar livre pra você. — Miley sorriu e beijou a bochecha da irmã.

— Eu amo você. — Demi disse sorrindo, o que faria sem Miley para lhe apoiar nos momentos difíceis?

— Como foi beijar Joseph depois de quase dez anos? — Miley perguntou maliciosa e Demi riu escondendo o rosto no pescoço da irmã.

— Foi maravilhoso! O primeiro beijo foi delicado, como na primeira vez. — Disse com as bochechas coradas. — E o segundo foi mais intenso, a maneira como ele me tocou, céus, eu teria cedido ali mesmo... Ele ainda tem uma pegada como ninguém! — Falou mordendo o lábio inferior, Miley gargalhou e fez uma careta.

— Foi no escritório? — Demi assentiu e fechou os olhos revivendo cada momento. — Se algo acontecer naquele sofá por favor me avisa, eu tiro uma soneca ali toda tarde.


Casa do Paul, 01:30 da manhã.



Joseph estava na casa do pai. Ele estava deitado em sua cama no seu antigo quarto mas não conseguia pregar os olhos, já havia rolado várias e várias vezes na cama mas todas suas tentativas de dormir foram em vão. Toda vez que ele fechava os olhos, tudo o que ele pensava era naquele maldito beijo. O jeito que suas mãos tocaram automaticamente o corpo dela, como se tivesse sentido falta daquilo e de fato ele sentiu, não podia mentir para si mesmo! Seus lábios ainda se encaixavam perfeitamente e era como se nada tivesse mudado, como eles ainda fossem feito um para o outro. O que estava acontecendo com ele? Como ele pode se deixar levar tão facilmente? Sua cabeça dava voltas e voltas e chegava a latejar. Joseph levantou da cama, calçou seu chinelo e desceu em direção à cozinha mas parou assim que viu Paul encostado em dos balcões da cozinha com uma xícara na mão.

— O que faz acordado? — Joe perguntou cruzando os braços, ele encostou em um dos balcões ficando de frente para o pai. 

— Eu estava sem sono. — Deu os ombros. Joe apenas assentiu e virou-se para pegar uma xícara. — Filho... — Paul o chamou colocando sua xícara sob o balcão. — Dianna me ligou agora pouco e conversou comigo, ela está preocupada com Demi e eu estou preocupado com você. Me diga, vocês estão reatando? 

— Não, claro que não. Eu estou com Elisa. — Paul suspirou e massageou as têmporas. Ele sabia bem o que estava acontecendo e assim como Dianna, temia ao que poderia acontecer caso eles ficassem naquele joguinho. 

— Você está com Elisa mas fica beijando Demetria no escritório? — Joe franziu o cenho e suspirou, como ele sabia? Inferno, Demetria não conseguia ficar de boca fechada? — Dianna escutou ela conversando com Miley. Você acha certo estar com Elisa e ficar beijando a Demi por ai?

— Eu e Elisa temos uma relacionamento aberto. — Deu os ombros e bebeu um pouco do café que estava na xícara.

— Mas e Demetria, Joseph? Você acha certo fazer o que está fazendo? Se você não gosta dela, não sente nada por ela e acha que vocês não vão ter um futuro juntos, não fique alimentando as esperanças dela! Você vai quebrar o coração dela e eu sei que você não é esse tipo de cara.

Ela quebrou o meu. — Ele disse aquilo na maior tranquilidade do mundo. Paul o encarou e cruzou os braços, ele estava fazendo aquilo por vingança? — A questão não é essa, já deixei claro pra Demetria que não quero nada com ela mas ela não fica longe. Tenho certeza que tudo isso é fogo de palha, eu conheço Demetria e ela quer foder comigo igual fodeu o relacionamento dela com aquele riquinho de Nova York.

— Dianna gosta de você como um filho, se você machucar Demetria, irá machucá-la também, pensa bem nas suas atitudes. Eu tenho certeza, Joseph, que você ainda sente algo por ela, se você não sentisse não entraria nesse joguinho. Eu não te criei pra isso, filho. Não te criei pra ser uma pessoa vingativa. Você já é um homem e está na hora de tomar uma decisão, não pensando no agora mas no seu futuro. Não magoe Demetria porque ela te magoou um dia, não faça o que você pode se arrepender depois.

— Eu não sinto nada pela Demetria e se eu quebrar o coração dela não farei nada que ela não mereça.


DIA SEGUINTE.
11:30 da manhã, Jray bistrô.



Miley secou as mãos num pano de prato e saiu imediatamente da cozinha logo após Harry avisá-la que ela estava sendo convocada para uma reunião de emergência. Assim que ela chegou no salão aonde ficava as mesas, franziu o cenho ao ver Selena, Chole e Josh sentados em uma das mesas no fundo do bistrô. Miley caminhou até lá e cruzou os braços. — Posso saber que merda está acontecendo aqui? — Ela arrastou uma cadeira e sentou ao lado de Selena.

 — Finalmente você chegou. — Chole disse dando um gole no seu suco natural de maracujá. — Nós precisamos de você para a nossa "operação cupido". — Miley arqueou a sobrancelha e se acomodou melhor na cadeira.

— Operação cupido? — Chole assentiu animada e Miley olhou para Joshua. — E o que esse idiota tem haver com isso? — Perguntou irônica. 

— Esse idiota é muito importante, afinal, ele participou daquela noite e sabe melhor que ninguém o que aconteceu. 

— Pelo menos uma vez na vida vai servir pra algo. — Disse provocativa e sorriu cínica. Josh sorriu e mordeu um pedaço do seu bolinho sem se importar com as provocações da ex, ele se divertia com aquilo.

— Obrigada pela parte que me toca! — Selena riu baixinho e Miley lhe olhou carrancuda. Assim como Josh, Selena se divertia com aquelas briguinhas bobas deles, sabia que Miley o tratava assim apenas para provocá-lo. 

— Podemos focar? — Chole perguntou revirando os olhos.

— Eu ainda não entendi o motivo dessa reunião. — Selena perguntou encarando Chole. A mulher sorriu e jogou os cabelos longos e pretos para o lado.

— Joseph e Demetria! — Disse simplesmente. — Acho que já está na hora de Joseph saber quem Elisa realmente é, fiquei sabendo que eles tem um relacionamento aberto e nós precisamos agir antes que isso vire algo sério porque se virar vai ficar ainda mais difícil ajudar a Demi.

— Eu ainda acho que deveríamos deixar Joseph se foder sozinho. — Josh falou dando os ombros e acabou recebendo um tapa de Chole. — Ai! — Reclamou revirando os olhos.

— E o que vamos fazer para ajudá-los? — Selena perguntou

— O primeiro passo é contar toda a verdade para Joseph e... — A porta do bistrô foi aberta e Joe adentrou de mãos dadas com Elisa. Todos os olhares foram direcionados à eles. Elisa agarrou o braço de Joseph e suspirou, ela sabia o que eles estavam fazendo. Os dois caminharam até o escritório e Joe teve que respirar fundo antes de abrir a porta, aquele ato não passou despercebido por Elisa. Assim que entrou no escritório, Joe não sentou no sofá como de costume, ele foi direto para sua mesa.

— Nunca pensei que Selena fosse ficar contra mim. — Elisa disse suspirando.

— Ela não está contra você. — Falou indiferente, fazia tempo que ele não falava com Selena. Desde a briguinha idiota que tiveram, ele sentia falta da sua amiga.

— Não? Você viu como eles me olharam? Tenho certeza que estavam falando mal de mim. — Joe não disse nada, apenas sentou em volta a sua mesa e ficou encarando o nada, ele estava de saco cheio de tudo, queria mandar Elisa ir embora e ficar sozinho apenas com seus pensamentos mas a culpa do que tinha feito não deixava. 

Não magoe Demetria porque ela te magoou um dia, não faça o que você pode se arrepender depois.

 As palavras do seu pai ecoavam em sua mente, no começo de tudo ele queria que Demetria pagasse por tudo o que lhe causou mas agora não tinha tanta certeza sobre isso, sabia que seu pai tinha razão, ele se arrependeria caso fizesse Demetria sofrer. — Joe, eu estou falando com você! — Elisa disse próxima à ele. Joe sorriu sem graça e a puxou para sentar em seu colo. — Está acontecendo alguma coisa com você? Eu sinto que você está tão distante. 

— Não é nada demais. — Joe encarou o sofá e as lembranças da noite anterior tomou conta da sua memória, rapidamente ele desviou o olhar e encarou Elisa. — Eu tenho... — A porta foi aberta bruscamente. Ele franziu o cenho quando Demi adentrou em passos firmes em sua sala. Ela estava vestida com roupas pretas e um casaco de lã vermelho por cima, era incrível como ela conseguia ser sexy vestindo um simples jeans.

— Essa quantia deve cobrir todas as despesas que você teve com o bazar. — Ela se aproximou e jogou um envelope na mesa, em nenhum momento Demi encarou Elisa. Pelo olhar dela, Joe soube que Demi estava chateada com ele, mas o que poderia fazer? 

— Eu disse que não iria cobrar de você.

Eu não quero nada que venha de você, eu trabalho e tenho dinheiro suficiente pra pagar pelas minhas despesas. — Demi deu as costas e foi embora sem olhar para trás. Se Joseph queria guerra, ele teria guerra!

— Mulherzinha prepotente essa, faltou jogar na nossa cara que é rica. — Elisa disse fazendo careta. Joe suspirou e fechou os olhos sentindo sua cabeça latejar, precisava sair daquela situação. Elisa levantou do colo dele assim que bateram na porta, ele permitiu a entrada e franziu o cenho quando Selena adentrou na sala com alguns papéis nas mãos.

— Com licença, Miley pediu para que eu entregasse isso pra você. — Ela sorriu fraco e entregou os papéis para Joseph. Fazia quase um mês que eles não se falavam e ela sentia falta do seu amigo.

— Será que a gente pode conversar? — Selena assentiu prontamente, Elisa se aproximou dele, lhe deu um selinho e saiu deixando os dois à sós. — Eu quero te pedir desculpas por tudo o que eu te falei naquele dia, você é minha amiga e só estava preocupada comigo. Eu sinto muito, Sel. Um mês sem você é o meu limite, eu estou enlouquecendo sem seus conselhos e seus puxões de orelha. — Selena riu baixinho e balançou a cabeça.

— Também senti sua falta e peço desculpas por me intrometer na sua vida. — Joe levantou e foi até Selena a abraçando, eles eram amigos há muito tempo e um mês sem ela era demais, ele aproveitou aquele abraço e começou a desabafar, sabia que Selena lhe ouviria sem lhe julgar.

— Demetria está fodendo comigo, Sel. — Suspirou e separou o abraço para olhá-la nos olhos. — Desde que ela apareceu na minha casa eu não sou mais o mesmo, eu não consigo ter paz e não paro de pensar nela. Eu estou perdendo o controle aos poucos e sei que se isso não acabar eu vou me entregar de cabeça nessa merda toda.

— A questão é: você quer que isso acabe, Joe? — Joe fechou os olhos e suspirou, ele queria que aquilo acabasse? Perguntou para si mesmo. — Mesmo ficando um mês longe, eu percebi sua mudança nesse ultimo mês e sim, eu sei o motivo disso tudo, e tenho certeza que você sente alguma coisa pela Demi, por mais que você negue, você sabe que eu e todos que afirmam isso tem razão, se você não sentisse nada por ela, seria bem mais fácil acabar com tudo, seria bem mais fácil resistir à ela.

— Eu não quero, Selena! Eu não quero sentir nada por ela. — Selena mordeu o lábio inferior para não esbanjar um sorriso, Joe estava assumindo que sentia algo pela Demi e isso já era um passo, um grande passo.

— Porque você não quer, Joe? Deixa toda raiva e mágoa do passado ir embora e permita-se ser feliz. Você já passou por tanta coisa, já teve demais por uma vida inteira, não acha que está na hora de ser feliz? Eu sei que a Demi pode trazer a felicidade plena que você tanto quer. Acredite em mim, você não é o único magoado nessa história toda, ela também está sofrendo. — Joe suspirou e encostou a cabeça no ombro da amiga, Demi também estava sofrendo? Ele queria saber mais mas não ousou perguntar, ela não parecia estar sofrendo quando entrou na sala mais cedo. Ele fechou os olhos e suspirou novamente quando sentiu os dedos de Selena adentrarem seu cabelo. — Porque você não tira o dia pra fazer algo pra si mesmo? — Joseph levantou a cabeça e encarou Selena confuso. — Não me olha assim, você parece abatido, deveria ir fazer algo que te faz bem.

— Ultimamente eu já nem sei o que me faz bem.

— Talvez você devesse, sei lá... ir ao orfanato? Você sempre ia lá conversar com as irmãs e com as crianças, faz tempo que você não aparece, acho que isso te faria bem. — Ele sorriu e assentiu, Selena tinha razão; fazia tempo que ele não ia até lá, lhe fazia muito bem conversar com as irmãs que lhe pegaram no colo, com as crianças e adolescentes que viviam por lá.

— Você tem razão, Sel. — Joe levantou e pegou sua carteira em cima da mesa colocando-a no bolso traseiro da calça. — Acho que eu realmente preciso me distrair, amo você e Nicholas é um filho da mãe sortudo por tê-la. — Selena riu e Joseph saiu apressado da sala, ela passou a mão pelo cabelo e saiu da sala logo em seguida. 

— E aí, conseguiu? — Rapidamente Chole e Miley lhe rodearam. Selena assentiu e as duas pularam batendo palmas. Elisa observava de longe as três conversando animadamente, Joseph havia acabado de sair do bistrô apressado e ela se perguntava se tinha algum dedo delas no meio daquilo tudo.


***


Joe dirigia rapidamente pelas ruas de Nashville, o orfanato ficava no centro e era um pouco longe. Assim que chegou, ele estacionou a moto e apertou o botão do interfone, se identificou e rapidamente os portões foram abertos. Joe guardou a chave da moto no bolso e sorriu ao ver a Tia Lucy ir de encontro à ele. 

— Ah Joseph, querido. — Ela disse sorridente. — Há quanto tempo você não aparece? — Eles se abraçaram e Joe beijou-lhe a testa. Lucy era uma mulher de idade, os cabelos brancos já estavam ficando visíveis e ela trabalhava no orfanato há muito tempo.  

— Eu estive ocupado com algumas coisas e acabei ficando sem tempo, sinto muito. — Lucy assentiu e juntos eles começaram a caminhar até o jardim. — Como estão as coisas por aqui? 

— Está tudo indo perfeitamente bem, duas das nossas crianças foram adotadas essa semana e tem um moça linda lá no pátio conversando com as crianças, eu não sei se ela está interessada em adotar mas ela é muito simpática e as crianças estão adorando ela. — De longe, Joe conseguiu ouvir as gargalhadas alta das crianças. Ele sorriu e lembrou-se de como adorava quando alguém ia visitá-los. Joe subiu as escadinhas que dava entrada para o pátio e franziu o cenho quando viu a mesma mulher que estava no bistrô encostada na porta. — Joe, essa é Cristina. — Lucy os apresentou. — Ela é assistente social e está trabalhando conosco. 

— É um prazer conhecê-lo. — Cristina apertou a mão dele e sorriu. Aquele sorriso lhe parecia tão familiar. — Se eu não me engano nos vimos no bazar, certo? — Joe assentiu ainda tentando vasculhar em sua memória de onde conhecia aquela mulher. — A sua mulher está fazendo um ótimo trabalho com as crianças, elas estão se divertindo muito. Vocês estão pensando em adotar?

— Vocês se casaram? Ela é a moça que você trouxe aqui uma vez quando eram adolescentes? — Lucy perguntou surpresa, ela não sabia que Joe havia casado e muito menos que aquela moça bonita era a antiga namoradinha de Joe. Joseph olhou para o lado e mordeu o lábio inferior, Demi estava sentada de costas e estava rodeada de crianças. 

— Nós não somos casados e não somos mais um casal, hoje somos apenas... conhecidos. 

— Sinto muito eu não sabia, eu vi vocês juntos com a bebê e pensei que eram uma família. — Cristina disse se desculpando. 

— Está tudo bem. — Joe falou sorrindo.


Flashback on


Demetria e Joseph caminhavam pelo gramado do orfanato de mãos dadas, algumas crianças caminhavam ao redor deles e faziam perguntas o tempo todo, principalmente as meninas que queriam saber a história de amor deles. — E nós já estamos juntos há dois anos e meio, esses dois anos tem sido os mais incríveis da minha vida, Joseph é um cara especial e eu tenho muita sorte em tê-lo na minha vida. — As garotas sorriram encantadas e Demi sorriu especialmente pra ele. Eles estavam contanto para as crianças como haviam se conhecido. — Quando vocês crescerem serão sortudas o suficiente para encontrar alguém como ele. 

— E quando vocês vão casar? — Laura, uma garotinha de cinco anos perguntou sorridente. Demi riu e beijou o topo da cabeça dela. 

— Acho que ainda somos muito novos para casar, mas quando acontecer vocês serão convidados, pode ter certeza. — Joe falou alisando o cabelo da garotinha e Demi assentiu em concordância. Joseph mostrou cada pedacinho do orfanato para Demi e as crianças ajudaram no tour pelo orfanato. Agora eles estavam no berçário, Demi observou todos aqueles bebês e não conseguiu conter a emoção, um pequeno garotinho começou a chorar e ela se aproximou. 

— Posso pegá-lo? — Tia Lucy assentiu sorridente e observou quando Demi pegou o pequeno Bernado nos braços, o garotinho parou de chorar e ela sorriu, Joseph e Demetria seriam bons pais. — Veja Joe, como ele é tão pequeno e indefeso, como uma mãe tem coragem de abandonar uma coisinha tão fofa e pequena? 

— As pessoas podem ser cruéis, amor. — Joe abaixou-se e pegou a pequena Laura nos braços. Demi olhou para o pequeno Bernado e para Joseph e Laura, ali ela imaginou o futuro com ele. Um futuro lindo, eles estariam casados e teriam vários e vários bebês. 

— Você será um ótimo pai. — Demi falou baixinho com um sorriso tímido no rosto. Joe sorriu e beijou a testa dela. 

— Joe, você pode pedi-lá em casamento. — Laura disse baixinho no ouvido dele, Joe riu e assentiu. Ele se abaixou, colocou Laura e no chão e segurou uma das mãos de Demetria. Demi olhou para ele com os olhos arregalados. 

— Joe, você é louco? O que está fazendo? 

— Aceita casar comigo? — Perguntou com um sorriso no rosto, aquilo tudo não passava de uma brincadeira e Demi sabia disso mas um dia se tornaria realidade e eles teriam uma linda família. 

— Sim, eu aceito. — As crianças bateram palmas e gritaram animadas. Demi sorriu envergonhada, sabia que Joseph fazia qualquer coisa pela felicidade daquelas crianças. 

— Agora vocês podem se beijar. — Joe riu e selou os lábios nos de Demetria em um selinho demorado, as crianças sorriam e gritavam animadas. Lucy sorriu enquanto observava os dois, eles esbanjavam amor e carinho. 

— Crianças se acalmem, não quero acordar os bebês. 

Flashback off


Joe sempre nos diz que podemos ser tudo o que quisermos, eu não tenho mais esperanças de ser adotada mas eu quando eu completar dezoito anos e sair daqui, eu quero conhecer cada pedacinho desse mundo, viajar pelo mundo, conhecer lugares novos e culturas diferentes, até conhecer o amor da minha vida. — Laura, que agora já estava com quinze anos disse sonhadora. Demi se lembrava dela, a garotinha sapeca que antes tinha apenas cinco anos, hoje era uma mocinha e logo, logo estaria uma linda mulher.

— Vocês realmente podem fazer e ser o que quiserem, basta acreditar nos seus sonhos e confiar em si mesmas. Crianças, na trajetória de vocês, muitas pessoas vão cruzar o caminho de vocês para dizer que vocês não são capazes, que não vão conseguir e pessoas que vão querer destruir tudo o que vocês estão construindo mas nunca, nunca percam o foco do que vocês realmente querem. Nunca pensem que vocês são um erro, vocês são especiais e estão aqui pra iluminar a vida de alguém, como uma pessoa que passou por aqui iluminou a minha

— Belas palavras. — Aquela voz grossa e rouca fez os pelos dos seus braços se arrepiarem. Ele estava atrás dela. As crianças levantaram animadas e abraçaram Joseph. Demi suspirou e o observou enquanto as crianças recebiam carinho de Joseph, ele ainda continuava o mesmo.

— Tio Joe, você demorou para voltar. — Bernardo que agora tinha dez disse abraçando a perna de Joseph. O garoto tinha os cabelos pretos e os olhos esverdeados como os de Joseph. Demi observou os dois e mordeu o lábio inferior, Joseph seria um ótimo pai e a mulher que o teria seria tão sortuda. 

— Eu sinto muito pela demora, eu estive com alguns problemas mas como o prometido eu estou de volta!

— Eu já estava preocupada com você, Joe. — Laura disse e o abraçou assim que ele se aproximou dela. — Dois meses sem aparecer, acho que esse foi seu tempo recorde. — Demi apenas observou o jeito que Laura olhava para Joseph, com tanta admiração e carinho, ela não a culpava por isso, ele era realmente encantador. 

— Tio, eu aprendi uma nova piada. — Bernado falou animado. — Toc, toc!!!

— Quem é?

— Repete... 

— Repete quem?

— Quem, quem, quem... — Demi gargalhou alto e Joe riu bagunçando o cabelo do garoto. As horas se passaram e os dois ficaram ali, conversando com as crianças, ouvindo cada sonhos e desejos deles. Joseph e Demetria trocavam olhares, naquele momento não havia raiva, mágoa ou dúvidas, apenas felicidade. Demi não conseguiu não se emocionar com algumas histórias, ela se perguntava como as pessoas podiam ser tão cruéis? Muitas histórias lhe fizeram lembrar de quando Sophia nasceu e da maneira como tratava sua garotinha, céus, como se arrependia! Depois de muito conversarem, eles fizeram um tour pelo orfanato, Demi chorou como um bebê ao visitar o berçário novamente, eram bebês tão pequenos e indefesos, ela se lembrou de quando caminhou com Joe de mãos dadas pelos corredores e pediu à Deus que momentos como aquele se repetissem muitas e muitas vezes. Por fim, eles brincaram de bola no jardim com as crianças, Demi era um desastre mas conseguiu fazer um gol e comemorou quando o time das garotas ganharam. 

— Os garotos não estão com nada. — Bea disse mostrando a língua para os garotos, Demi riu e pegou a garotinha de seis anos no colo. 

— As garotas ainda vão dominar o mundo. — Um dos garotos falou indignado e as meninas riram vitoriosas. Depois do jogo, as crianças foram para a sala de refeições almoçar e Demi aproveitou para conversar com Lucy e Cristina. Joseph estava ao lado dela e tudo o que ela queria naquele momento era sentir os braços dele em volta da sua cintura lhe abraçando apertado. Ela queria compartilhar aquele momento com ele, pois sabia como aquele orfanato era importante pra ele. 

— Todas essas crianças são maravilhosas, vocês fazem um ótimo trabalho com elas e tenho certeza que todas elas se tornaram pessoas maravilhosas, assim como Joseph se tornou. — Ela não o olhou ao dizer essa frase. Já Cristina olhava para Joseph como se existe apenas ele ali e Demi se perguntava qual era o problema daquela mulher, ela tinha idade pra ser mãe do Joe, maldito ciúmes. — Enfim, eu quero fazer uma doação de dez mil dólares para o orfanato, eu sei que o dinheiro vai ser bem gasto e espero que aceitem de coração. 

— Ah querida, eu não sei nem como te agradecer. — Lucy sorriu e abraçou Demi. — Esse dinheiro será muito bem vindo e investiremos ele nas crianças. Pessoas boas ainda existem no mundo, e eu sou muito grata à Deus e à você por tudo. — Em um instante as crianças invadiram o local batendo palmas e gritando animadas, elas correram até Demi e Joseph e os abraçaram. Demi acabou se emocionando novamente com todo aquele carinho, Joe sorriu e lhe abraçou de lado. Ela não se segurou e passou os braços em volta da cintura dele o abraçando fortemente, afundou a cabeça no peito dele e deixou as lágrimas descerem livremente molhando a camiseta cinza dele.


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finalmente estou de volta, demorei mas como o prometido voltei ainda essa semana. 
depois de muito sacrifício e esforço o capítulo saiu, não sei se ficou muito grande mas espero que vocês gostem. como vocês puderam ver o squad já começou a trabalhar e está cada vez mais perto da máscara da Elisa cair, esse momento vai ser nosso, sim! 
vou tentar não demorar tanto pra postar o próximo, orem por mim.
respostas aqui & aqui | muito obrigada por todos os comentários e por toda paciência. 
vocês são demais. amo vocês. 


completamente apaixonada por essa música, por esse clipe. 
rainha é rainha, né mores? 


15/05/2017

aviso

oi meninas, como vocês estão? Eu estou bem e estou passando aqui pra avisar que o capítulo vai atrasar um pouco, eu estou tentando escrevê-lo mas o bloqueio me pegou de jeito e eu não estou conseguindo desenvolvê-lo, espero que entendam e que tenham paciência comigo. prometo me esforçar para conseguir postar o capítulo ainda essa semana, o.k? bjs, amo vocês.

08/05/2017

Capítulo 28. Beneficent

revisei por cima, ignorem qualquer erro.

Uma semana depois. 


Os dias passaram rapidamente, Demi passou o resto da semana ocupada com os preparativos para o bazar mas nem mesmo toda a ocupação que teve durante a semana foi capaz de impedir que ela não pensasse no beijo que eles haviam trocado semana passada. Toda vez que ela deitada a cabeça no travesseiro, não conseguia pensar em outra coisa, ou até mesmo quando se encontravam no restaurante para resolver os detalhes do bazar. A forma como seus lábios haviam se encaixado, a maneira que ele havia segurado sua cintura... ela o queria de novo mas ele estava tão distante. Durante a semana eles haviam se encontrado algumas vezes para resolver alguns detalhes do bazar mas Joseph havia criado uma barreira entre eles e ela não sabia como quebrar. Já havia tentado uma reaproximação mas foi tudo em vão, ele não permitia nenhum tipo de contato com ela que não fosse profissional.

De frente ao espelho, Demi encarou seu vestido e suspirou. O bazar já havia começado e ela estava fodidamente atrasada, todos já estavam no bistrô menos ela. Demi deu a última conferida em seu look e pegou sua bolsa de mão, ela estava vestindo um vestido preto apertado que batia acima dos joelhos, ele tinha alguns detalhes prateado e as mangas eram longas, nos pés ela calçava um salto também preto.

Demi dirigiu rapidamente até o bistrô e assim que chegou foi impossível não sorrir, estava lotado! Ela estacionou seu carro e desceu. Caminhou apressadamente até a entrada do bistrô e sentiu as bochechas corarem quando percebeu que toda a atenção estava sobre ela. Demi acenou brevemente e caminhou até onde sua mãe estava com seus amigos, ela beijou a bochecha da filha e cumprimentou todos com um "oi". 

— Você está linda! — Disse ao ver Selena com o vestido que ela havia lhe presenteado. Era um vestido preto longo com uma fenda na perna esquerda. Selena estava linda!

 — Obrigada, você também está maravilhosa. — Demi sorriu e elas se abraçaram. Nick riu e beijou o rosto de Selena. Ele estava mudando sua opinião sobre Demi, ela estava fazendo bem à sua mulher e Demi realmente parecia querer concertar as coisas, ele podia dar uma nova chance à ela. 

— Desse jeito eu vou ficar com ciúme. — Miley falou assim que chegou na roda dos amigos com Liam lhe abraçando por trás. Demi riu e beijou a bochecha da irmã. 

— Você é a garota mais gata e sexy dessa festa. — Disse sorrindo. A irmã realmente estava maravilhosa. Ela estava usando um vestido branco estilo terninho com um decote entre os seios. 

— Irmã, a sua bunda é a mais gostosa de toda a festa. — Falou sorrindo e deu um tapinha no bumbum da Demi que sorriu envergonhada. Ela olhou ao redor e mordeu o lábio inferior. O bistrô estava muito bem decorado, havia várias prateleiras com suas bolsas e cabides demonstrando seus vestidos. As pessoas olhavam e comentavam suas roupas, estava lotado e as pessoas pareciam estar gostando. 

Joseph adentrou no bistrô de mãos dadas com Elisa e Paul estava ao seu lado. Paul sorriu assim que avistou os amigos e tratou de puxar o filho até lá. Demi aproveitou que um garçom estava passando com uma bandeja de champanhe e pegou uma taça, ela estava sentindo que aquilo seria pouco caso ela tivesse que aguentar Elisa pelo resto da noite. 

— Boa noite, pessoal. — Joe cumprimentou todos com um sorriso. Demi deu um gole em seu champanhe e mandou um beijo para Sophia que olhava pra ela com um sorriso no rosto, sua garotinha estava linda. A pequena estava com um vestido branco com um casaquinho por cima, uma sapatilha também branca e no cabelo tinha um lacinho rosa. 

— Esse bazar está lindo, não está? — Dianna disse sorrindo, tinha como ter mais orgulho das suas meninas? 

— Está sim, vocês fizeram um lindo trabalho. — Liam falou beijando a bochecha da namorada. Demi correu seu olhar pelo salão e sorriu quando avistou Josh com a avó. Ao perceber pra onde Demi olhava, Joe revirou os olhos e pegou uma taça de champanhe. 

— Com licença. — Ela pediu e foi até onde Josh estava. Joe revirou os olhos e apertou a mão de Elisa um pouco mais forte. Ela pareceu perceber o desconforto dele ao ver Demi e Josh se abraçarem, Elisa suspirou e o abraçou pela cintura, ela conseguia sentir que estava o perdendo aos poucos. 

— Está tudo bem, amor? — Perguntou e deu um beijo na bochecha dele, Joe sorriu e assentiu.

— Uau, você está linda. — Josh falou sorrindo. Demi balançou a cabeça e o abraçou apertado. — Está tudo muito lindo, fiquei com muito orgulho de você ao saber o motivo do bazar, você tem uma alma linda, Demi. — Falou e observou a avó ir até alguns conhecidos. 

— Não fala assim se não eu vou chorar. — Brincou e Josh riu dando um gole na garrafa de cerveja que ele havia pego da mão de um dos garçons que lhe fez cara feia. Champanhe não era suficiente pra ele. 

— Esses garçons até parecem que não me conhecem. — Revirou os olhos. — Eu fiquei feliz em receber seu convite, é legal ver que nossa amizade não acabou depois de tudo. 

— Nós apenas agimos como dois adultos e não dois adolescentes idiotas. — Josh franziu o cenho e olhou na direção que ela olhava. Elisa estava abraçada a Joseph e eles sorriam bobos um para o outro. Ele riu baixinho e deu outro gole na cerveja quando Demi lhe lançou um olhar mortal. 

— Você está se referindo ao Joseph?

— Eu quero que Joseph se foda! — Disse irritada e ele assentiu sorrindo. 

— Algo me diz que por trás de toda essa raiva algo aconteceu. — Demi arqueou a sobrancelha e o encarou. — O que aconteceu entre vocês?

— Nós nos beijamos e desde então ele vem fugindo de mim. — Revirou os olhos e acenou para uma mulher que acenava alegremente para ela, ela não fazia ideia de quem era. 

— Isso já é um avanço, não dou um mês pra vocês transarem. — Demi deu um tapa na barriga dele e sorriu sem graça. 

Elisa aproveitou que Joseph estava conversando com alguns convidados e foi atrás de algo para beber. Ela agradeceu assim que o barman entregou-lhe uma bebida num copo com canudo e mordeu o lábio inferior ao ver Chole perdida no meio das bolsas, ela olhava cada uma com muita atenção. Elisa caminhou até lá, tocou o ombro de Chole e sorriu.

— Desde que você chegou nós não tivemos tempo para conversar. — Chole assentiu e voltou sua atenção para as bolsas. — Como estão as coisas em Milão?

— Agora você quer saber? — Perguntou e Elisa franziu o cenho sem entender. — Antes de ir embora você prometeu que manteria contato, eu acreditei em você e esperei que você mantivesse contato porém durante todos esses anos eu não recebi uma ligação se quer. 

— Chole eu sinto muito, eu também estive ocupada... 

— Ocupada com o que? Tentando roubar o namorado das pessoas? — Sorriu irônica e pegou uma das bolsas para dar uma olhada melhor. 

— As coisas entre mim e Joseph aconteceram, eu não tive culpa... 

— Não teve culpa? Você sempre foi louca por ele, Elisa. Já conversamos sobre isso várias vezes e você admitiu que sentia algo por ele mas que não queria estragar a amizade que tínhamos com Demi, eu sempre te incentivei à procurar outra pessoa e deixar Demetria e Joseph em paz. Eu me lembro perfeitamente daquela noite, de como você estava louca pra ferrar com Demetria. 

— Você não tem o direito de falar de mim ou você esqueceu que drogou ela?

— Eu não droguei ninguém. Demi sabia muito bem que eu usava e usou por que quis, eu apenas ofereci. Eu tenho minha parcela de culpa sim mas no momento que soube o que tinha acontecido eu me desculpei com ela, há dez anos atrás, diferente de você que deixa Joseph acreditar que Demi fez o que fez porque quis. 

— Mas ela fez porque quis, eu não sou culpada pelos erros que ela comete e se Joseph está comigo é porque ele quer. 

— Você sabe que eu sempre apoiei os dois juntos, o amor deles é coisa de outro mundo, é algo que só eles dois tem. Eu sei que eu não sou a única que sabe a verdade sobre aquela noite, Josh também sabe o que aconteceu e está desposto à tudo pra ver Demi feliz.

— Então é isso? Vocês vão ficar contra mim?

— Não estou contra ou à favor de ninguém, eu estou à favor da verdade. 

— Eu pensei que você fosse minha amiga. — Elisa disse magoada. 

— Eu também pensei que você fosse a minha mas amiga de verdade não faz o que você fez, destruir uma amizade como a que a gente tinha por inveja é ridículo. O que você fez foi ridículo. Pense bem, Joseph odeia mentiras e quando ele descobrir a verdade tudo o que você vai receber dele é raiva de desprezo. — Ela voltou sua atenção para as bolsas quando viu Joseph se aproximar delas, ele parecia ter percebido o clima tenso entre as duas. 

— Está tudo bem por aqui? — Joe perguntou abraçando Elisa por trás. 

— Está tudo ótimo, na verdade estávamos falando de você. — Chole sorriu e encarou Elisa que estava tensa nos braços de Joe.

— Sobre mim? — Perguntou curioso e Chole sorriu. 

— Sim, estávamos falando como você odeia mentiras. — Ele franziu o cenho confuso e encarou Elisa, o que Chole quis dizer com aquilo?

— Enfim, vou deixar os pombinhos em paz. — Ela acenou e saiu caminhando em direção à Demi e Josh. 

— Boa noite meus amores. — Chole disse abraçando Demi pelos ombros, quem visse ela daquela maneira diria que ela estava bêbada mas ela não havia colocado um gole de álcool na boca. — Demi sua bunda só fica melhor com o passar dos anos. — Deu um tapa no bumbum dela e piscou. Josh gargalhou alto e Demi franziu o cenho, porque diabos todo mundo estava falando do seu bumbum? — Amiga, depois de toda essa exposição de bolsas, roupas e saltos meu mais novo sonho é entrar no seu closet, espero ser convidada. — Demi gargalhou e assentiu. 

— Você está mais do que convidada. — Disse sorrindo e Chole bateu palma animada. — Eu vou cumprimentar o resto do pessoal, o.k? Divirtam-se. — Assim que Demi saiu, Chole virou para Josh e suspirou.

— Quando nós vamos contar a verdade para Joseph? — Josh franziu o cenho e deu um gole na sua cerveja.

— Eu estou disposto à contar mas Demi pediu tempo para tentar resolver as coisas sozinha, não acho que ela quer que a gente se meta nessa bagunça toda. — Deu os ombros e Chole revirou os olhos.

— Você acha mesmo que ela vai conseguir resolver toda essa situação sozinha? Você era mais inteligente no ensino médio, Josh. — Disse dando um tapa na cabeça dele. — Se até o casamento da minha prima eles não estiverem resolvidos nós vamos ter que interferir e contar toda a verdade, está me entendendo? Joseph está enroscado com uma cobra e nem faz ideia. — Josh desviou o olhar de Chole e sorriu para Elisa que olhava para os dois do outro lado do salão, ele acenou e piscou, Elisa sabia que eles estavam falando dela e ele não perderia a oportunidade de provocá-la.

— A gente podia deixar ele se ferrar e depois que ele percebesse a burrada que fez, nós iriamos assistir de camarote ele tentando concertar as coisas com a Demi.

— É uma boa ideia mas Demi iria sofrer até ele perceber a cobra que Elisa é, isso se ele percebesse né, aquela ali é uma ótima atriz. 


***


O bazar estava sendo um sucesso e Demi não poderia estar mais feliz com o resultado. Ela conversou brevemente com o pessoal que estava cuidando da parte administrativa e soube que suas coisas estavam vendendo rapidamente e que eles já haviam conseguido uma boa quantia de dinheiro, ela já sabia pra onde o dinheiro iria e queria fazer uma surpresa.

— Nosso bazar está um sucesso e eu estou tão feliz. — Miley disse abraçando-a por trás. Demi sorriu e segurou as mãos de Miley que estavam em sua cintura. — Eu só ouvi elogios.

— Eu estou feliz. — Demi falou com um enorme sorriso nos lábios. Miley beijou a bochecha da irmã e sorriu, ela ficava feliz ao ver a felicidade da irmã. Demi era uma boa pessoa e merecia toda a felicidade do mundo. — Eu estou muito feliz em poder compartilhar isso com você, foi uma ideia sua e você merece todos os créditos. 

— Desse jeito eu vou chorar. — Miley brincou e abraçou a irmã ainda mais apertado. Uma música animada tomou conta do salão e ela sorriu ao ver Liam e Nicholas na parte aonde ficava o som. As pessoas gritaram animadas e Miley puxou Demi pela mão para a pista de dança, rapidamente Selena e Chole se juntaram à elas.

Joseph se aproximou dos amigos e cruzou os braços, Liam e Nicholas olhavam suas respectivas garotas dançarem na pista de dança. Ele encarou Demetria e mordeu o lábio inferior, ela tinha noção de como estava bonita e sexy? O vestido dela subia conforme ela dançava, o jeito gracioso que os quadris dela mexia conforme a música, aquela mulher ia lhe levar a loucura e não ia demorar muito, ele sentia.

— Selena é a mulher mais linda desse lugar. — Nick disse dando um gole na sua bebida sem tirar os olhos da sua garota.

— Olha só pra Miley. — Liam sorriu e mordeu o lábio inferior. — Ela é tão sexy e não faz ideia disso. — Joe revirou os olhos e bebeu um gole da sua cerveja, ele queria gritar pros quatro cantos daquele bistrô que Demi era a mais bonita, gostosa e sexy mulher que tinha ali. — Cadê Elisa? — Liam perguntou desviando o olhar da sua garota para encarar o amigo. Joe deu os ombros e bebeu mais um gole de cerveja.

— Foi atender uma ligação. — Nick e Liam se entreolharam e sorriram, eles haviam percebido o jeito que Joseph olhava para Demetria. Nick trocou a música para uma mais lenta e pegou o microfone.

— Essa daqui é só para os casais! — Disse sorrindo e ouviu múrmuros dos solteiros. Demi beijou a bochecha de Selena e Miley e saiu da pista junto com Chole.

— Vão dançar com as garotas de vocês, eu vou passar no escritório. — Eles assentiram e desceram indo de encontro com suas meninas. Demi e Chole estavam sentadas numa das mesas junto com Dianna e Paul. Demi acompanhou Joseph com o olhar e bebeu um gole do seu suco.

— Vai atrás dele, eu vou me certificar de deixar Elisa do lado de fora. — Chole falou baixinho apenas para Demi ouvir. Demi mordeu o lábio inferior e encarou a amiga, iria ou não? Joseph estava estranho com ela mas ela não podia negar que estava com vontade de beijá-lo novamente. — Anda mulher, pega esse homem de jeito! — Com um pouquinho de coragem que tinha, Demi levantou e foi em direção ao escritório de Joseph. Ela sentiu suas mãos soarem e sua garganta secar, pegou outra taça de champanhe quando o garçom passou ao lado dela, entrou na sala e suspirou ao vê-lo jogado no sofá com as mãos sobre a cabeça.

— O que você está fazendo aqui? — Ele perguntou e depois de um tempinho sentou no sofá, Demi sentou ao lado dele e colocou sua bolsa de lado. Ela não sabia o que responder então ficou calada, a respiração dele estava pesada e com o silêncio que estava naquela sala ela conseguia ouvir.

— Eu vi o jeito que você olhou pra mim quando estava dançando com as meninas. — Demi falou após alguns minutos em silêncio, o que ela mais queria no momento era sentir seus lábios sobre os deles novamente.

— Não só eu como a maioria dos homens que estavam no salão, né? — Falou irônico e Demi fechou as mãos para não meter um tapa nele, ela sabia bem o que Joseph estava insinuando.

— Até onde eu me lembre eu sou livre e desimpedida pra fazer o que eu quiser e bem entender. — Disse irritada.

— Só não se esqueça que você tem uma filha, é esse o exemplo que você quer dar pra ela? — Demi sentiu a raiva crescer ainda mais em si, o que ele estava insinuando? Que ela era uma vadia e mau exemplo para sua filha?

— Você é mesmo um idiota, Joseph! Você não é pai da minha filha e não tem o direito de opinar sobre a criação dela, está entendendo? Se eu sou uma vadia o problema é meu, você não é nada meu e não tem que se importar com o que eu faço ou com o que eu deixo de fazer. Você deveria se preocupar com o par de chifres que Elisa deve estar colocando em sua cabeça. — Ela levantou irritada, Joe também levantou e segurou o braço dela com força.

— Quem é você pra dizer alguma coisa? Se ela está me chifrando aprendeu com a amiga dela, afinal, você é ótima nisso, não é mesmo? — Demi tentou se soltar mas ele ainda lhe segurava fortemente. Ela sentiu seus olhos lacrimejarem mas se recusou à deixar alguma lágrima cair. Quando Joseph a olhou nos olhos ele sentiu-se o pior homem do mundo mas ela havia lhe provocado. — Para de tentar uma reconciliação, eu vou te machucar e você vai sofrer. Eu e você não existe mais, aceita isso e segue a sua vida.

— Você acha que eu não queria seguir a minha vida? Conhecer um cara legal que me aceite e que aceite a minha filha? Você acha que eu só estou atrás de você porque eu terminei meu casamento e quero acabar com seu relacionamento? Não, Joseph, não é por isso! Eu ainda corro atrás de você porque eu te amo, você não acredita mas essa é a verdade. Eu amo você e quero tentar recuperar o que nós tínhamos e eu não vou desistir de você. Você foi o meu primeiro e único amor! — Ele estava baixando a guarda e ela conseguia sentir isso, ele foi soltando seu braço aos poucos, ela colocou a mão sobre o peito dele e suspirou. — Não me peça pra desistir de você, porque eu não vou. — Eles se encaram por vários e vários segundos, os olhos esverdeados sobre os amarronzados. Ele via a verdade ali mas era difícil acreditar, ele queria acreditar mas algo lhe impedia. Por um minuto Joseph resolveu se desligar dos pensamentos, ele encostou seus lábios aos dela e a beijou. Não era um beijo calmo como tinham trocado no dia interior, esse era mais intenso e mais cheio de desejo.

Demi passou as mãos pelos braços, ombros e pescoço dele. Ela não estava acreditando que aquilo realmente estava acontecendo. Joseph colocou as mãos na cintura dela e caminhou com ela até o sofá. Demi suspirou quando suas pernas bateram no sofá e desceu os beijos pelo pescoço dele. Ela puxou ele pelo colarinho da blusa e deitou no sofá com ele sobre as suas pernas. As mãos de Joseph desceram da cintura dela e passeou pelas coxas torneadas, cada toque dele incendiava seu corpo.

Joe estava louco para tocar aquelas coxas desde que a viu com aquele vestido. Ele não sabia aonde seu juízo havia ido parar mas desligou-se de tudo para curtir o momento, aquela seria a última vez!

Sophia abriu o berreiro quando Elisa se aproximou dela e sorriu. Agora não tinha quem lhe fizesse parar, Dianna pegou a netinha no colo e conversou calmamente com ela mas a pequena só fazia chorar ainda mais. Dianna levantou com a garota no colo e a balançou de um lado para o outro mas não parecia adiantar. — Ei meu amor, não precisa chorar. — Disse docilmente, Sophia soluçou e voltou a chorar. — Aonde está Demetria? — Miley correu os olhos azuis pelo salão e não viu sinal da irmã. Nem da irmã e nem de Joseph. 

— Pode deixar que eu vou atrás da Demi. — Chole disse rapidamente ao ver que Miley lhe olhava desconfiava. Ela levantou apressada e caminhou até o escritório. Antes de bater na porta, ela encostou o ouvido para tentar ouvir algo mas estava tudo quieto. 

Demi separou o beijo com selinhos e suspirou ofegante, céus, aquele homem era uma perdição! Ela preparou-se mentalmente para ver Joseph sair correndo dos seus braços mas o que ele fez a surpreendeu. Joe suspirou e deitou a cabeça entre os seios dela, Demi não conseguiu conter o sorriso que brotou em seus lábios, ele estava finalmente baixando a guarda. Joe suspirou e fechou os olhos enquanto sentia o carinho dela em seu cabelo, por alguns minutos só existia os dois ali, era como ter dezoito anos novamente, naquela época eles não tinham problemas e tudo era mais fácil. 

O barulho da porta fez com que eles se despertassem dos próprios pensamentos. Joe levantou e passou uma das mãos pelo cabelo. Demi fez a mesma coisa, levantou arrumou o cabelo e o vestido que estava levantado. Joseph abriu e suspirou aliviado ao ver que era Chole, ela sorriu maliciosa para ele e em seguida para Demi. Eles estavam com os lábios inchados e avermelhados. 

— Eu já vou indo. — Ele saiu apressadamente da sala e deixou as duas sozinhas.

— Ai caramba, vocês transaram? — Perguntou maliciosa e Demi riu envergonhada negando com a cabeça.

— Não transamos, apenas nos beijamos. — Demi desviou o olhar da amiga e suspirou ao lembrar da maneira como ele tocou seu corpo e da maneira carinhosa em que ele deitou no colo dela.

— Eu sinto muito por ter atrapalhado vocês mas Sophia não para de chorar desde que Elisa se aproximou dela.

— Elisa se aproximou da minha filha? — Qual era o problema daquela mulher? Qual parte de "ficar longe de Sophia" ela não havia entendido? Demi saiu da sala rapidamente pronta pra arrancar os cabelos de Elisa mas parou assim que viu Joseph sentado em uma das mesas, Elisa estava em seu colo, ele dava alguns beijinhos nos pescoço dela e sorria quando ela dizia algo em seu ouvido. 

Demi sentiu a raiva tomar conta de si, há pouco tempo Joseph e ela estavam trocando beijos quentes na sala dele e agora ele agia como se nada tivesse acontecido? Que tipo de cara ele era, afinal? Demi sentia seu sangue ferver em suas veias, sua vontade era de ir até lá e dizer à Elisa que ela era uma chifruda e meter a mão na cara de Joseph. Chole suspirou e colocou a mão sobre o ombro de Demi.

— Eu e Josh vamos contar a verdade pra ele. — Demi negou com a cabeça e sorriu irônica.

— Não, deixa esse otário se foder sozinho. — Ela respirou fundo, levantou a cabeça e caminhou até onde sua mãe estava. Sophia esticou os braços assim que viu a mãe, Demi pegou a filha no colo e beijou-lhe a testa, o rostinho dela estava vermelho de tanto chorar.

— Aonde você estava? — Dianna perguntou cruzando os braços desconfiada. Miley e Selena também a olharam desconfiada, Demi sentiu as bochechas corarem.

— Estava tomando um ar lá fora. — Deu os ombros e Dianna assentiu mas Miley e Selena ainda a olhavam desconfiada. Demi beijou a testa da filha e sentou ao lado da mãe. 

— Nós conseguimos vender tudo! — Uma das meninas que estavam responsável pela administração chegou à mesa deles e anunciou animada. — As pessoas estavam até dando preços maiores do que o que propormos. Foi um tremendo sucesso.

— Eu estou tão orgulhosa.  — Dianna falou sorrindo enquanto Demi e Miley se abraçavam. O restante do pessoal que estavam sentados na mesa com elas bateram palmas e Nick assobiou animando o pessoal, aquela noite estava sendo maravilhosa.

— Nós queremos um discurso. — Liam disse animado depois de dar um selinho na namorada. Demi sorriu e levantou, ela entrelaçou sua mão com a mão da irmã e subiu junto com Miley e Sophia até o palco aonde o DJ tocava uma música lenta enquanto as pessoas jantavam.

— Boa noite, pessoal. — Demi falou assim que entregaram um microfone à ela. A atenção das pessoas foram toda para si ela sentiu as bochechas corarem. — Eu gostaria de agradecer a presença de cada um de vocês. Como estava no convite de vocês, o intuito desse bazar é arrecadar dinheiro para uma instituição e eu agradeço pela colaboração de cada um de vocês. Nós conseguimos arrecadar dez mil dólares e esse dinheiro irá para para as crianças do orfanato de Nashville. — Os aplausos tomaram conta do salão e Demi encarou Joseph, ele a olhava surpreso... Ele viveu naquele orfanato por muito tempo e duas vezes ao mês ele ia até lá conversar com as crianças e as pessoas que cuidaram dele enquanto ele ainda estava por lá. Demi estava realmente fazendo aquilo? A troca de olhares entre eles eram muito intensa, Joseph estava emocionado e Demi também, assim que percebeu que já estava à muito tempo olhando para ele, ela desviou o olhar e suspirou. — A ideia desse bazar foi da minha irmã então todos os créditos dessa noite vai à ela. Mi, você tem um coração tão puro e tão bom, eu quero que você saiba que eu me inspiro em você pra me tornar uma pessoa melhor à cada dia, você é a melhor irmã mais nova que alguém poderia ter, obrigada não só pelo seu amor mas por acima de tudo por me perdoar e ser a minha melhor amiga. Você, a mamãe e Sophia são a razão pela qual eu faço o que eu faço, vocês são as minhas inspirações e eu sou muito grata pela família maravilhosa que eu tenho. — Elas sorriram e se abraçaram, as lágrimas já corriam livremente pelo rosto de Demetria. 

— Eu te amo muito. — Miley sussurrou no ouvido de Demi e ela sorriu abertamente.

— Enfim, muito obrigada à presença e ajuda de vocês, espero que se divirtam e aproveitem. — Ela agradeceu e desceu do palco, o DJ voltou à tocar uma música animada. Ela beijou a testa de Sophia e mordeu o lábio inferior quando viu Joseph se aproximar dela.

— Eu estou surpreso pelo o que você fez, é algo muito bonito da sua parte. — Disse colocando uma das mãos sobre o bolso da calça.

— Deve ser surpreendente pra você mesmo ver que eu não sou essa mulher mimada e egoísta que você pensa que eu sou, e não pense que eu fiz isso por você porque eu não fiz. — Joe franziu o cenho.

— Eu não pensei que você tivesse feito isso por mim. Mas, você sabe como aquele orfanato é importante pra mim.

— Sim, eu sei. — Demi falou quase num sussurro, ela encarou a filha que sorria em admiração para Joseph. Ele esticou os braços e pegou a garotinha no colo que foi de bom agrado.

— Papai, mamãe. — Disse sorrindo boba. Ela colocou o dedinho na boca e gargalhou quando Joe beijou seu pescoço, a barba dele fazia cócegas! Demi sorriu e encarou os dois, seu coração até parecia que iria explodir de alegria. Céus, como ela os amava. 

— Ela é linda. — Joseph sorriu admirando a garotinha, os olhinhos azuis cheio de amor, os cabelos lisos e loiros presos num lacinho, as bochechas rosadas e mordíveis como as da mãe.

— Ela é linda! — Demi afirmou com um sorriso bobo no rosto.

— Vocês são uma linda família. — Uma mulher dos olhos esverdeados disse sorrindo. Demi sorriu sem graça e passou uma das mãos em seu cabelo, ela nunca tinha visto aquela mulher. Ela era nova na cidade? — A filha de vocês é uma gracinha, parabéns. — A mulher sorriu gentil e Demi a olhou nos olhos, aqueles olhos estreitos e esverdeados lhe lembrava alguém.

— Obrigada. — Demi sorriu e a moça saiu após pedir licença. Joseph parecia estar instigado com algo. — Ela é nova por aqui?

— Eu não sei, nunca à vi antes. — Algo sobre aquela mulher lhe despertava curiosidade.

— Deve ser parente de algum convidado. 

— Nós não somos uma família, Demetria. E você não deveria deixar aquela mulher acreditar que somos, diferente do que você está acostumada, aqui é uma cidade pequena e as notícias se espalham rápido, aqui ninguém tem privacidade. — Estava demorando para ele voltar à ficar defensiva e ser o dono da razão.

— Ao contrário de você, eu não dou a miníma para o que as pessoas pensam de mim, Joseph. 

— Talvez seja porque você já está acostumada com as pessoas falando mal de você. — Ele sorriu sínico e antes que ela pudesse rebater deu as costas e caminhou até Elisa com um sorriso no rosto. Ela odiava quando ele lhe tratava com aquela indiferença, sua vontade era de meter a mão na cara dele. 

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oi manas, como vocês estão?
sinto muito pela demora mas foi uma semana corrida pra mim e eu estava com problema em desenvolver a última parte do capítulo. eu espero de coração que vocês gostem.
tivemos mais um beijo jemi e daqui pra frente vai ser assim: amor e ódio. 
enfim, respostas dos comentários aqui | volto assim que puder com o próximo. 


01/05/2017

Capítulo 27. Kiss




Joseph adentrou em casa e sorriu ao ver que Elisa o esperava sentada no sofá. Ele se aproximou vagarosamente e beijou o topo da cabeça dela. Elisa sorriu e virou-se para olhá-lo. — Você está melhor? — Perguntou, ela sorriu e beijou a bochecha dele assim que ele sentou ao seu lado.

— Eu estou sim, quero me desculpar pelo o que eu falei. Eu estava nervoso e um pouco fora de mim, prometo que não vai se repetir, o.k? — Elisa assentiu e sorriu selando seus lábios em um beijo. Joe demorou um pouco para fechar os olhos e se entregar ao momento, ele já não se sentia o mesmo e não se sentia da mesma maneira em relação à Elisa mas iria seguir com aquela relação até onde dava.

— Está tudo bem, meu amor. Eu confio em você e sei que nada vai mudar entre nós mesmo se Demetria interferir. — Joe sorriu e coçou a nuca sem graça, ele não tinha muita certeza sobre isso, Demetria mexia com ele de uma maneira que ele não conseguia se controlar. O jeito sexy e fofo dela era tão natural, ela não precisava forçar nada. Precisava manter o máximo de distância possível. 

— O que acha de irmos ao cinema? — Perguntou com um sorriso, ela assentiu animada e beijou a bochecha dele. — Depois podemos ir jantar em algum lugar se você quiser. 

— Eu acho uma ótima ideia, amor. — Joe sorriu e levantou-se, ele beijou a testa dela e retirou os sapatos. 

— Eu vou apenas tomar um banho, o.k? Prometo que serei rápido. — Falou e subiu as escadas rapidamente. Elisa sorriu satisfeita e encostou-se melhor no sofá. Joe era seu, nem Demetria e nem ninguém mudaria aquilo. Joseph realmente não demorou muito para se arrumar, ele voltou para a sala vestindo uma bermuda de malha preta e uma blusa cinza escuro. Ele pegou sua carteira em cima da mesinha de centro e as chaves. — Vamos? — Elisa assentiu e levantou, eles caminharam juntos até o carro. Assim que adentraram, Joe deu partida e Elisa ligou o rádio. 

— Céus, eu amo essa música. — Disse sorrindo assim que ouviu os primeiros acordes da música My girl. Joe olhou para ela e sorriu tentando não deixar as lembranças tomarem conta de si.


Flashback on


Joe sentia suas mãos tremerem e suas pernas fraquejarem. Era o quarto encontro que ele tinha com Demi e iria pedi-lá em namoro no melhor restaurante que havia na cidade e estava lotado! Tinha que estar lotado logo naquele dia? Eles já haviam jantado e agora dividiam uma torta holandesa enquanto conversavam sobre o futuro, Demi dizia qual era os seus planos e ele escutava tudo com muita atenção, queria ter um futuro ao lado dela, estava tão apaixonado que já não via mais sua vida sem o sorriso daquela garota. Perto da mesa deles haviam um palco e tinha uma banda tocando uma música lenta. Ele respirou fundo e com o pouco de coragem que tinha pediu licença para ela e subiu ao palco. 

— Joseph, o que você está fazendo? — Demi perguntou e ele sorriu. Falou algo com o músico e logo os primeiros acordes da música foi ganhando vida. Ele viu o olhar surpreso de Demi assim que ele começou a cantar My Girl para ela. Foi ali que ele soube que ela também sentia algo forte por ele.

— I don't need no money, fortune or fame, i've got all the riches baby one man can claim, well i guess you'll say what can make me feel this way? My girl, talking about my girl. — Ele cantou a música toda sem desviar o olhar dela, ele viu cada reação, desde o sorriso até as lágrimas que desceram pelo rosto dela. Joe finalizou a música e uma chuva de aplauso caiu sobre si, Demi sorriu envergonhada e ele foi até ela. Beijou-lhe a testa e sorriu quando ela o abraçou pela cintura escondendo seu rosto avermelhado. — Eu não sou muito bom com isso mas estou dando o meu melhor. Meu mundo mudou pra melhor depois que você apareceu, seu sorriso ilumina meus dias e um dia sem você é como ter um dia perdido. Demi você aceita ser minha garota? — Demi ergueu o olhar para ele e sorriu assentindo com lágrimas nos olhos, ele podia ser um adolescente mas aquele sentimento era muito forte. Ele segurou o rosto dela e eles trocaram um beijo apaixonado selando o inicio da união deles enquanto eram aplaudidos. 


Flashback off



 — Amor, eu estou falando com você. — Elisa disse chamando sua atenção, ele balançou a cabeça e desviou o olhar brevemente da estrada para olhá-la nos olhos. — Que filme vamos assistir? — Perguntou enquanto olhava algo no celular. 

— Eu não sei, você pode escolher. — Falou e voltou sua atenção para a estrada. Seu coração estava acelerado e ele parecia sentir cada sentimento que sentira naquela noite vibrando em seu corpo, aquele sentimento ainda estava vivo dentro dele e ele se odiava por isso. Eles não demoraram muito à chegar ao cinema, não havia muito trânsito naquele horário. Saíram do carro e entrelaçaram suas mãos enquanto caminhavam em direção ao shopping. 

— Amor eu vou ao banheiro enquanto você compra as entradas. — Disse assim que eles chegaram à fila do cinema que estava lotado! Elisa deu um selinho breve nele e foi até o banheiro. Ela colocou a bolsa sobre a pia e arrumou os cabelos.

— Elisa? — Miley saiu de uma das cabines do banheiro e franziu o cenho ao ver a morena ali.

— Miley? O que você está fazendo aqui?   — Perguntou olhando a mulher através do espelho, Miley se aproximou e ligou a torneira lavando as mãos.

— Vim ao cinema com meu namorado. — Deu os ombros e observou Elisa enquanto ela passava o batom vermelho nos lábios. — E você? Está aproveitando os últimos dias que te restam ao lado do Joseph? — Ela não perderia a oportunidade de alfinetar Elisa nunca. A mulher olhou pra ela com a sobrancelha arqueada e guardou o batom na bolsa.

— Desculpa mas eu não entendi. — Miley revirou os olhos e arrumou os cabelos loiros e curtos em frente ao espelho.

— Você está aproveitando os últimos dias que tem ao lado de Joseph porque logo, logo minha irmã e ele vão voltar e como sempre você vai ficar pra trás.

— Pelo amor de Deus, Miley. Joseph não sente nada pela sua irmã, ela só está perdendo o tempo dela.

— Isso é o que você acha, né querida? Joe nunca deixou de sentir algo pela minha irmã, você vai ver que na primeira oportunidade que Demetria tiver, ela vai pegá-lo de jeito e ai minha filha, já era! Faça bem proveito porque seus dias estão contados, depois que ele souber tudo o que você fez, a única coisa que você vai ter dele é desprezo e raiva. — Miley piscou, pegou sua bolsa e saiu do banheiro sem dar chance de Elisa responder.

— Vejo que os bonitões já se encontraram. — Ela disse assim que se aproximou e viu Liam e Joseph conversando. — Que filme você e sua peguete vão assistir? — Perguntou provocativa e Joe revirou os olhos.

— Velozes e furiosos, e vocês?

— Eu não sou tão boazinha com Liam, vamos assistir A Bela e a fera. — Liam fez uma careta e Miley o abraçou pela cintura. Joe não perdeu a oportunidade e aproveitou para zoar com o amigo. Elisa se aproximou deles o abraçou por trás encostando seu queixo no ombro de Joseph.

— Nós podíamos fazer companhia aos nossos amigos e ir assistir velozes e furiosos, querida. — Liam falou tentando convencer a namorada. Miley fez uma careta e negou com a cabeça.

— Só vamos assistir filmes em casais quando Joseph estiver com a minha irmã. Agora vamos antes que perdemos a sessão, boa sorte, Joe. — Joe franziu o cenho e quando iria responder Miley puxou Liam para longe. Ele beijou a testa de Elisa e entrelaçou suas mãos.

— Não liga pro que a Miley disse, ela é mais infantil que o Daniel. — Elisa assentiu e sorriu quando ele beijou sua mão.


Dia seguinte.
Casa da Dianna, 11:30 da manhã


Demi desceu as escadas e sorriu para Dianna. Sophia correu em sua direção, ela abaixou e abriu os braços para receber sua filha que corria toda desajeitada até ela. Demi pegou Sophia no colo e levantou enquanto enchia as bochechas da garota de beijos e leves mordidas. — Pra onde a senhorita vai? — Dianna perguntou ao ver as vestimentas da filha, ela estava muito bem arrumada. Demi estava vestindo um vestido cinza que batia em cima dos joelhos, um sobretudo preto e nos pés uma botinha preta de salto fino.

— Eu vou ao bistrô. Preciso conversar com Joseph sobre o bazar e ainda hoje tenho reunião marcada com o arquiteto para decidir o projeto da casa, quero resolver isso o mais rápido possível para ficar livre. — Dianna cruzou os braços e arqueou a sobrancelha, ela torcia muito pela reconciliação do casal mas tinha medo de que um dos dois saíssem com o coração inda mais machucado, sabia que Demi ficaria arrasada caso não conseguisse tê-lo de volta. 

— Demi... 

— Mãe, meu mundo não gira em torno de Joseph. Eu estou indo falar com ele e serei extremamente profissional, nossos problemas pessoais não vão ser discutido em um bistrô e o restaurante não é um território privado dele, o.k? 

— Eu espero mesmo que você vá resolver coisas profissionais. — Demi revirou os olhos e pegou sua bolsa. 

— Eu vou levar Soph comigo, o.k? 

— Tudo bem mas qualquer coisa me liga e me promete que não vai atrás de confusão com Joseph. — Demi assentiu e beijou a bochecha da mãe.

Assim que Demi adentrou no restaurante, ela sorriu e cumprimentou Paul com um breve beijo na bochecha, assim que viu o avô Sophia abriu os braços para ele e sorriu animada quando estava aninhada nos braços de Paul.

— Eu adoro quando você trás minha netinha pra cá. — Paul disse sorrindo, ele adorava Sophia. — Daniel daqui à pouco chega por aqui para ajudar na bagunça. — Brincou e Demi sorriu, era bom Sophia criar amizade desde pequena, isso não aconteceu com ela e ela acabara ficando sem amigo nenhum e a única que ela considerava lhe apunhalou da pior maneira. 

— Eu tenho certeza que ela também adora vir pra cá aprontar, ontem mesmo ela riscou toda a parede da casa da minha mãe. — Paul gargalhou alto e os olhinhos atentos de Sophia olhou para ele curiosa. — Agora eu tenho que chamar um pintor para ir pintar aquelas paredes, caso você conheça algum, pode me indicar. 

— Pode deixar que eu mesmo faço isso, não precisa se preocupar com isso. 

— Obrigada, Papa. — Sorriu e se apoiou no balcão. — Paul, Joseph está por aqui? — Perguntou mordendo o lábio inferior. — Eu precisava falar com ele sobre o bazar.

— Ele saiu para uma breve reunião, deve chegar em poucos minutos se quiser esperá-lo na sala dele, fique à vontade. — Demi assentiu e sorriu agradecida. — Querida... — Chamou-a e Demi virou-se para ele. — Eu torço muito por vocês dois mas vá com calma, o.k? Ele ainda está muito magoado com tudo e se você apressar as coisas vai acabar estragando tudo.

— Você acha que eu estou forçando demais? Eu gosto dele, Paul. Eu gosto muito, neguei por muitos anos esse sentimento dentro de mim e agora não dá mais pra deixá-lo escondido, entende? Eu quero que sejamos felizes juntos e estou batalhando pra isso mas eu estou lutando sozinha...

— Você vai precisar ser forte e ter muita paciência com ele, Demi. Eu conheço o meu filho e te digo: Se for preciso te machucar pra se proteger, ele vai te machucar, nem que ele se arrependa disso depois. — Paul beijou o rosto de Sophia e colocou uma das mãos na cintura. — Joe já passou por muita coisa nessa vida, por mais que ele não se lembre... meu menino é um guerreiro e aprendeu a se proteger desde pequeno então vá com calma, eu não quero que você fique com o coração partido, o.k? — Demi assentiu e sorriu agradecida. — Pode ir, eu fico com Sophia.

— Obrigada, Paul. — Demi caminhou até a sala de Joe e entrou. Aquele lugar tinha o cheirinho dele e foi quase impossível não sorrir. Ela observou tudo atentamente e guardou cada detalhe daquela sala, tudo ali tinha a cara dele. Demetria suspirou e sentou no sofá que havia ali no canto e esperou pacientemente, enquanto ela não chegava trocou mensagens com alguns amigos de Nova York e confirmou a reunião que teria com o arquiteto. Quando a porta se abriu, ela sentiu seu coração bater rapidamente no peito.

Joseph adentrou na sala e parou assim que viu Demi sentada no sofá, ele sabia que ela esperava por ele mas não estava preparado, toda aquela aproximação estava sendo demais pra ele. Joe fechou a porta e foi até sua mesa, quanto mais longe melhor! — Boa tarde. — Cumprimentou apenas por educação. Demi respirou fundo e o cumprimentou da mesma forma. — Meu pai falou que você quer conversar sobre o bazar, como pretende fazer esse bazar? — Perguntou e Demi franziu o cenho, ela se recusava à falar com toda aquela distância entre eles. Joe olhou pra ela pela primeira vez e franziu o cenho quando ela não respondeu. — Algum problema?

— Você trata todos os seus clientes assim? — Perguntou cruzando os braços.

— Você não é idiota, Demetria. Sabe muito bem porque está sendo tratada dessa maneira. — Disse e encarou o notebook, ele olharia para qualquer lugar daquela sala menos nos olhos dela.

— E parece que você não sabe separar a vida profissional da pessoal. — Ela levantou e se aproximou dele, puxou a cadeira e sentou de frente à ele. O vestido dela subiu um pouco assim que ela cruzou as pernas, Joe desviou o olhar e engoliu seco, o que aquela mulher estava fazendo com ele? — Vai ser um bazar beneficente, o dinheiro que arrecadarmos vai para alguma instituição.

— Qual a data?

— Eu quero fazer antes do casamento da Ellie, sei que está um pouco em cima da hora mas eu realmente preciso fazer isso com urgência, tem muita coisa que eu preciso me desfazer antes de me mudar.

— Final de semana tá bom pra você? — Demi assentiu e pousou suas costas no encosto da cadeira macia.

— Quanto vai ficar tudo?

— Eu não vou cobrar de você, Demetria.

— Porque não? Quanto vai ficar tudo, Joseph?

— Meu Deus, como você é teimosa. — Demi riu e balançou a cabeça. Ela o olhou e suspirou, era incrível como o tempo parecia fazer bem para ele. A cada dia ele ficava melhor, mais sexy e bem mais bonito. — Podemos resolver o valor depois do bazar, pode ser?

— Como quiser, contanto que resolvemos. — Joe riu e mordeu o lábio inferior. Ele tinha noção de como aquilo era sexy? Ele levantou e se aproximou, Demi também levantou, ela pegou sua bolsa e assim que virou tropeçou no próprio salto. Joe segurou ela pelo braço antes que ela fosse de cara no chão! Demi sentiu a respiração pesar assim que viu a proximidade em que eles estavam. Seu braço parecia queimar com o toque dele e seu coração estava acelerado. Joe respirou profundamente e desviou o olhar para os lábios dela que estavam entreabertos. Demi levantou a cabeça e seus narizes se tocaram, ela acariciou o rosto dele delicadamente e Joe fechou os olhos correspondendo ao toque enquanto sentia seu coração disparado dentro do peito. Ele não iria impedir. Não demorou muito para sentir os lábios dela pressionarem os seus. Demi encaixou seus lábios perfeitamente e intensificou o beijo. Joe sentia-se como se tivesse um festival de fogos de artifícios tomando conta do seu estômago, depois de dez anos ele ainda se sentia assim? As mãos dela foram parar na nuca dele puxando levemente o cabelo daquela região, as mãos e Joseph estavam em sua cintura e abraçavam-lhe fortemente. Ela não queria que aquele momento acabasse, aquilo parecia tão certo! Suas bocas se encaixavam perfeitamente, enquanto suas línguas  se entrelaçavam numa perfeita sintonia, parecia que só existia os dois no mundo mas toda aquela magia desapareceu quando Joe empurrou ela e passou uma das mãos pelo cabelo. Que diabos ele estava fazendo?

— Sai daqui! — Ele pediu e Demi respirou fundo. — Anda, Demetria! Eu estou mandando você sair daqui.

— Para de agir como um idiota, Joseph Jonas! Eu não beijei você sozinha, você correspondeu cada segundo e eu não vou levar a culpa disso sozinha, você queria isso tanto quanto eu! Seja homem o suficiente e assuma essa merda. — Demi saiu daquela sala sem olhar pra trás, ela mordeu o lábio inferior ainda sentindo seu corpo vibrar com aquele beijo, aquilo tinha sido muito bom! Assim que chegou na areá do restaurante, ela deu de cara com Elisa. As duas se encararam como cão e gato. Demi sorriu debochada e desviou o olhar para a pessoa que acabara de entrar no bistrô, aquele rosto era conhecido. Assim que os olhares se cruzaram ela não conseguiu conter o sorriso.

— AI MEU DEUS! — Chloe Bridges gritou da porta do bistrô, ela correu e abraçou Demi.

Chloe, Demi e Elisa. As amigas inseparáveis da adolescência.

— Parece que eu estou tendo um djavú. — Miley disse para Paul ao ver Demi, Elisa e Chloe juntas.

— Se eu soubesse que você estava em Nashville teria vindo mais cedo, o que faz aqui? Tô sabendo que você virou uma estilista de sucesso, inclusive esse vestido foi desenhado por você. — Sorriu e deu uma voltinha mostrando o vestido vermelho e sexy que ela estava usando. — Mulher, você sumiu do dia pra noite.

— Você sabe muito bem porque eu fui embora. — Chole assentiu e olhou para Elisa, a mulher revirou os olhos e caminhou em direção à sala de Joseph. Inferno! Chole sabia demais e ela podia estragar todos os seus planos em dois tempos, era só ela abrir a boca. — E você? O que está fazendo aqui?

— Casamento da minha prima.  — Disse sorrindo, ela e Ellie eram primas! — Vim mais cedo para ajudar nos preparativos finais, você sabe nunca tive muita paciência para relacionamentos e todas essas baboseiras de casamento. — Fez careta e Demi riu. Parecia que ela não havia mudado nada! — Ai meu Deus, Miley? — Perguntou olhando para a loira apoiada no balcão. — Menina como você cresceu, não acredito que desapegou do cabelão ruivo, você está tão linda, um mulherão.

— Você também está linda, aonde esteve por todos esse anos?

— Estou morando em Milão e trabalho numa empresa de publicidade. — Sorriu e desviou o olhar para Sophia que estava nos braços de Paul. A garotinha olhava para a mãe e sorria, como se estivesse encantada. — Adotou outra criança, Paul?

— Não, essa é minha netinha, filha da Demi. — Demi sorriu e mordeu o lábio inferior. Chole olhou para Demi e abriu um enorme sorriso, se ela era neta de Paul, significava que...

— VOCÊ E JOSEPH VOLTARAM? — Ela gritou chamando atenção de várias pessoas que estavam no estabelecimento. Demi sentiu as bochechas corarem e desviou o olhar de Miley quando lembrou-se do beijo na sala dele. Joseph apareceu no local com Elisa logo atrás dele. O sorriso de Chole se alargou ainda mais. — Com todo o respeito Demi mas Joseph fica cada dia mais lindo, eu quero saber de tudo. Como vocês voltaram? Eu fiquei sabendo que você estava casada com um empresário. — Tinha como aquela situação ficar ainda mais constrangedora? Demi olhou para Joe, ele mordeu o lábio inferior e desviou o olhar dela. Porque Chole tinha que ser tão agitada?

— Eu e Demetria não estamos juntos. É muito bom ver você, Chole. — Ele sorriu e a abraçou. Joseph sabia de todas as coisas que Chole, Demi e Elisa aprontavam quando eram mais novas mas Chole era uma boa pessoa e ele gostava muito dela, ela era verdadeira e sempre falava o que pensava, assim como Miley.

— É muito bom te ver também, Joseph. — Ela separou o abraço e o observou. — Eu não acredito que vocês não estão juntos, logo vocês que me faziam acreditar no amor. — Joseph fez uma careta e coçou a nuca.

— Papai. — Sophia sorriu e chamou Joe com a mãozinha, ele sorriu e beijou a testa da pequena, não tinha mais volta, ele amava aquela garotinha como se fosse o pai dela.

— Oi princesa. — Ele tocou o narizinho da pequena e ela riu segurando o dedo dele.

— Vocês não estão mais juntos mas capricharam na hora de fazer essa belezura. — Demi sentiu as bochechas esquentarem e tudo o que ela desejava naquele momento era um buraco para se enfiar. Chole sorriu e segurou a mãozinha de Sophia.

— Joseph não é o pai dela, Chole. — Demi disse sem graça.

— Eu preciso ir, tenho um compromisso agora à tarde. — Joe entrelaçou sua mão com Elisa e sorriu para Chole. — Depois nós nos falamos. — Chole assentiu e franziu o cenho quando os dois saíram sorrindo um para o outro como um casal feliz.

— Não me diga que eles...

— Que eles estão juntos? Sim, estão e só de lembrar disso eu tenho vontade de vomitar. — Miley disse fazendo careta, Sophia riu e esticou os bracinhos para ir pro colo da tia.

— E ele está com ela mesmo sabendo de toda a merda que ela fez? — Merda? Paul franziu o cenho e cruzou os braços querendo saber mais sobre aquilo. Chole mordeu o lábio inferior e suspirou.

— Todas nós temos uma parcela de culpa pelo o que aconteceu, Chole. Mas como você viu, ele só culpa à mim por tudo o que aconteceu, apenas à mim.

— Ele te culpa porque te ama! — Miley disse tentando confortar a irmã, nada tirava da sua cabeça que algo havia acontecido com eles na sala de Joseph e quando ela chegasse em casa iria querer saber detalhes.

— Bela forma de demonstrar amor. — Disse irônica e revirou os olhos. Sophia coçou os olhinhos e encostou a cabeça no ombro de Miley. Estava na hora da soneca da tarde dela. — Eu acho que vou pra casa, Sophia precisa almoçar e depois dormir. — A garotinha estava inquieta e resmungava, com o tempo Demi foi aprendendo a notar o jeito que a filha se comportava quando estava com fome, sono ou com dor. Demi pegou a menina no colo e aconchegou ela em seus braços. — Acho que ainda vamos nos esbarrar por ai, certo? — Chole assentiu e sorriu.

— Com certeza, nos vemos por ai. E parabéns, sua filha é linda.

— Obrigada. — Demi sorriu e virou-se para Paul e Miley. — Depois nos falamos. — Ela se despediu de cada um com um abraço e caminhou em direção ao carro.

— Aposto cem dólares que Demetria e Joseph estão tendo um remember. — Remember? Paul franziu o cenho e riu balançando a cabeça.

— Remember?

— É querido, Papa. Eles estão tendo um remember, se pegam e fingem que nada está acontecendo. Tenho certeza que Joe colocou uma par de chifre na cabeça de Elisa.

— Está apostado, acho que ainda não aconteceu. — Paul sorriu e eles trocaram um aperto de mão.

— Papa, acho melhor você quebrar seu cofrinho, eu concordo com a Chole, alguma coisa aconteceu dentro daquela sala! — Miley disse e sorriu quando Liam lhe abraçou pela cintura e depositou um beijo em seu pescoço.



***


Joseph estava o caminho todo calado e Elisa estava estranhando todo aquele silêncio entre eles. Joseph não a olhava nos olhos e respondia suas perguntas em monossílabas, aquilo tudo estava muito estranho. O que tinha acontecido entre ele e Demetria? Aquele sorriso sínico que Demetria havia lançado para ela... tinha certeza que algo estava acontecendo. — O que Demetria estava fazendo no bistrô? — Perguntou arrumando o cinto de segurança. Ela e Joseph haviam ido à uma breve reunião, Elisa estava apresentando para ele um novo fornecedor.

— Foi conversar sobre o bazar que ela e Miley querem fazer no bistrô. — Deu os ombros e respirou profundamente, aquele beijo não saia da sua mente, como pode ceder tão facilmente? Elisa o olhou atentamente e ele olhou para ela, estava se sentindo tão culpado, Elisa não merecia aquilo. Ele sorriu e desviou o olhar para estrada. — Pensei que ficaria feliz em rever Chole. — Joe disse sem olhá-la. Até onde ele sabia, Elisa e Chole não tinham brigado, elas ainda eram amigas apesar de toda a distância.

— E quem disse que eu não fiquei? — Cruzou os braços e Joe a olhou surpreso pela resposta, ela estava irritada? — Eu só não tive tempo de falar com ela, Demetria roubou a cena, patética como sempre.

— Sophia me chama de pai, Chole apenas ficou confusa e pensou o que não deveria. Não tem porquê você ficar tão brava.

— Você não deveria criar laços com essa garota, ela nem é sua filha e outra, eu não confio em Demetria, não confio mesmo e sei que algo aconteceu naquela sala, o jeito que ela me olhou quando eu cheguei...

— Nós já conversamos sobre isso milhares de vezes mas parece que não adianta nada, não é mesmo? Você continua desconfiando de mim, acha que sou o que? Eu fico puto quando você insinua que eu estou te traindo com Demetria, se for pra continuar assim é melhor acabar com o que nós temos. — Ele disse firme mas estava se sentindo culpado, Elisa tinha todo o direito de estar insegura, ele também estava mas não deixaria Demetria se aproximar dele nunca mais.

— O problema não é você, é ela! Ela é o problema desde que pisou os pés nessa cidade.

— Esse assunto só vai nos aborrecer cada vez mais, vamos deixar isso pra lá e focar na gente que é tudo o que importa. Tenta trazer segurança para o nosso relacionamento, querida. Eu prometo que vou ser mais cuidadoso e não vou deixar Demetria se aproximar. — Ele entrelaçou suas mãos e depositou um beijo no dedo dela.

— Eu amo você, Joe. — Ele parou no sinal vermelho e aproveitou para selar seus lábios num beijo, ele não estava sentindo a mesma sensação que havia sentindo enquanto beijava Demi mais cedo, porque diabos ele estava comparando as duas?


--

finalmente voltei com mais um capítulo. 
essa semana foi bem corrida pra mim, sem contar que tive que reescrever esse capítulo inteiro.
o que vocês acharam? me digam nos comentários, tentei escrever esse beijo da melhor maneira
depois de tanto tempo já estava na hora de acontecer e posso garantir que a partir daqui as coisas
vão começar a esquentar. vai ser tiro pra todo lado.
respostas dos comentários aqui e aqui.
espero de coração que vocês gostem, volto assim que puder
bjs <3 


casalzão da porra.


23/04/2017

Capítulo 26. I Want You



Demi não fazia ideia por quanto tempo estava dirigindo pelas ruas de Nashville. A chuva ainda caia forte e as lágrimas desciam pelo seu rosto sem cessar, o coração doía tanto. Será que valia à pena continuar com aquilo? Joseph havia deixado bem claro que ela lutaria sozinha, valeria à pena ou ela iria sair com o coração ainda mais quebrado? As lágrimas embaçavam sua visão, ela sabia que era perigoso continuar dirigindo naquela velocidade, com a chuva forte que caia e seu estado emocional, mas Demi não estava nem aí, só queria arrumar uma forma de se acalmar. Ela estava tão envolvida em seus pensamentos que acabou passando o sinal vermelho, tudo aconteceu muito rápido. Um grito e ela pisou no freio fortemente fazendo seu corpo ir pra frente com o impacto do carro. Ela respirou ofegante e desceu do carro sentindo suas mãos tremerem, assim que se aproximou, ela suspirou aliviada ao ver que o cara estava aparentemente bem.

— Ai meu Deus, você está bem? — Josh ergueu o olhar e sorriu para ela. Só havia ralado o joelho, nada grave. Demi olhou pra ele surpresa e se abaixou para abraçá-lo. Se algo tivesse acontecido com Josh, ela nunca iria se perdoar. — Eu sinto muito. 

— Você seria uma ótima pilota de corrida, Demi. — Ela riu baixinho e levantou-se estendendo a mão para ele. — Eu estou bem, o.k? Não precisa se preocupar, agora quem não me parece nada bem é você. — Disse ao ver os olhos avermelhados dela. Demi suspirou e se jogou nos braços dele novamente despejando toda a dor que estava sentindo. — Joseph está envolvido no meio disso tudo, não está? — Demi assentiu fechando os olhos sentindo seu coração um pouquinho mais calmo. — Eu vou te levar pra minha casa, assim podemos conversar melhor e você pode se acalmar antes que mate alguém. — Demi entrou no banco do carona e fechou os olhos sentindo o calor do carro lhe envolver, os dois estavam encharcados por conta da chuva. Não demorou muito e eles chegaram até a casa de Josh, ele abriu a porta e Demi adentrou se abraçando tentando se aquecer. Josh segurou a mão dela e juntos eles foram até o quarto, ele abriu o guarda-roupa e jogou uma calça de moletom e uma blusa de manga cumprida pra ela. — Tire esse salto e vista isso antes que você adoeça. 

— Josh, não precisa. 

— Não desculta comigo, princesa. — Brincou e piscou. — Eu vou prepara duas bebidas quentes enquanto você se troca, o.k? — Ela assentiu e Josh desceu até a cozinha. Demi tirou seu vestido e vestiu a calça e a blusa. Ambos haviam ficado imensos nela mas ela estava confortável e quentinha, pegou um par de meia na gaveta e desceu indo atrás de Josh. — Está a coisa mais linda. — Disse zombando da cara dela, Demi sentou-se atrás do balcão, revirou os olhos e colocou as meias. — Então, o que aconteceu? — Perguntou entregando-a uma xícara de chocolate quente com marshmallows 

— Não aconteceu. — Disse dando um gole no chocolate quente e Josh arqueou a sobrancelha sem entender. — Eu e Joseph, não aconteceu. 

— Você foi conversar com ele? — Demi assentiu e encarou sua xícara. 

— Fui, eu pedi desculpas, contei toda a verdade pra ele e disse como me sentia. Ele não reagiu bem, eu já esperava isso mas não quis acreditar de alguma forma. Eu disse à ele que iria lutar por nós e ele me expulsou de lá, quando eu estava indo embora, Elisa chegou. O sorriso daquela desgraçada... eu tive que me controlar muito pra não dar na cara dela. 

— Você poderia ter me avisado, eu teria ido com você e explicaria tudo pra ele. 

— Eu preciso concertar meus erros sozinha, Josh. Eu sou a mais errada nessa história toda, afinal, foi eu que trai meu namorado! 

— Mas você estava bêbada e drogada, não tinha consciência do que estava acontecendo. 

— Difícil é Joseph entender isso. — Suspirou e pegou um marshmallow da xícara levando até a boca. — Eu o amo tanto, Josh. Mas acho que não vale à pena mais insistir nisso. 

— Então você se humilhou pra nada? — Demi arqueou a sobrancelha sem entender. — É Demi, você foi até a casa dele, se humilhou dizendo o que sentia e vai deixar por isso mesmo? Cara, você tem ir atrás do que você quer! Você pensou que seria fácil? Que você ia se desculpar e Joseph iria te abraçar e dizer que te ama, que sentiu sua falta? Ele ainda sente raiva do que aconteceu, Demi. Ele precisa curar essa ferida, vai com calma, se aproxima como se quisesse uma amizade. — Talvez ele tivesse razão... 

— Eu não sei, Josh. Eu realmente preciso pensar e colocar minha cabeça no lugar. — Aquele assunto estava fazendo sua cabeça latejar, o cansaço estava tomando conta de si e ela queria sua cama. — Eu acho que vou pra casa, minha mãe deve estar louca atrás de mim. 

— Se quiser eu posso te levar. 

— Não precisa, eu já estou melhor e não vou atropelar mais ninguém! — Josh sorriu e caminhou com ela até a porta. 

— Tudo bem, amanhã uma multa por ultrapassagem de sinal vermelho chegará na sua casa. — Demi riu e assentiu, ótimo! Joseph só lhe causava problemas. 

— Tchau, Josh. Obrigada por tudo e depois lhe entrego suas roupas. — Josh abriu a porta do veículo para ela entrar. Demi entrou e fechou a porta. 

— Não precisa ter pressa, faça bom proveito. — Brincou e Demi deu partida dirigindo até a casa da sua mãe. Seu celular estava deligado e com certeza tinha inúmeras chamadas perdidas. Havia dito que chegaria em casa às cinco e já se passavam das onze da noite. Assim que chegou, Demi guardou o carro na garagem e entrou em casa, encontrou Sophia chorando nos braços da avó, Miley com telefone na mão e Dianna tentando acalmar Sophia. 

— Aonde diabos você estava, Demetria? — Dianna perguntou séria. Demi colocou a bolsa em cima do sofá e pegou Sophia nos braços. — Que roupas são essas? 

— Está tudo bem, querida. Mamãe chegou. — Demi disse calmamente para Sophia, a menina soluçou e encostou a cabeça no pescoço da mãe, aos poucos o choro foi cessando e Sophia foi se acalmando. 

— Maninha, você estava transando? — Miley perguntou sem vergonha nenhuma na cara, Demi revirou os olhos e negou com a cabeça. 

— Pelo amor de Deus, Miley! Claro que não. 

— Aonde você estava Demi? Você saiu de casa dizendo que voltaria às cinco e já são onze e meia da noite! Acho bom a senhorita ter um ótima explicação. 

— Sem contar que você saiu vestida como uma princesa e voltou vestindo roupas de homem, se não tiver sexo envolvido... 

— Eu fui até a casa de Joseph! — Disse uma vez por todas! Sabia que não teria paz enquanto não dissesse a verdade. Sophia ergueu a cabeça ao ouvir aquele nome e sorriu. 

— Papai? — Demi sorriu e quando abriu a boca pra responder a filha, Miley lhe interrompeu. 

— MEU DEUS VOCÊ E JOSEPH TRANSARAM? — Perguntou em alto e bom som, Demi fechou os olhos sabendo que provavelmente todos os vizinhos haviam ouvido aquilo. Dianna arqueou a sobrancelha esperando a respostas da filha e Demi sentiu as bochechas corarem ao pensar na mãe pensando nela daquela forma. 

— Não, Miley! Pelo amor de Deus, você só pensa nisso? Eu fui até a casa do Joe conversar com ele, nós brigamos e quase atropelei Josh quando estava voltando pra casa, ele me ajudou e me emprestou uma roupa. Estão satisfeitas? Agora posso ir pro meu quarto com a minha filha descansar? 

— Depois eu vou querer saber mais sobre essa história. — Dianna disse e Demi assentiu e subiu as escadas. 

— Se eu fosse ela teria passado por cima do Joshua. — Miley disse dando os ombros. 



Casa do Joe.
11:45 da noite.


Elisa suspirou e encarou Joseph pela décima vez. Ele estava sentado no sofá olhando para o nada desde que Demetria havia ido embora. O que diabos aquela infeliz havia dito para deixá-lo naquele estado? Ela se aproximou dele cuidadosamente e tocou as costas dele. — Amor, fala comigo. — Pediu com a voz serena. Joseph desviou o olhar para Elisa e teve que se controlar para não mandá-la embora da sua casa. — O que Demetria te disse para deixá-lo assim?

— O que ela disse? — Joe riu e levantou indo até a instante de bebidas para beber mais um copo de whisky, já era o terceiro que ele estava tomando. — Ela disse que você é a culpada de tudo o que aconteceu entre nós, disse que você embebedou ela e a mandou dormir com Joshua. — Disse virando o copo em apenas um gole, ele sentiu a garganta queimar e serviu mais um copo. — Disse também que vai lutar por mim, por nós e que vai provar que está certa sobre tudo.

— Eu sabia que ela ia fazer sua cabeça contra mim, eu sabia! Ela levou um pé na bunda e agora quer estragar o nosso relacionamento. — Elisa falou se aproximando dele. — Pelo amor de Deus, me diz que você não acreditou em nenhuma palavra do que ela te disse.

— Me diz você, Elisa. Você tem algo haver com isso? Você influenciou Demetria fazer aquela merda toda? — Ele perguntou desafiadoramente, o álcool já corria em suas veias e ele não estava em seu melhor estado.

— Eu não acredito que estou ouvindo uma merda dessa, Joe. Você está vendo como aquela garota mexe com você? Foi só ela vir aqui e jogar meia duzia de palavras contra mim que você já está aí todo desconfiado. Demetria fez o que fez porque ela quis, eu não tenho nada haver com os erros dela.

— Eu... é melhor você ir embora, Elisa. Eu já bebi demais e vou acabar falando alguma besteira que vai foder com tudo. Depois nós conversamos.

— Deixa eu cuidar de você, Joe. — Se aproximou dele e rodeou a cintura dele com os braços. Joe suspirou e virou-se para encará-la.

— Eu realmente não estou em um bom estado, vai pra casa, eu vou descansar agora e amanhã nós conversamos, eu quero ficar sozinho. — Elisa assentiu e deu um selinho nos lábios dele, ela pegou sua bolsa e saiu sem olhar pra trás. Maldita seja Demetria! Praguejou irritada, aquela vagabunda estava estragando o relacionamento dela e ela não ia deixar aquilo acontecer, Joseph era seu e Demetria precisava entender.

Joe encheu mais um copo e virou de uma vez só. Ele encostou a cabeça no braço do sofá e deixou as memórias tomarem conta de si. Todos os momentos bons que havia passado ao lado dela passavam como flash na sua mente. O jeito que ela havia falado com ele, a súplica na voz, o tom magoado. Ele viu a verdade nos olhos dela.

Eu te quero, eu te quero de volta e vou lutar por você, vou enfrentar quem for preciso pra ter você do meu lado, fomos feitos pra ficar juntos.

Aquela frase ecoava repetitivamente em sua mente. Ela iria lutar por ele. Queria que ela lutasse? Uma batalha interna travou em seu peito. Sabia que ela estava pagando por tudo o que havia feito, aquilo não bastava? Joe tirou a camisa e fechou os olhos, ele não podia enganar a si mesmo, por mais que quisesse. Ele ainda sentia algo por ela, algo forte e sabia que se ela insistisse nele por muito tempo, não iria conseguir se controlar.


Dia seguinte. 
01:10 da tarde


Joseph abriu os olhos lentamente e piscou algumas vezes até se acostumar com a claridade. Sua cabeça estava doendo e suas costas também, já estava velho pra ficar dormindo no sofá. Ele alcançou o celular com o braço e arregalou os olhos ao ver o tanto de mensagens e chamadas perdidas que tinha, porra, havia perdido o horário do trabalho. Ele discou o número do pai e esperou até que atendessem.

— Filho o que aconteceu? — Paul perguntou preocupado. Joseph suspirou e levantou indo até o banheiro. Sua cabeça latejava.

— Está tudo bem, papa. Só vou aparecer no bistrô depois das três, o.k? Estou com uma puta dor de cabeça.

— Joseph você andou bebendo? — Paul conhecia o filho melhor do que ninguém. Joe riu e encostou-se na pia do banheiro. — Posso saber o motivo pelo menos?

— Demetria. — Falou e balançou a cabeça afastando qualquer pensamento sobre aquela mulher, ela era capaz de enlouquecê-lo. — Enfim, pai, avisa pra Miley que eu estou vivo. — Paul riu, eles se despediram e Joseph desligou o celular, fez sua higiene matinal e desceu as escadas para tomar um comprimido para dor de cabeça. A campainha tocou e ele foi lá atendê-la.

— Miley e Selena estão loucas atrás de você. — Nicholas disse adentrando na casa, Miley havia mandado ele até a casa do amigo ver se ele estava bem. — Cara, você está péssimo. — Fez uma careta, as olheiras em baixo dos olhos estavam evidentes. — O que diabos aconteceu pra você ficar nesse estado?

— Quando cheguei em casa ontem, Demetria estava bem aqui me esperando. — Nick arregalou os olhos e caminhou junto com o amigo até a cozinha. — Disse que queria se desculpar por tudo o que tinha acontecido, falou que iria lutar por mim e mais um monte de merda. — Ofereceu uma xícara de café para Nicholas e bebeu um gole. Ele ainda não estava acreditando que aquilo estava mesmo acontecendo.

— E o que você disse?

— Mandei ela ir embora. Ela disse também que Elisa tinha influenciado ela à fazer tudo o que fez, Elisa chegou na hora e a gente acabou discutindo também.

— Arrasando os corações das mulheres, cara. — Brincou e ele fez uma careta. — Você sabe que Selena e Demetria estão bem próximas, né? — Joe assentiu e bebeu um gole do seu café. — Selena já havia me dito que Elisa tinha algo haver com tudo o que aconteceu entre você e Demi, eu não duvido muito que Elisa tenha feito isso, quando eramos mais novos, eu sempre te alertei sobre Elisa, dizia que ela estava afim de você e você dizia o que? "Ela é melhor amiga da minha namorada, nada haver" Vocês estão juntos agora e isso diz muita coisa.

— Está falando que Demetria está falando a verdade?

— Eu não sei, Joseph. Não tem como saber, só se ela provar! Estou dizendo que não acho que ela esteja errada, apenas isso. Mas quem sabe o que é melhor pra você, é apenas você.

— Mulheres são complicadas pra caralho. — Eles se entreolharam e riram.



Casa da Dianna. 
03:15 da tarde


Demi não havia saído de casa. Ela havia passado o dia dando atenção à Sophia, as duas estavam sentadas no tapete felpudo da sala e estavam brincando de desenhar. A pequena segurava uma canetinha na mão e fazia rabiscos no caderno de desenho. — O convite de casamento da Ellie chegou. — Dianna disse adentrando na sala segurando o convite dourado nas mãos. — Você vai? — Perguntou sentando na poltrona, Demi não respondeu, ela olhava fixamente para um ponto qualquer e parecia estar viajando. Dianna já havia percebido que Demi estava muito dispersa nos últimos dias e sabia que isso tinha algo haver com a noite passada. — Demetria! — Chamou e jogou o convite nela. 

— Ai mãe! — Reclamou cruzando as pernas, Sophia levantou com a canetinha nas mãos e olhou sapeca para a mãe. 

— Eu estou começando a ficar preocupada com você, eu tenho notado sua mudança de comportamento ultimamente e não estou gostando nada disso. Da última vez que você esteve assim, você traiu seu namorado e fugiu me deixando um bilhete dizendo que estava em Nova York. — Demi riu e balançou a cabeça.

— Eu não vou fugir de novo. — Falou rindo. — Eu gosto do Joe, mãe. — Disse sem rodeio. Todo mundo já sabia e ela não queria esconder aquilo da sua mãe, a pessoa mais importante pra ela. Sua mãe era sua melhor amiga, ela sabia que Dianna não a julgaria e entenderia os sentimentos dela, e lhe aconselharia da melhor maneira possível. — Pensei que o que eu sinto por ele estava bem enterrado mas eu estava muito enganada, o que eu sinto por ele está vivo e até mais forte. — Eu fui até a casa dele ontem e disse como me sentia, nós discutimos. 

— Ah minha querida, eu já sabia disso. — Sorriu e Demi foi até o colo da mãe abraçá-la sentindo as lágrimas voltarem com força total, ter o desprezo dele doía muito. — Eu sempre soube que o que você sentia por Joseph não algo fraco, eu vejo nos seus olhos. Joseph é cabeça dura e você sabe disso melhor que qualquer um, esse sentimento ainda vai te machucar mais um pouquinho mas eu sei que vai valer à pena. 

— Você acha que Joe ainda é capaz de sentir algo por mim mesmo depois de tudo o que eu fiz com ele? — Perguntou erguendo a cabeça para olhar a mãe. Dianna sorriu docilmente e limpou as lágrimas que rolavam pelo rosto bonito.

— Com certeza meu amor. Ele sempre sentiu, mesmo negando, ele sabe o que sente e por isso fica tão na defensiva quando o assunto é você. Tenta ver o lado dele também, Joe sofreu muito quando você foi embora, você o magoou muito mesmo não tendo intenção ou culpa do que aconteceu, ele só precisa digerir tudo e se acostumar com a ideia de que ainda sente algo por você. Coração de mãe nunca falha, meu amor. Vocês dois ainda vão ser muito felizes, eu sei que vão. 

— Eu amo você, mamãe. — Fechou os olhos sentindo o carinho que recebia nos braços da mãe. Assim que abriu os olhos, olhou para Sophia e viu a menina sentada perto da parede rabiscando toda a parede com canetinha preta. Ela riu baixinho e olhou para mãe. — Olhe para o lado e veja o que sua netinha está aprontando. — Dianna olhou para o lado e arregalou os olhos ao ver sua parede branca toda rabiscada de canetinha preta. 

— Sophia Cooper! — Demi gargalhou alto chamando atenção da garotinha. Sophia olhou para avó e tapou os olhos com as mãos, como se soubesse que tinha feito algo errado. Demi se aproximou da filha e pegou ela no colo, os bracinhos da garotinha também estavam rabiscados de canetinha rosa. 

— Fala pra vovó que você estava fazendo uma linda pintura na parede dela. — Brincou e Sophia olhou para avó e riu. 

— Vovó. — Disse apontando para Dianna. 

— Você era do mesmo jeito quando era criança. — Dianna falou fazendo careta ao ver sua parede toda riscada. — E a senhorita que vai dar um jeito nessa parede. — Avisou 

— Eu? Mas eu não tenho culpa se sua neta está começando a descobrir o talento dela. — Sophia olhou para a mãe e riu da careta que ela fazia. — Vai lá, filha. Risca a sua vó. — Demi entregou a canetinha para a pequena e a colocou no chão incentivando a garota ir atrás da avó. Sophia riu e correu toda desajeitada atrás da avó. Demi sorriu e sentou-se novamente no sofá, sua vida era boa mas ficaria melhor ainda se fosse ela, Joseph e Sophia.

A noite não demorou muito pra chegar, Demi passou o resto da tarde brincando com Sophia e depois foi até o quarto fazer os ajustes que ela precisava fazer no vestido de Ellie. Ela não ficou muito tempo lá já que não conseguia se concentrar no que estava fazendo, seu pensamento estava longe e isso lhe deixava irritada, nem seu trabalho direito ela estava conseguindo fazer. Demetria guardou o vestido e desceu as escadas, Dianna estava sentada na poltrona com o notebook sobre as pernas enquanto lia algo. Sophia estava deitada tomando mamadeira e assistindo A Pequena Sereia.

— Miley ligou avisando que não vem pra casa hoje, ela vai jantar com os pais do Liam e depois eles vão à uma festa. Estou pesquisando uma receita simples pra fazer nosso jantar.

— Nada disso, a senhora vive naquela cozinha, vamos pedir algo no bistrô. — Demi disse sentando ao lado da filha. Sophia olhou pra ela e depois voltou sua atenção para a televisão rindo das travessuras da sereia. — Tem alguma preferencia?

— Hmm... Comida Mexicana me parece bom. — Falou agradecendo à Deus pela filha ter aquela ideia, ela estava cansada demais para ir cozinhar alguma coisa. — Tacos cairia muito bem, não acha?

— Nachos Mexicanos também. — Demi pegou o celular discado o número do bistrô. Ela fez o pedido e mordeu o lábio inferior pedindo mentalmente à Deus que Joseph viesse entregar o pedido como da última vez. Demi colocou o celular em cima da mesinha de centro e esticou as pernas.

— Como foi a reunião com o arquiteto? — Dianna perguntou colocando o notebook em cima da mesa de centro, ela alcançou seu tricô, colocou seus óculos de grau e continuou a tricotar uma touca que estava fazendo para Sophia.

— Foi ótima, ele vai reformar o quartinho da Soph e expandir meu closet. Ele vai trazer os projetos pra mim dar uma olhada, eu estou animada.  — Respondeu com um sorriso enorme.

— Eu estou feliz por você, querida. — Dianna desviou o olhar do tricô e olhou para a filha com um sorriso. Era a mulher mais orgulhosa do mundo.

— Mamãe. — Sophia levantou e jogou a mamadeira no chão, o filme havia acabado e o leite também. Ela caminhou até a mãe e se jogou no colo dela.

— Acabou o desenho, filha?

 — Cabo. — A pequena disse tentando falar "acabou" Demi sorriu e encheu as bochechas da menina de beijos.

— Eu te amo, sapequinha. — Falou e ouviu o barulho da buzina. Dianna levanto para abrir a porta mas Demi foi mais rápida e levantou do sofá num pulo, ela pegou sua carteira e sorriu sem graça. — Pode deixar que eu vou. — Sorriu sem graça e caminhou até a porta. Ela praguejou mentalmente por estar vestindo moletom e abriu a porta. Assim que o viu descer da moto sentiu suas pernas fraquejarem, ela mordeu o lábio inferior e foi até ele.

— Aqui está sua entrega. — Joseph entregou o pacote para ela e sentiu a respiração falhar quando ela se aproximou. Ela conseguia ser fofa e sexy ao mesmo tempo, o rosto não tinha um vestígio de maquiagem deixando à mostra as sardas fofas que se espalhavam pelo nariz e pelas bochechas, ela era linda.

— Joseph, você pensou sobre o que eu disse? — Demi perguntou se aproximando ainda mais. Que porra aquela mulher estava fazendo? Joe estava encostado na moto e estava sem escapatória nenhuma.

— Não tenho o que pensar, Demetria.  — Disse demonstrando firmeza por mais que ele não sentisse toda essa firmeza por dentro. — Já dizemos tudo o que tínhamos para dizer um ao outro, segue à sua vida e para de se intrometer na minha.

— Como você pode ser tão cego à ponto de não enxergar o que está bem na sua frente? Eu quero você, Joseph! Diga que não sente saudades dos nossos abraços, da nossa amizade, da maneira como se sentia quando nos beijávamos, quando nos amávamos... — Ela estava provocando e estava conseguindo. — Eu sinto sua falta, Joe.

— Para de ser ridícula, Demetria. Você fodeu com tudo, não tem direito nenhum para dizer que sente saudades. — Demi estava com a cabeça erguida para olhá-lo nos olhos mas em nenhum momento Joseph olhou pra ela. Ele olhava para cima como se no céu tivesse algo muito importante. Ela estava à pouco centímetros dele e sabia que se ele abaixasse a cabeça, era capaz de beija-lo.

— Olha pra mim! — Pediu mas ele não olhou, nem entendia o porquê de deixá-la tão próxima. A vontade de beijá-la e abraçá-la era tão forte. — Joe, olha pra mim. — Pediu novamente calmamente. Joseph abaixou a cabeça e seus nariz se tocaram, ela conseguia sentir a respiração dele, fechou os olhos e mordeu o lábio inferior. Ele sentia seu coração bater forte no peito, não iria resistir.

— MAMÃE! — Sophia gritou da porta de casa, Demi virou-se assustada e olhou para a filha que estava parada na porta. Sophia se aproximou e abriu um enorme sorriso ao ver Joseph. Se seu coração já estava batendo forte antes, agora ele estava prestes à ter um ataque do coração, ele era apaixonado pela mãe e pela filha, diabos! — Papai. — Chamou Joseph e fez um gesto com a mão chamando ele para se aproximar. Demi se aproximou da filha e a pegou no colo.

— Dá um oi para Joseph, querida. — Disse com uma voz fofa e Joe teve que morder o lábio inferior para não esbanjar um sorriso idiota.

— Oi, papai. — Levantou os braços para que Joe lhe pegasse no colo, ela estava com saudades dele. Demi sorriu como se quisesse que o desejo de Sophia se tornasse realidade, ela queria que Joe fosse o pai da sua filha.

— Oi princesa. — Joseph sorriu e alisou as bochechas de Sophia. Ela era uma criança tão adorável que conseguia baixar a guarda de qualquer homem. — Ela está bem? — Perguntou preocupado, Demi sorriu e assentiu. 

— Nenhuma crise desde que levamos ela ao hospital. Não é querida? Fala pro papa... pro Joe, fala pro Joe que você não teve nenhuma crise. — Sophia disse algo que somente ela entendia e Joe riu, ele beijou a testa dela e se afastou. 

— Ja vou indo, faça uma boa refeição. — Disse e subiu na moto, Demi observou ele colocar o capacete e dar partida. De repente, ela se sentiu vazia. 

— Vem papai! — Sophia o chamou com a mãozinha, Demi olhou surpresa para a filha e depois sentiu o coração se quebrar em pedacinhos e as lágrimas virem com força total. Ela entrou em casa e colocou o pacote em cima da mesa de jantar.

— O que aconteceu? — Dianna perguntou ao ver os olhos da filha brilhando por causa das lágrimas.

— Papai, vovó. — Sophia disse e Dianna entendeu tudo. Joseph havia ido entregar comida e provavelmente disse algo para magoar sua filha.

— O que ele disse? Eu amo Joseph como um filho, sempre apoiei o relacionamento de vocês mesmo quando seu pai um dia foi contra mas eu não vou permitir que ele continue te magoando dessa maneira, não vou mesmo.

— Ele não disse nada, mãe. — Demi limpou as lágrimas e sentou Sophia na cadeirinha. — É só besteira minha. — Dianna sentiu ainda desconfiada e foi até a cozinha buscar os pratos. Demi sentou ao lado da filha e mordeu o lábio inferior, se Sophia não tivesse interrompido, teria acontecido? Joseph ia se entregar e deixar que ela o beijasse?


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oi meninas como vocês estão?
eu estou bem e feliz por postar outro capítulo tão rápido
mas ele não saiu como eu queria e não sei se ficou bom.
me digam o que vocês acharam nos comentários, o.k? eu prometo responder todos no próximo.
o beijo está bem próximo de acontecer e eu estou ansiosa as fuck
enfim, espero de coração que vocês gostem. 
bjs e até o próximo.


melhor personagem, rainha da porra toda <3