20/11/2017

13. Father's Moment

não revisei xx

Demi estava sentada em uma das mesas do refeitório da faculdade. Ela remexia a salada que havia em seu prato com o garfo de plástico enquanto ouvia suas colegas de sala comentar sobre algum garoto qualquer da sala. Era tão engraçado, tinha vinte e três anos de idade e ela deveria estar comentando com suas amigas sobre garotos ou sobre qual festa elas iriam no final de semana mas tudo o que ela pensava era em ir pra casa e dormir abraçada com sua filha. — Vocês já perceberam que o Luke não para de olhar pra cá? Parece que alguém quer repetir a noite. — Elas riram e Demi sentiu as bochechas corarem. Havia sido apenas uma noite de luxuria. Seus olhos focaram no homem loiro e dos olhos azuis que lhe encaravam não muito longe dali, ela sorriu fraco e voltou sua atenção para as amigas.

— Hoje essa lanchonete está uma correria, o que diabos está acontecendo? — Anne chegou segurando uma bandeja com seu lanche e sentou ao lado de Demi. A correria da lanchonete estava mais intensa do que o normal, os alunos pegavam seus lanches e saiam de modo apressado.

— Vai ter uma palestra de Engenharia Civil, por isso está essa correria... Adam Mayer vai ser o palestrante e ninguém quer perder a palestra de um dos melhores engenheiros de Los Angeles, não é mesmo?

— Vocês vão pra palestra? Demi é a única sortuda da turma, além de trabalhar na melhor construtora de Los Angeles, ela ainda pode pegar algumas dicas diretamente com Adam.

— Acho que vocês estão esquecendo que fazemos Arquitetura e não Engenharia Civil. — Demi disse e fez uma careta. Ela repousou o garfo em cima do prato e abriu sua garrafinha de suco natural de laranja, Demi olhou para os seus cadernos que estavam em cima da mesa e suspirou, tinha tanta coisa pra estudar e a semana de provas estava chegando.

— Eu preferia ficar ouvindo o Adam Mayer falar por duas horas no meu ouvido do que aguentar a aula do Professor Ricardo.

— Bom, eu não sei vocês mas eu preciso ir pra sala, preciso colocar algumas matérias em dia e estudar pra prova da semana que vem. — Demi levantou-se e pegou sua bolsa colocando no ombro direito.

— Eu vou com você, Demi. — Lucy disse se levantando também. Lucy era um pouco mais baixinha que Demi e tinha os cabelos pretos na altura do pescoço.

— Beijos, meninas. — Elas falaram juntas e saíram caminhando em direção ao elevador. Demi estava distraída respondendo algumas mensagens pedentes em seu celular. Lucy chamou o elevador. Quando o elevador chegou, Demi deu um passo para adentrar e acabou esbarrando em alguém, quando ergueu a cabeça para se desculpar, arregalou os olhos e sentiu seu coração acelerar. O que diabos ele estava fazendo ali?

— Demi? O que faz aqui? — Ele perguntou confuso. Ela estava tão bonita vestindo calça jeans e jaqueta de couro, os cabelos longos e loiros estavam soltos e as sardinhas espalhadas pelas bochechas e nariz estavam à mostra. Como aquela mulher era linda! Joseph estava tão bonito vestindo jeans preto e moletom, parecia o mesmo Joseph de quando eles eram apenas dois adolescentes.

— Não interessa, Joseph! — Ele revirou os olhos e saiu, já estava cansado daquela infantilidade. Demetria não queria conviver de forma amigável e ele não iria ficar insistindo, havia limites para tudo. Demi adentrou no elevador e passou uma das mãos pelo cabelo, ela sempre fazia isso quando estava nervosa.

— Quem era? — Lucy perguntou sorrindo de lado.

— Ninguém importante. — Deu os ombros e fitou um ponto qualquer do elevador.


Apartamento da Demi 
11:10 da noite


Demetria adentrou em seu apartamento, retirou seu tênis e colocou sua bolsa em cima da mesa de jantar. Kristen estava deitada no sofá com o notebook no colo, ela beijou a testa da amiga e caminhou diretamente pra cozinha. Desde que esbarrara com Joseph na faculdade, ela não conseguia se concentrar em outra coisa, era um sentimento que ela não conseguia definir muito bem. Era uma mistura de raiva por ele ter revirado os olhos e ter lhe deixado falando sozinha com o coração acelerado só de lembrar de como ele estava bonito. — Como foi na faculdade? — Kristen perguntou adentrando na cozinha descalça, ela colocou o notebook em cima do balcão e sentou-se em um dos banquinhos. 

— Foi normal. — Demi deu os ombros e abriu a geladeira buscando uma garrafa d'água. Ela encostou-se na pia e encarou a amiga. — Encontrei com Joseph na faculdade, não faço a mínima ideia do que ele estava fazendo lá... — Disse antes que Kristen perguntasse. Ela conseguia mentir e manipular todos em sua volta menos Kristen. 

— Vai saber ele está fazendo algum curso lá. — Deu os ombros focada no notebook, ela estava terminando de editar algumas fotos que havia feito de um ensaio infantil, ela precisava entregar para os seus clientes no dia seguinte. 

— Duvido muito, acho que ele estava acompanhando Adam, ele estava dando uma palestra pro curso de Engenharia Civil. — Ela bebericou seu copo de água e encarou o chão. Não entendia o motivo de estar se importando tanto, o que Joseph fazia ou deixava de fazer não era da sua conta e ela não se importava. 

— Amanhã Alana não tem aula. 

— Não? Por que? — Franziu o cenho confusa tentando se lembrar de algum aviso sobre isso...

— Reunião de pais às quatro e meia da tarde, esqueceu? — Demi mordeu o lábio inferior e assentiu. Eram tantas coisas para fazer ao mesmo tempo, reunião de pais, pagar as contas em dias, faculdade, trabalho, cuidar de um apartamento e de uma criança de cinco anos! Não era qualquer um que conseguia fazer tudo o que ela fazia. 

— Céus, eu nem estava me lembrando... com quem ela vai ficar amanhã enquanto eu estiver na empresa? — Fez uma careta, aquela era a pior parte de ser mãe solteira, ela precisava depender dos outros pra ficar algumas horas com Alana quando imprevistos como aquele acontecia. 

— Eu ficaria com ela mas amanhã eu vou pra Santa Mônica fazer uma sessão de fotos para uma marca de roupa, se não fosse isso eu levava ela pro estúdio. Ryan não pode ficar com ela?

— Ryan mudou a faculdade para a parte da manhã, esqueceu? — Kristen fez uma careta. — Vou ter que levá-la para a empresa. — Ela não tinha problemas em levar a filha para empresa, Alana sempre se comportava e não atrapalhava em nada mas a questão agora era que Joseph também estaria na empresa e Demi queria evitar possível contato entre os dois. 

— A minha mãe comentou comigo que vai chegar amanhã mais cedo do trabalho, lá pras onze e meia da manhã, antes do almoço, se você quiser posso pedir pra ela ir buscar Alana lá na empresa e ficar com ela até você chegar. 

— Você acha que vai dar pra ela? Não vai ficar muito corrido?

— Você sabe que não, Dem. Minha mãe estava comentando sobre levar Lana pra passear, você sabe que minha mãe gosta dela como se fosse uma neta e eu sei que você quer evitar que Alana conheça e se aproxime mais de Joseph.

— O que seria da minha vida sem você, em? — Demi disse e lhe abraçou pelos ombros. Kristen sorriu e deu uma mordidinha no braço da amiga.

— Você sabe o que eu penso sobre isso, não sabe?

— Sei e não quero conversar sobre isso, enquanto eu puder vou proteger a minha filha com unhas e dentes. 

— Tudo bem, não vou me meter nos seus assuntos, você sabe o que faz. — Kristen fechou a tampa do notebook e se levantou. — Eu preciso ir pra casa, tenho que terminar de editar essas fotos e passar para um cd ainda hoje, nos vemos amanhã. 

— Certo, até amanhã. — Elas se abraçaram brevemente. Assim que Kristen saiu, Demi trancou a porta e apagou as luzes do andar de baixo. Ela subiu as escadas e entrou no quarto da filha, Alana dormia profundamente enrolada no cobertor roxo. Demi sorriu e beijou o topo da cabeça da pequena. Ela encostou a porta do quarto da filha e caminhou até o seu, se despiu, adentrou no banheiro e ligou o chuveiro. Demi estava com tanto sono que quase dormiu em baixo do chuveiro, de tão cansada que estava o banho não durou nem dez minutos, ela se secou e no closet buscou pela camisola e uma calcinha de algodão, vestiu-se rapidamente e deitou-se em sua cama que mais parecia estar lhe chamando. Tinha coisa melhor do que deitar e dormir? Demi fechou os olhos e logo foi embarcada em um sono profundo.

Dia seguinte

Demi acordou com o barulho do seu despertador, ela desejou jogar o celular longe e voltar a dormir por incontáveis horas! Aquela semana estava sendo tão cansativa mas agradeceu mentalmente por ser sexta feira, final de semana estava chegando e ela poderia dormir por incansáveis horas. Com muita luta, Demetria levantou-se e foi até o banheiro fazer sua higiene matinal, quando terminou, ligou o chuveiro e se despiu, precisava de um bom banho para despertar completamente. Assim que finalizou o banho, Demi se enrolou na toalha branca e caminhou até o closet, ela procurou por uma roupa social e trocou-se.

Quando terminou de se arrumar, ela adentrou no quarto da filha e ascendeu a luz, para sua surpresa Alana já estava acordada. A pequena estava deitada na cama, olhando para o teto, o sorriso da menina se iluminou ao ver a mãe parada na porta. Demi se aproximou e beijou a testa da garotinha. — Bom dia, meu amor. — Disse sorridente, ela puxou o cobertor da filha e tirou tirou os cabelos emaranhados que cobriam o rosto da pequena.

— Bom dia, mamãe.

— Hoje você vai pra empresa comigo e depois a vovó Kim vai te buscar pra um passeio, o.k? — Alana assentiu de forma animada e levantou. — Eu vou separar sua roupa e enquanto você toma banho eu vou descer pra preparar algo pra você comer. — Alana correu para o banheiro e Demi foi até o guarda-roupa da pequena, ela separou um vestido e um casaquinho de frio, assim que separou a roupa ela desceu para preparar o café da manhã.

Demi buscou por uma tigela e o cereal no armário, e o leite na geladeira. Ela serviu o cereal com leite para a filha e uma xícara cheia de café preto para si, na empresa ela comeria algo reforçado. Alguns minutos depois Alana desceu as escadas já trocada. Demi sentou a garotinha em volta do balcão e enquanto ela tomava seu café da manhã, Demi prendia o cabelo da menina em um alto rabo de cavalo. Quando Alana terminou de tomar café, Demetria pegou sua bolsa e elas desceram em direção ao estacionamento.

O trânsito naquele horário da manhã era um verdadeiro caos. Demi estava parada no meio do trânsito enquanto a voz do John Mayer soava baixinho na rádio. Alana estava quietinha no banco de trás jogando um joguinho em seu tablet. — Quando eu chegar da sua reunião nós vamos ao shopping comprar suas novas sapatilhas, o.k?

— E vamos comprar o presente da Julia, esqueceu mamãe?

— Você já sabe o que vai dar de presente pra ela?

— Hmm... a Julia coleciona vários ursinhos de pelúcia mas ainda não sei... — Fez careta e encarou a mãe. Demi riu baixinho e deu partida no carro assim que o farol abriu.

— Até lá você vai pensar em algo legal, meu amor. — Disse sem desviar o olhar da estrada. O restante do caminho para a empresa foi animado,  Alana e Demi cantavam as musicas de tocavam no rádio de forma animada. Demetria estacionou o carro na sua vaga de sempre e saiu do carro segurando uma das mãos da sua menina. — Quando você sentir fome é só dizer que eu vou buscar algo pra você comer, o.k? — Alana assentiu e elas adentraram no elevador. Demi cumprimentou alguns funcionários que estavam no elevador e respirou fundo. Aquela não era a primeira vez que Alana ia para a empresa e ela não tinha problema nenhum em levar a filha consigo mas agora as coisas eram diferentes! Joseph trabalhava no mesmo local que ela e consequentemente estaria perto de Alana, isso era algo que ela queria evitar o máximo que conseguisse.

— Ai meu Deus! — Bella disse assim que avistou Demi e Alana caminhando em sua direção. Alana soltou a mão da mãe e correu até Bella lhe abraçando pelas pernas. — Quanto tempo, criança! — Falou abraçando a pequena de forma apertada. — Eu senti sua falta, pequena. Como você está?

— Eu estou bem, mamãe me trouxe pra trabalhar com ela porque hoje eu não tive aula!

— Bom dia, Bella.

— Bom dia, Dem. — Demi cumprimentou Bella com um breve beijo na bochecha e alisou o cabelo da filha. — Ela vai passar o dia conosco?

— Só até as onze, Kim virá buscá-la. — Bella assentiu e alisou o cabelo de Alana, aquela menina era uma graça. — Eu vou indo pra minha sala, conversamos depois. — Demi adentrou em sua sala e colocou sua bolsa em cima do sofá que ficava no canto da sala, ela retirou seu blazer repousando nas costas da cadeira e sentou-se. — O que você quer fazer? — Perguntou para Alana que estava sentada no sofá com as perninhas cruzadas.

— Desenhar. — Demi sorriu e entregou algumas folhas para a pequena. Ela sentou-se no chão e começou a pintar com as diferentes cores de lápis que Demi havia lhe dado. Demetria abriu o notebook e começou a trabalhar, ela abriu sua agenda aonde fazia todas as suas anotações e mordeu o lábio inferior, teria uma breve reunião com a Sra. Parker às duas e meia da tarde! Ela abriu um arquivo em seu computador e começou a criar a ideia de um projeto para mostrar à sua cliente.

Os minutos pareciam passar de forma rápida e Demi estava totalmente focada em terminar o seu mais novo projeto, era o primeiro projeto de decoração e por isso ela estava tão empolgada! Demi desviou o olhar brevemente para a filha e sorriu, Alana estava empenhada colorindo seu desenho e ela parecia satisfeita com o que tinha desenhado. Demi mordeu o lábio inferior e fez uma anotação em sua agenda. — Querida, eu preciso ir na reprografia tirar umas cópias, você vai ficar aqui? — Alana apenas assentiu sem retirar os olhos dos desenhos. — Não saia daqui, o.k? Eu não vou demorar. — A pequena assentiu novamente, Demi juntou as folhas que precisavam de cópias e levantou indo em direção à reprografia.

Assim que terminou de pintar seu desenho, Alana sorriu e o encarou, ela havia se esforçado para desenhar aquela borboleta mas ainda não estava do jeito que ela queria! A pequena colocou a folha de lado e se levantou para buscar uma nova folha em branco. — Demetria, eu preciso que você... — Joseph parou assim que avistou a pequena de costas se esforçando para alcançar uma folha. Alana virou-se ao ouvir aquela voz e encarou Joseph, o coração da pequena batia acelerado no peito como se tivesse sido pega aprontando, e se ele brigasse? — Precisa de ajuda? — Joe perguntou com uma sobrancelha arqueada, a pequena era tão fofa!

— Eu queria pegar uma folha pra fazer um desenho novo. — Disse tímida. Joseph sorriu e se aproximou, ele alcançou três folhas para a garotinha e entregou pra ela. — Obrigada. — Alana sorriu e sentou-se novamente para fazer um novo desenho.

— Aonde está a sua mãe? — Joe perguntou, toda vez que a menina olhava em seus olhos, seu coração acelerava e uma felicidade enorme tomava conta de si, ele não entendia o que aquela menina tinha de tão importante que fazia ele se sentir o homem mais feliz do mundo. Era algo totalmente novo que ele nunca havia sentido antes.

— Ela foi na... na... — Alana fez uma careta pois não se lembrava o nome que a mãe havia dito. — Ela foi tirar cópias e disse que não iria demorar. — Joseph sorriu e passou uma das mãos pelo cabelo, ele não sabia se esperava por Demi ou ia embora, o risco de levar um chute no traseiro era enorme!

 — O que você está desenhando? — Perguntou interessado, ele não entendia o motivo de querer se aproximar, de querer estar perto, de querer conhecer aquela menina. Eram tantas sensações diferentes e novas que era impossível explicar.

— Eu estou desenho um castelo. — A pequena encarou o desenho pela metade e depois encarou os olhos verdes de Joseph, ele estava mais próximo. — E aqui é um cachorrinho. — Apontou para o bichinho que ela havia desenhado e fez uma careta porque ela não sabia desenhar muito bem.

— Seu desenho está muito bonito, quando eu tinha a sua idade gostava muito de desenhar.

— Eu tenho cinco anos. — Disse fazendo cinco anos com a mão e Joe sorriu alisando o cabelo da garotinha, ela era tão encantadora. — Como é o seu nome?

— Eu me chamo Joseph mas pode me chamar de Joe.

— Eu sou Alana. — Sorriu e voltou a se concentrar em seu desenho. — Sabe Joe, eu queria muito ganhar um cachorrinho mas minha mãe disse que da muito trabalho e que ela não tem tempo pra cuidar de um bichinho. Você tem algum bichinho de estimação?

— Eu não tenho, mas quando eu tinha a sua idade, eu tive um cachorrinho, o nome dele era Elvis e ele era o meu melhor amigo, infelizmente ele faleceu mas nós tivemos bons momentos juntos.

— Sinto muito pelo seu cachorrinho, Joe. Tenho certeza que ele agora é um anjinho, minha mamãe disse que quando os bichinhos morrem eles viram anjinhos no céu. — Joseph sorriu e limpou uma lágrima solitária que desceu pela sua bochecha, por que diabos estava chorando? — Como ele era?

— Ele era grande, tinha os pelos da cor de caramelo e adorava roubar comida. — A pequena riu imaginando o cachorro de Joe.

— Alana? — Demi parou na porta e quando Joseph virou-se ela sentiu seu coração acelerar, o que diabos ele estava fazendo ali perto da sua filha? Sua vontade era de voar no pescoço dele como uma leoa faminta. — O que você está fazendo aqui? — Perguntou encarando-o furiosamente, se olhar matasse ele estaria enterrado a sete palmos embaixo da terra.

— Eu preciso da sua assinatura, hoje à tarde vamos ao local aonde iremos dar início ao projeto. — Demi desviou o olhar rapidamente para Alana, tudo o que ela pensava era o que Joseph estava fazendo ali com sua filha? Sobre o que eles tinham conversado? Ele estava ali à muito tempo? Demi pegou a folha das mãos dele e assinou os papeis rapidamente.

— Mamãe, o Joe estava me fazendo companhia enquanto você estava tirando cópias. Nós conversamos sobre muitas coisas legais e foi bem divertido. — Alana sorriu para a mãe e voltou a desenhar.

— Eu vou pra minha sala, tchau Alana, foi muito bom conversar com você. — Ele bagunçou o cabelo da garotinha e sorriu. Alana riu baixinho e encostou sua mão sobre a dele. Joseph olhou no fundo dos olhos esverdeados da menina e sentiu algo que nunca havia sentido antes, era algo único e a vontade de abraçar a pequena e chorar era muito forte.

— Tchau Joe, foi muito bom conversar com você. — Demi teve que respirar fundo várias vezes para não surtar, as mãos dela chegavam a tremer. Por um breve momento um deslumbre de uma família feliz passou pela sua cabeça, como seria se as coisas não tivessem acontecido como acontecera? Rapidamente ela espantou aquele pensamento, sua realidade era diferente e ela precisava continuar protegendo sua menina. Quando Joseph virou-se para sair, ela caminhou atrás dele e fechou a porta atrás de si.

— Fica longe da minha filha, Jonas! Eu não vou falar uma segunda vez, é tão difícil pra você entender que eu quero distância de você? — Demi disse apontando o dedo para ele. Joseph bufou e passou uma das mãos no cabelo.

— Eu não sabia que ela estava aqui, Demetria. Se você quiser que eu fique longe dela não traga ela pro lugar aonde eu trabalho, eu não vou deixar de fazer meu trabalho só porque você não me quer por perto. Se você está incomodada com a minha presença, o RH fica no vigésimo andar, um andar abaixo da sala da presidência, vai até lá e peça demissão.

— Você é um filho da puta.

— Infelizmente não podemos escolher de qual família vamos fazer parte. Eu não sou mais um moleque, Demetria. Eu sou um homem e não tenho tempo para as suas birras, eu errei feio com você, eu te usei, fui um tremendo filho da puta, mas você nunca me deu chance pra me desculpar ou mostrar como eu estou arrependido.

— Você não sabe de nada, Joseph. — Ele não sabia nem o começo do que tinha acontecido, ele achava que era apenas fazer um pedido de desculpas que estaria tudo certo entre eles? Tinha muitas coisas além disso, havia feridas que não estavam cicatrizadas.

— Então por que você não me diz? Que droga!

— Porque você deixou de fazer parte da minha vida no momento em que pediu a mão de outra garota em casamento enquanto ainda estava comigo. — Ela estava tão nervosa que nem percebera como dissera aquilo alto demais. Adam e Bella estavam ali, perto deles, vendo tudo. Demi respirou fundo e adentrou uma mãos nos cabelos, porque ele tinha sempre que lhe deixar daquele jeito? — Desculpe-me, isso não vai se repetir. — Demi falou e adentrou na sala rapidamente xingando todos os palavrões possíveis e impossíveis, Bella adentrou logo atrás dela.

— Uau, pelo meu longo histórico com as mulheres algo me diz que você vai ter grandes problemas para reconquistar, Demetria. — Adam disse dando dois tapinhas no ombro do sobrinho.

— E quem disse que eu quero reconquistá-la? — Adam arqueou uma sobrancelha e riu baixinho.

— Ninguém precisa dizer nada, meu filho. É só olhar pra você.

Bella adentrou na sala logo atrás de Demi. Ela fechou a porta e entregou um sanduíche natural e suco de laranja que havia pego na lanchonete para Alana. A pequena sorriu agradecida e sentou-se na mesa da mãe parar comer. — O que foi aquilo? — Bella perguntou confusa. Demi respirou fundo ainda xingando Joseph de todos os nomes em sua mente. — Vocês já se conheciam?

— É uma longa história, Bella. — Suspirou e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Nós podemos conversar sobre isso depois? — Bella assentiu e sorriu para Alana.

— Está gostoso, pequena? — A garotinha assentiu e deu uma mordida em seu lanche. — Demi, Kim ligou e pediu pra avisar que já está a caminho para buscar Alana. — Demi agradeceu e Bella saiu assim que ouviu alguém lhe chamar.

— Mamãe, eu não terminei de desenhar. — Alana disse encarando seu desenho inacabado, ela estava tão empolgada que não queria ir embora.

— Você pode terminar outra hora, meu amor.

— Mas eu não quero terminar outra hora, eu quero terminar aqui. — Demi respirou fundo e negou com a cabeça.

— Nós já tínhamos combinado que você iria embora com a vovó Kim! Por que você não quer ir embora?

— Porque eu queria ouvir as histórias do Joe com o cachorrinho dele. — Era só o que lhe faltava! Demi levantou em pulo e negou com a cabeça, ela não ia permitir que Joseph e sua filha criasse laços, ele não merecia.

— Nada disso, você vai pra casa com a Kim e acabou! — Alana emburrou a cara e cruzou os braços. Demi prendeu o cabelo em um coque e encarou a filha. — E se você ficar com a cara feia vai ficar de castigo. — O telefone do escritório tocou e Demi atendeu, era Bella avisando que Kim havia chegado. — Vamos. — Alana levantou, pegou seu tablet e caminhou de mãos dadas com a mãe até a recepção.

— O que a minha netinha tem que está triste? — Kimberlly perguntou abraçando Alana pelos ombros. A pequena abraçou as pernas da avó e começou a chorar.

— A mamãe não quer deixar eu ficar aqui. — Disse com a voz embargada e Demi sentiu seu coração acelerar, ela queria ceder o pedido da filha. As portas do elevador se abriram e Joseph saiu de lá com um estagiário, ele franziu o cenho ao ver a pequena chorando abraçada a perna de uma mulher mais velha.

— O que aconteceu? — Ele perguntou preocupado e nem entendia porque estava preocupado. Alana limpou as lágrimas com a mão e suspirou.

— Eu não quero ir embora, Joe. — Joseph cumprimiu os lábios em uma linha reta e desviou brevemente o olhar para Demi que o encarava com uma cara nada boa, ele estava encrencado. Joe abaixou-se na altura de Alana e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Você precisa ir pra casa, pequena. Aqui é chato e não tem nada de legal pra você fazer, tenho certeza que você vai se divertir mais na sua casa com os seus brinquedos.

— Nós podemos fazer cookies deliciosos, querida e depois a vovó Kim promete que te leva no parquinho do condomínio pra brincar com o Jacob. — Alana assentiu e encarou Joseph.

— Depois você pode me contar mais histórias sobre o Elvis? — Alana perguntou olhando para Joe. Ele suspirou e assentiu.

— Claro que sim, pequena. — Alana abriu um enorme sorriso.

— Já que está tudo resolvido, podemos ir? — A pequena assentiu com a cabeça. — Vá se despedir da sua mãe com um beijo e um pedido de desculpa. — Demi estava perto da mesa de Bella com o coração na mão, não queria acreditar que em cinco minutos sua filha já havia se apegado à Joseph! A pequena garotinha abraçou a mãe pela cintura e levantou a cabeça para olhá-la.

— Eu sinto muito, mamãe. Você me desculpa?

— Claro que sim, meu anjo. — Demi pegou a menina no colo e beijou-lhe demoradamente nas bochechas. — Amo você!

— Do tamanho do universo?

— Sim, do tamanho do universo! — Elas sorriram e se abraçaram novamente. Joseph sorriu emocionado imaginando como seria se ele não tivesse agido como um babaca, ele e Demetria teriam durado? Eles teriam se casado e tido lindos filhos como Alana?

— Tchau mamãe, até mais tarde. — Kim pegou Alana no colo e se despediu de Demi com um beijo na bochecha e um breve abraço. Kimberlly era como a mãe que Demi não teve. Quando Alana era apenas um bebê, era Kim que ajudava Demi com tudo, que dava dicas sobre o que ela poderia ou não fazer, de como saber quando o bebê estava com cólica, com fome... Tudo o que Demi sabia, havia aprendido com Kimberlly. — Tchau, Joe. — Alana acenou com um sorriso no rosto enquanto elas iam em direção do elevador que estava no andar.

— Tchau, querida! — Demetria e Joseph disseram juntos. Eles se entreolharam e Demi o fuzilou com o olhar antes de dar as costas e caminhar em passos rápidos para a sua sala.

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eeei meus amores, tudo bem com vocês? eu estou bem e aliviada por postar mais um capítulo pra vocês mas eu preciso saber de um coisa: vocês estão gostando da fanfic no geral? estão gostando do enredo? de como as coisas estão caminhando? dos capítulos? ultimamente eu não estou gostando de nada que eu escrevo e já até pensei em desistir dessa fanfic, se vocês acham que eu posso melhorar em alguma coisa por favor me digam. | respostas dos comentários aqui
volto assim que o próximo estiver pronto, beijos 



assistiram ama's ontem? rainha arrasando como sempre, ícone faz assim.  

12. Little surprises


Já eram duas horas da manhã e tudo o que Demi havia feito desde que a filha havia adormecido era virar de um lado para o outro na cama. Sua mente trabalhava de forma árdua. "Ele tinha os olhos verdes como os meus." Era tudo o que ecoava em sua mente. A voz da filha dizendo aquela frase se repetia várias e várias vezes. Céus, quando finalmente teria um pouco de paz? Demi levantou-se, prendeu os cabelos loiros em um coque alto e desceu até a cozinha. Ela preparou uma caneca de chá e caminhou descalço até a varanda da sala. A noite estava fria e o contato com o vento gelado fez com que ela se arrepiasse. Demetria olhou para a lua brilhante e redonda e suspirou lembrando do dia que havia visto o sol nascer nos braços dele.

Não estava nos meus planos me apaixonar por você mas eu me apaixonei, eu não sei o que pode acontecer amanhã ou depois, mas eu prometo que vou dar o meu melhor pra conseguir ficar ao seu lado, eu amo você Demi e lembre-se disso sempre, ok?

Demi bebericou seu chá de camomila e suspirou. Era tão engraçado como as coisas mudavam. Quando era adolescente, era uma garota carente que precisava sempre estar com alguém ao seu lado e hoje ela era uma mulher forte e independente, que não precisava de ninguém. Demi respirou fundo e deu mais um gole em seu chá, quando pensava em tudo o que havia passado por causa de Joseph, seu coração doía! Doía porque havia confiado nele, porque havia se entregado como nunca tinha feito antes e tudo o que ele fizera foi pisar em seu coração e brincar com seus sentimentos. Demetria limpou uma lágrima que escorreu pela sua bochecha e suspirou, por que diabos aquele sentimento ainda doía tanto?

Demi colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e olhou para a sua caneca. Não pense nisso! Foi o que o seu cérebro lhe alertou e era melhor ouvir sua cabeça do que seu coração. Ela adentrou e fechou as portas da varanda. Demi deixou a caneca em cima da pia, apagou a luz e subiu rapidamente para o seu quarto, o ar quentinho da sua casa era tão bom e aconchegante! Assim que puxou o edredom branco para se deitar ouviu a voz sonolenta da filha ecoar pelo quarto. — Mamãe? — Alana perguntou ainda com os olhos fechados. Demi deitou ao lado da filha e tirou o cabelo do rosto da pequena.

— Oi meu amor, eu estou aqui, volte à dormir. — Disse baixinho.

— Aonde você estava?

— Eu fui apenas beber água, não se preocupe. — Alana assentiu e voltou a dormir. Demi apagou a luz do abajur e fechou os olhos, sua mente finalmente desligou e ela conseguiu embarcar em um sono profundo.

Dia seguinte
Mayer Construction Company
10:00 da manhã

A empresa estava calma naquele horário da manhã. Os funcionários estavam devidamente sentados atrás dos seus computadores trabalhando e com Demi não era diferente. A porta da sua sala estava fechada e ela tentava se concentrar nos detalhes do seu projeto, ela era tão perfeccionista e queria que tudo ficasse o mais perfeito possível, odiava receber reclamações sobre o seu trabalho mas o grande problema era o sono que estava sentindo. O fato de ter ido dormir tão tarde estava lhe atrapalhando, ela não conseguia se concentrar cem por cento e isso estava lhe deixando mal humorada, nunca mais iria dormir tão tarde! O barulho da porta se abrindo fez com que ela desviasse sua atenção da tela do computador para fitar Bella em sua frente. — Demi, mandou me chamar? — Ela assentiu e encarou a amiga de trabalho.

— Sim, eu vou te fazer uma pergunta e quero que seja sincera comigo, o.k? — Bella assentiu prontamente e encarou a amiga. Demi estava com uma postura séria, ela cruzou as pernas e colocou a caneta que estava segurando em cima da sua agenda. 

— Foi você que passou o endereço do meu apartamento para Joseph? — Perguntou sem desviar o olhar. Ela não havia esquecido aquela história, iria procurar até descobrir quem havia passado seu endereço para Joseph, aquilo não estava certo e não iria deixar acontecer novamente. 

— Ele disse que era um assunto importante sobre o projeto e que não poderia esperar, eu não fiz por mau, ele insistiu muito. — Demi teve que respirar fundo para não gritar. Diabos, por que adolescentes tinham que ser tão bobinhas? Bastava um homem sorrir que elas faziam tudo o que eles queriam, inferno!

 Você não pode passar o meu endereço para as pessoas dessa maneira, Isabella. Você tem noção de como isso é perigoso? Eu não confio nele, entendeu? E eu não quero você passando informações pessoais minha pra ninguém dessa empresa, ninguém. Se alguém quiser tratar sobre assuntos da empresa comigo, trate no meu horário de trabalho. Você está me entendendo? A minha vida pessoal não é da conta de ninguém.

— Eu sinto muito Demi, eu não pensei que isso iria causar problemas. 

— Não adianta se desculpar por algo que já está feito. — Demi respirou fundo e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Seu cabelo estava preso em um alto rabo de cavalo, aquela irritação toda era por causa do sono, da visita inesperada de Joseph em seu aparamento e do sorriso simpático que ele lhe lançou quando se esbarraram no corredor. — Eu só espero que isso não se repita novamente. Você poderia ter colocado a vida da minha filha em risco, da próxima vez peça a minha permissão. 

— Não vai se repetir, eu prometo. — Bella disse com a cabeça baixa. 

— Ótimo! — Falou e voltou a atenção para o seu computador. Ela abriu sua agenda e anotou alguns tópicos importante, vez ou outra fechava os olhos e sentia o sono lhe envolver, se pudesse se deitaria naquele sofá e dormiria por incontáveis horas.

— Bom dia! — O sotaque latino ecoou pela sala de maneira animada. Demi sorriu e cumprimentou Wilmer com um breve beijo na bochecha.

— Bom dia, sumido. — Demi brincou. — Como você está?

— Eu estou bem e tenho um ótimo motivo pelo meu sumiço. — Ele sorriu e puxou uma cadeira para sentar-se de frente para ela. — Eu estava visitando o espaço em que vamos dar início ao projeto e já está quase tudo pronto. Joseph está responsável pela contratação dos novos pedreiros e já temos quase tudo o que precisamos para dar início, creio que na próxima semana tiramos esse projeto do papel.

— Isso que eu chamo de ótima noticia, eu estou animada para participar desse projeto, vai ser meu primeiro projeto grande e eu mal posso esperar pra ver o resultado. 

— Nós temos o prazo de um ano e meio para a entregar, sei que parece longe mas o tempo passa muito rápido e logo menos veremos o resultado. — Demi assentiu concordando, uma obra levava tempo para ser finalizada de modo satisfatório. — Mas mudando completamente de assunto, tenho um novo projeto pra você. — Piscou e Demi arqueou a sobrancelha querendo saber mais. Ela era extremamente curiosa. — Uma das nossas clientes quer redecorar a casa dela e bem... como você comentou comigo que queria ter experiência em todas as áreas possíveis, pensei que gostaria de pegar esse projeto.

— Você está brincando comigo? — Demi perguntou com um enorme sorriso no rosto. Ela não havia percebido mas a porta da sua sala estava aberta e do outro lado Joseph observava tudo. — Isso é... incrível. Céus, eu não sei como te agradecer, você tem me ajudado tanto, tem sido um ótimo amigo. 

— Ser a minha companhia em um jantar sábado à noite já é uma ótima maneira de me agradecer.

— Está falando sério? — Perguntou um pouco surpresa, era a primeira vez que ele lhe chamava pra sair, apesar de jogar algumas indiretas demonstrando interesse, aquela era a primeira vez que ele era tão direto.

— Eu estou falando muito sério, será uma confraternização de engenheiros, haverá um jantar e um leilão para arrecadar dinheiro para a construção de escolas em comunidades carentes, pensei que gostaria de ir.— Ele cruzou os braços e sorriu de lado, aquele sorriso que Demi achava extremamente sexy. Ela mordeu o lábio inferior e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. 

— Tudo bem, eu aceito ir à essa confraternização sábado com você. — Respondeu com um sorriso mas seu coração estava acelerado no peito, fazia muito tempo que ela não saía com alguém. 

— Fico feliz que você tenha aceito, Demi. — Wilmer sorriu e arrumou o óculos de grau no rosto, como ele era bonito! — Eu te busco as sete, o.k? Até lá vamos nos falando. — Demi assentiu e se despediu do amigo com um breve beijo na bochecha. Ela sorriu mas seu sorriso foi desfeito quando pela porta ela viu Joseph lhe encarando com a sobrancelha arqueada, ele estava sentado em volta da sua mesa e para o seu azar, sua sala era de frente para a dele. Demi fechou a porta e viu o celular vibrar em cima da sua mesa de vidro, era Kristen. 

— Almoço hoje? — Ela perguntou assim que a amiga atendeu o celular. Era um costume as duas se encontrarem num restaurante que havia perto da empresa, era um dos favoritos delas e havia várias opções de comida, de vários lugares diferentes. 

— Sim, que horas você chega?

— Uma hora? Se você quiser eu posso ir buscar Alana no colégio, nós almoçamos juntas e depois eu levo ela para o balé.

— Ótimo! Tenho novidades. — Demi sorriu de lado porque sabia que estava atiçando a curiosidade da amiga. Era algo que as duas tinham em comum, ela e Kristen eram extremamente curiosas. 

— Conta agora, Demetria Lovato.

— Só quando estivermos almoçando, agora eu preciso terminar algumas coisas aqui. 

— Demetria!

— Tchau amiga. — Ela desligou e riu baixinho, naquele momento Kristen deveria estar lhe xingando de todos os nomes possíveis e impossíveis. Demi deixou o celular de lado e focou nas suas tarefas do dia, queria adiantar o máximo de coisas possíveis para poder focar apenas no novo projeto que estava por vir, pelo menos a sua vida profissional estava caminhando bem.

***

Demetria abiu um enorme sorriso quando viu sua filha correr em sua direção, ela se abaixou e abriu os braços para recebê-la. Ela estava em frente ao restaurante esperando a amiga e a filha. Alana fechou os olhos quando os braços da mãe rodearam sua cintura e abraçou Demi pelo pescoço. — Meu amor. — Demi disse com os olhos fechados apreciando o carinho que recebia da filha, era a melhor coisa do mundo, sentir aqueles bracinhos lhe apertando forte... não tinha sensação melhor. — Como você está? — Perguntou se levantando com a filha no colo.

— Eu estou bem, mamãe. — Demi sorriu assentindo e cumprimentou a amiga com um breve beijo na bochecha. 

— Você não vale nada, Demetria. Atiçou a minha curiosidade e me deixou roendo as unhas por duas horas e meia e nem respondeu as minhas mensagens! — Resmungou enquanto adentravam no restaurante. Um dos garçons cumprimentou as garotas e as levou para uma mesa que Demi havia reservado nos fundos do restaurante. Alana sentou ao lado da mãe e Kristen de frente para a amiga. 

— Eu passei a manhã toda tentando adiantar os meus projetos pedentes, Wilmer me passou um projeto de decoração e eu estou tão animada para começar, é o meu primeiro projeto de decoração e eu vou fazê-lo sozinha. 

— Isso é incrível, amiga. — Kristen falou animada. Ela ficava tão feliz quando via a amiga realizando seus sonhos e alcançando seus objetivos. — Wilmer tem sido um cara incrível com você, não acha? — Demi conhecia muito bem aquele olhar. Ela mordeu o lábio inferior e assentiu desviando o olhar da amiga. 

— Sim, ele tem sido maravilhoso. — Suspirou e encarou a filha que estava distraída olhando para as inúmeras opções que havia no cardápio. — Ele me chamou para ser a companhia dele em um jantar, no sábado. — Falou baixinho para a filha não escutar, ela não queria que Alana criasse laço com algum dos caras que ela ficava pois caso não desse certo, ela não seria a única a sair magoada, sua filha também sofreria. 

— AI MEU DEUS! — Gritou chamando atenção e Demi fez uma careta, por que diabos Kristen tinha que ser tão escandalosa? 

— O que foi, tia? — Alana perguntou assustada. Kristen negou com a cabeça, as bochechas estavam corada porque ela havia chamado bastante atenção. 

— Uma abelha quase me picou, querida. — Disse e encarou Demi com um sorriso malicioso nos lábios. Alana assentiu e voltou a encarar o cardápio. 

— Você disse sim? — Demi assentiu um pouco envergonhada e Kristen bateu palmas animada. Ela achava que Wilmer era um ótimo cara e faria muito bem para a amiga. 

— Mamãe, o que vamos comer? — Alana perguntou olhando para a mãe. Demi colocou uma mecha de cabelo da garotinha atrás da orelha e beijou-lhe no topo da cabeça. 

— O que você quer comer? 

— Burritos! — Falou animada e Demi riu baixinho, aquela era a sua comida mexicana favorita. 

— Tudo bem. — Demetria chamou o garçom com uma das mãos e fez os pedidos. Para o acompanhamento elas pediram nachos com chilli. — Como foi a aula hoje, meu amor? 

— Foi legal, eu estou aprendendo a ler e a professora disse que eu estou aprendendo muito rápido. — Disse de forma orgulhosa. — Nós também brincamos no parquinho, eu subi bem alto em um dos brinquedos e nem tive medo de cair. 

— Isso explica a cor da sua camiseta. — Ela riu e fez uma careta, a blusa branca estava suja de tanto a garotinha brincar. 

— Demi? — Demi virou-se e sentiu o coração acelerar quando viu Joseph, Wilmer e Adam, o presidente da empresa juntos. O que diabos os três estavam fazendo ali? Eles quase nunca frequentavam aquele restaurante. 

— Que surpresa! — Disse. Aquilo era realmente uma surpresa, ela não esperava que os três fossem amigos e almoçassem juntos. Ela cumprimentou Adam com um breve beijo na bochecha, ele era mais do que um chefe, ele era um amigo. Gostava de conversar com ele e compartilhar experiências profissionais, era aquele tipo de relacionamento que Adam tinha com seus funcionários. 

— Essa é a famosa Alana? — Adam perguntou alisando o cabelo da garotinha. Alana olhou para ele e sorriu um pouco tímida. Os olhos dela eram familiares. 

— Sim, essa é minha filha. — Ela conseguia sentir o olhar de Joseph brevemente sobre ela mas ela não o encarou de volta. — Querida, esses são Adam e Wilmer, amigos da mamãe... e Joseph. — Demi não fazia ideia de como apresentar a filha para Joseph, eles não eram amigos, não eram colegas, não eram nada... apenas duas pessoas que tiveram algo no passado. 

— É um prazer conhecê-los. — A pequena Alana disse cumprimentando todos com um breve aperto de mãos e Demi sorriu orgulhosa da educação que sua filha tinha, ela estava crescendo à cada dia mais e virando uma mocinha. 

— Sua filha é uma graça, Demi. — Adam falou encantando com a garotinha. Alana sorriu e encarou Joseph com certa curiosidade. 

— Obrigada, Adam. — Joseph estava tentando seguir os concelhos de Selena, ficar na dele e aguardar o tempo certo mas isso não impediu que ele não sorrisse para a garotinha. Alana sorriu para Joe de forma tímida e encantadora, quando viu o olhar da menina sobre o seu e o sorriso no rosto dela, Joseph sentiu seu coração bater acelerado no peito. Ele tinha tanta vontade de abraçá-la e protegê-la do mundo. 

— Nós já vamos indo para a nossa mesa, bom almoço, garotas. 

— Obrigada. — Elas disseram em uníssono. Alana acenou para eles mas seus olhos estavam focados em apenas uma pessoa: Joseph! Assim como Joseph olhava a cada minuto para a garotinha — Querida, o que foi? — Demi perguntou olhando para a mesma direção em que a filha olhava. Ela estava começando a ficar incomodada com aquela troca constante de olhares entre os dois. 

— Não é nada, mamãe. — Alana disse balançando a cabeça e sorriu quando o garçom trouxe os pedidos delas.

Joseph sentou em volta da mesa e ergueu as mangas da sua camisa social. Ele não era muito acostumado à usar roupas sociais mas como estava responsável por entrevistar e contratar novos funcionários para a sua obra, ele estava vestido roupas mais formais. — Como está a contratação, Joe? — Adam perguntou entrelaçando suas mãos e as repousando em cima da mesa.

— Está caminhando, depois do almoço tenho mais três entrevistas e creio que se tudo ocorrer bem já teremos todos os funcionários que precisamos para dar início à obra.

— Eu passei o projeto da Sra. Parker para Demi. Como a participação dela no projeto de Westwood vai demorar um pouco pra acontecer, eu resolvi passar pra ela. É um projeto simples de redecoração e creio que Demi vai se sair bem, sem contar que ela vai aprender bastante, vou estar supervisando-a de longe.

— Você é o supervisor dela e se acha que ela é capaz de fazer esse projeto sozinha, eu confio em você. Eu sei o quanto Demi é eficiente. — Sorriu. — Eu estou feliz que as coisas estejam caminhando perfeitamente bem na empresa. Vocês já arrumaram uma garota para levarem ao jantar beneficente de sábado? — Perguntou com um sorriso de lado. Adam tinha sessenta e cinco anos e era solteiro, já havia passado por dois casamentos e tinha um filho adolescente fruto do seu segundo casamento.

— Eu convidei Demi para me acompanhar. — Adam olhou surpreso para Wilmer e depois para o sobrinho que parecia um pouco desconfortável com aquela situação.

— E ela aceitou? — Perguntou olhando brevemente para a mesa de Demi que não estava muito distante, ela olhava para a filha e prestava atenção em cada coisa que a pequena dizia. 

— Sim, ela aceitou. — Wilmer sorriu e Joseph abriu o cardápio tentando ignorar aquela conversa, será que Demi gostava de Wilmer? Será que ela seria capaz de se apaixonar por ele? Joseph desviou o olhar brevemente para ela e suspirou. O brilho no olhar dela era a coisa mais linda, e o sorriso era o mais contagioso que havia naquele restaurante.

— E você, Joe. Já arrumou uma garota?

— Sim, eu já tenho uma companhia. — Ele deu os ombros e quando o garçom se aproximou deles, fez seu pedido. O garçom anotou os pedidos e se retirou rapidamente lhes dando privacidade. — E o senhor, já arrumou alguma mulher pra te fazer companhia ou a idade está chegando? — Joseph falou brincalhão fazendo eles rirem. Demi olhou brevemente para a mesa e sentiu seu coração acelerar no peito ao ver o sorriso animado estampado no rosto de Joseph.

— Oh querido, irei apresentar minha nova namorada para vocês, eu posso ser velho mas ainda funciono bem. — Piscou fazendo Joseph e Wilmer rirem.

Demi levantou-se assim que pagou a conta do restaurante com o cartão de crédito. Ela colocou sua bolsa no ombro e segurou a mão da filha. — Eu vou levar vocês. — Demi disse enquanto caminhava para fora do restaurante. Kristen abraçou a amiga pelos ombros e sorriu maliciosa. — O que foi? — Perguntou estranhando o comportamento da amiga mas pela expressão no rosto da amiga, sabia que não iria sair nada de bom. 

— Dem, eles são quentes! — Disse sorrindo de lado. Wilmer e Joseph juntos eram a visão do paraíso e Adam não ficava para trás, apesar da idade, ele estava muito bem. Demi não poderia negar, eles pareciam irmãos, tinham a mesma altura, o mesmo porte físico e eram morenos. Céus. — Você é uma mulher de sorte, já tirou a casquinha de um e está quase tirando a casquinha de outro. — Kristen disse se referindo à Joseph e Wilmer. Demetria riu baixinho e colocou o óculos de sol. 

— Do que vocês estão falando? — Alana perguntou confusa. Kristen abriu a porta do banco de trás para a garotinha adentrar no carro e fechou logo em seguida. 

— Sobre sorvete de casquinha. — Kristen falou adentrando no carro. Ela colocou o cinto de segurança e riu quando Demi riu baixinho ao seu lado. Kristen era a melhor pessoa da face da terra e Demi sentia-se tão sortuda por tê-la em sua vida. 

— Eu quero sorvete! — Lana falou animada no banco de trás. 

— Nada disso, mocinha! Você comeu um belo pedaço de burrito e ainda um pedaço de torta de chocolate, sua cota de doces já estourou por hoje. 

— Isso não é justo. — Cruzou os braços e fez um biquinho. Demi deu partida no carro ignorando a cara emburrada da filha, sabia que se deixasse levar faria todas as vontades da pequena e ela precisava aprender a ouvir não. 

— Se você ficar emburrada eu não vou deixar você ir dormir na casa da Julia no final de semana. — Demi falou olhando para a filha através do retrovisor, Alana rapidamente desfez da cara emburrada e pediu perdão para a mãe. Julia era uma amiguinha da escola que completaria ano no final de semana e estava convidando as amiguinhas para uma festa do pijama. 

Kristen ligou o som do carro fazendo Alana gritar animada quando ouviu as vozes das quatro garotas da Little Mix. Demi riu olhando para a filha através do retrovisor e cantou junto com a pequena. — Take a sip of my secret potion, i'll make you fall in love, for a spell that can't be broken, one drop should be enough, boy you belong to me... — O restante do caminho foi cheio de cantoria e risadas. Assim que estacionou o carro em frente a escola de balé, Demi desceu com a filha e adentrou na escola. — Eu venho te buscar cinco horas, o.k? — Falou. Demi cumprimentou a recepcionista com um sorriso e virou-se para a filha. — Boa aula, meu anjo.

— Obrigada, mamãe. Amo você! — Alana mandou um beijo no ar para Demi e entrou na sala aonde fazia as aulas. Demi voltou para o carro e adentrou dando partida logo em seguida, ela deixaria Kristen no estúdio e voltaria para a empresa. 

— Já pensou no que vai vestir no sábado? Tem que ser algo sexy e comportado ao mesmo tempo. — Demi fez uma careta e Kristen riu. — O que foi? Você precisa tirar esse atraso, creio que é por isso que anda tão estressada, falta de sexo causa isso nas pessoas...

— Ei, eu não sou uma mulher estressada.

— Isso é o que toda mulher estressada diz, quantos meses faz que você não transa? 

— Que diabos de pergunta é essa? — Perguntou assim que parou o carro em um sinal vermelho. Kristen riu e encarou a amiga. 

— Eu estou falando sério, Dem. Aposto que faz mais de dois meses!

— Um mês e alguns dias... — Sentiu as bochechas corarem.

— Danada, foi com o Luke? — Demi revirou os olhos e assentiu. Luke era um colega que fazia faculdade junto com ela, ele era mais velho, tinha os olhos azuis, o cabelo loiro... ele era bonito e fora apenas algumas transas casuais, nada muito sério. — Está na hora de liberar esse estresse todo... só para de pensar muito e aproveita, se você não gosta dele e não sente nada por ele à ponto de virar um romance, aproveita só o sexo. Só porque você é mãe não quer dizer que você não tenha suas necessidade.

— Muito obrigada pelo conselho que eu não pedi. — Falou irônica, Kriten riu e mostrou-lhe a língua.

***


Selena caminhava de modo apressado pelos corredores da empresa! Por que diabos aquela empresa tinha que ser tão grandes? Ela apostava que já havia passado por aquele corredor umas três vezes e o pior era que não tinha ninguém para lhe passar uma simples informação. Seu celular vibrou no bolso traseiro da calça jeans, era uma mensagem! Ela estava distraída respondendo uma de suas amigas que acabou esbarrando em alguém. — Oh, desculpe-me! — Disse e quando levantou a cabeça se surpreendeu ao ver Demi. Vê-la tão de perto era tão diferente. — Demi? 

— Selena. — Demi estava tão surpresa quanto ela! Não bastava Joseph e agora tinha Selena também? Só faltava seus pais!

— Nossa, como você está diferente. — Falou sem saber ao certo o que dizer. Elas nunca foram melhores amigas e por isso Selena não sabia ao certo o que dizer ou como agir. 

— Pois é, as pessoas mudam. — Disse do modo frio e colocou uma mecha que desprendeu do seu rabo de cavalo atrás da orelha. — Eu preciso ir pra minha sala. 

— Espera. — Pediu segurando Demi pelo braço. — Você pode me dizer aonde é a sala do Joe? — Demi a olhou com uma das sobrancelhas arqueadas como se lhe perguntasse se ela estava mesmo fazendo aquela pergunta. 

— À sua esquerda tem uma secretária, você pode perguntar pra ela. — Falou de maneira grossa e saiu andando sem olhar para trás. Selena revirou os olhos e não demorou para encontrar a secretária. Será que Demi tinha raiva dela? 

— Com licença, eu estou procurando a sala do Joseph Jonas.

— Só um momento. — Bella assentiu enquanto ligava para a sala de Joseph, ela trocou algumas palavras com ele e sorriu de forma simpática para Selena. Parecia que todos estavam de mal humor naquela empresa. — Ele está esperando por você, primeira porta à esquerda. — Selena assentiu e caminhou rapidamente até lá, ela adentrou na sala sem bater e sorriu ao avistar o amigo atrás da mesa analisando alguns papeis, ele ficava tão diferente quando estava vestindo terno.

— Essa empresa parece mais um labirinto. — Reclamou e puxou uma cadeira disponível para sentar.— Acabei de esbarrar com a Demi, ela me olhou com uma cara... acho você não é o único de quem ela tem raiva.

 — Vocês nunca foram melhores amigas. — Joseph disse sem tirar os olhos dos papeis. — E não tratava ela de uma maneira amigável.

— Sim, mas tudo o que eu fiz era pra tentar alertá-la sobre o cafajeste que você era, ela que não me deu ouvidos e eu nunca fiz nenhum mau à ela.

— Muito obrigada pela parte que me toca mas o que você está fazendo aqui, Selena? — Perguntou sem tirar os olhos dos papeis que estava assinando, ele tinha tanta coisa pra fazer.

— Você fica tão chato quando está sentado atrás dessa mesa, eu vim conhecer a empresa que meu melhor amigo trabalha! — Sorriu e acomodou-se melhor na cadeira, ela esticou os braços em uma forma de se exercitar e cruzou as pernas. — Na verdade eu estava caminhando por aí, conhecendo Los Angeles e acabei passando por aqui. — Mostrou as sacolas de compra de várias lojas diferentes. Selena havia feito um pequeno tour pela cidade e estava completamente apaixonada! Los Angeles era uma cidade linda e muito animada. — Eu estou louca para conhecer as praias, devem ser lindas.

— Nós podemos ir no final de semana, ver o pôr do sol como fazíamos quando eramos adolescentes que queria fugir do mundo! — Joseph olhou para Selena com um pequeno sorriso nos lábios.

— Você sente falta dela?

— O tempo passou Selena, as coisas mudaram, mas... se eu pudesse voltar atrás nunca teria aceitado aquele trato, nunca teria feito o que eu fiz, ou talvez eu teria falado a verdade pra ela, tinha dito as minhas intenções e quando os sentimentos ficassem maior, teria conversado sobre isso e tentado arrumar as coisas com Sophie também.

— As coisas vão se ajeitar mas no tempo certo. — Selena sorriu e segurou a mão dele de modo firme, lhe passando segurança.

--

oi meninas, como vocês estão?
eu estou bem e cheia de trabalhos pra fazer, não aguento mais!
voltei com mais um capítulo, o que vocês acharam? eu espero de coração que vocês tenham gostado. 
eu volto assim que puder com o próximo, o.k? | respostas dos comentários aqui 
beijos.


31/10/2017

11. Discovery


Selena não teve nenhuma dificuldade para entrar no condomínio que Joseph morava. O porteiro já estava avisado que ela viria e por isso não teve grandes problemas, bastou apenas se identificar. Quando as portas do elevador se abriram no décimo andar, ela sorriu. Joseph esperava a amiga na porta do apartamento e também sorria, fazia muitos meses que eles não se viam. Selena largou a mochila preta no chão e correu para abraçá-lo. — Meu Deus, que saudades! — Exclamou fechando os olhos enquanto sentia os braços do melhor amigo em volta da cintura. — Você não vai acreditar quando eu te disser quem eu acabei de ver aqui perto. — Selena disse afobada. Joe riu baixinho e separou o abraço dando espaço para ela adentrar no apartamento, ele pegou a mochila dela e adentrou logo em seguida. 

— Eu também senti sua falta, Selena. Como você está? Eu estou bem, obrigado por perguntar. — Joe disse de forma irônica e Selena revirou os olhos, ela sentou-se no sofá e retirou os tênis, seus pés estavam doloridos. 

— Eu estou falando sério, Joe. Eu acabei de ver a Demi. A mesma Demi pela qual você foi apaixonado há alguns anos atrás, a mesma Demi que sumiu do dia pra noite e que você ficou igual um idiota procurando por ela. Você consegue acreditar? Eu sei que é muita informação, nem eu acreditei que realmente era ela, mas eu sei o que eu vi.

— Eu sei, Selena. Nós trabalhamos juntos. — Joseph deitou-se no sofá maior e olhou para Selena que lhe olhava com o cenho franzido. 

— Espera aí... você e Demetria estão trabalhando juntos? Trabalhando juntos na empresa do seu tio e você só me fala isso agora? — Ela levantou do sofá em um pulo sem acreditar no que estava ouvindo. Por mais que os anos estivessem passado, Selena acompanhou Joseph por todo esse tempo, ela esteve ao lado dele quando ele descobriu que Demetria havia ido embora, ela esteve ao lado dele quando ele havia ido parar no Texas atrás de Demi. Era muito informação para sua cabeça. — Seu filho da puta, eu te liguei duas vezes essa semana e você não me disse nada! Como você guarda uma informação tão importante como essa apenas pra você? — Disse dando um belo tapa no braço de Joseph, ele fez uma careta e alisou o local agredido, os tapas dela ardiam. 

— Eu ainda nem digerir o que realmente está acontecendo, tudo está acontecendo muito rápido. Tudo o que eu sei é que ela veio para Los Angeles depois que descobriu que eu a usei. — Ele suspirou pensando em toda aquela situação. Joseph não gostava de pensar daquela maneira, tudo o que eles haviam vivido no passado havia sido real, ele realmente gostou dela, gostou como não tinha gostado de nenhuma outra garota mas olhando para a situação como um todo, ele tinha consciência de que havia usado Demetria, ele iria casar com outra e mesmo assim quis ficar com ela. Ele havia usado Demetria e Sophie. — Nós nos encontramos no escritório do meu tio, tudo o que eu sei é que ela faz faculdade de Arquitetura e é estagiária lá na empresa, nós estamos trabalhando juntos em um projeto. 

— Então vocês estão conversando normalmente? Ou ela te odeia e faz da sua vida um inferno? 

— Nem um, nem outro. Nós apenas tratamos assuntos relacionados ao nosso trabalho, ela não deixa eu tocar em nenhum assunto sobre a sua vida pessoal ou sobre o que aconteceu entre a gente. 

— Eu entendo ela, se fosse eu já teria feito você ser expulso daquela empresa. — Selena deu os ombros e sorriu como um anjinho. — Você sabia que ela tem uma filha? A menina é uma gracinha e se parece muito com ela. — Joseph franziu o cenho e se acomodou melhor no sofá. Filha? Do que diabos Selena estava falando? 

— Filha? — Perguntou confuso. 

— Sim, você não sabia? Eu encontrei ela em frente à escola de balé que tem aqui do lado, sabe? Ela estava com uma garotinha de cinco ou seis anos de idade, eu ouvi perfeitamente quando a menina chamou ela de mãe. — Por que seu coração batia de forma tão acelerado? — Será que ela se casou?— Joe teve que respirar fundo várias vezes para não surtar, a ideia de ver Demi casada com outra pessoa lhe assustava tanto e ele nem sabia o porquê. 

— Eu... eu não sei nada sobre a vida pessoal dela, eu nem sabia que ela tinha uma filha. 

— Talvez ela não quisesse que você soubesse. — Deu os ombros e sentou ao lado dele no sofá, sabia quanto o assunto "Demi" era delicado pra ele. — Ela ficou ainda mais bonita, não acha? O tempo só fez bem pra ela e dá pra ver de longe o quanto ela amadureceu. 

— Ela está linda! — Pensou alto e suspirou. Demi ainda continuava sendo a garota mais linda que ele já tinha visto, apesar de ser poucas as vezes que viu ela sorrindo dentro da empresa, o sorriso dela continuava sendo o mais bonito, capaz de iluminar a vida de quem estava por perto. — Como você reagiu quando a viu? 

— No primeiro momento eu não acreditei que era realmente ela, foi um choque pra mim! Ela entrou na sala do meu tio para pedir pra sair mais cedo e eu estava lá... — As coisas estavam começando a fazer sentindo na cabeça dele. O choque de revê-la havia sido tão grande que passou despercebido mas o motivo pelo qual Demi havia pedido pra sair mais cedo era porque Alana havia se acidentado na escola... seria Alana a filha dela? 

Apartamento da Demi 
05:45 da tarde

Demi destrancou a porta do seu apartamento e deu espaço para Alana entrar. Ela fechou a porta, retirou os saltos deixando em um cantinho perto da porta e colocou sua bolsa em cima do sofá. Demi caminhou até a cozinha e colocou o saco de pães e rosquinhas em cima do balcão. Alana jogou a mochila em cima do sofá e retirou os sapatos os chutando para longe. — Eu estou faminta. — Disse caminhando apenas de meias até a cozinha. A pequena ficou na ponta dos pés para alcançar o saco de rosquinhas e sorriu satisfeita quando conseguiu. — Mamãe vai ter uma peça sobre o Mágico de OZ na escola. — Falou e deu uma mordida na sua rosquinha. Demi sorriu e pegou dois copos para servir o suco natural de maracujá. — A professora disse que vai escolher os personagens na próxima semana, eu quero muito ser a Dorothy. 

— Eu tenho certeza que você vai ser a Dorothy mais bonita que eu já vi em toda a minha vida. — Demi deu um beijo no topo da cabeça da filha e lhe entregou o copo de suco. 

— Você acha? — Perguntou em dúvida, Demi assentiu e sentou ao lado da filha. 

— Claro que sim, amor. Você é uma menina muito esperta e vai ser uma Dorothy perfeita. — Alana sorriu e se inclinou para dar um beijinho de esquimó no nariz da mãe. Demi não queria que a sua filha tivesse medo de nada, queria que ela crescesse e se transformasse em uma garota forte e independente, capaz de correr atrás dos seus objetivos e lutar pelo seus sonhos. — A senhorita tem lição de casa? — Perguntou dando uma mordida em sua rosquinha, Lana assentiu e bebeu um gole do seu suco. 

— Tenho lição de matemática, você vai me ajudar? 

— Eu preciso ir pra faculdade, anjo. Mas tenho certeza que a sua tia vai te ajudar. 

— Por que você precisa ir pra faculdade, mamãe? Eu sinto falta de dormir com você e assistir desenho até tarde. — Demi sorriu e colocou uma mecha de cabelo da garotinha atrás da orelha. 

— Eu preciso ir pra faculdade pra conseguir um trabalho melhor. — Alana assentiu um pouco pensativa e encarou a mãe. 

— Seu trabalho não é bom? 

— É sim querida, mas ele pode ficar ainda melhor. Você ainda é muito pequena pra entender, mas eu prometo que no final de semana vamos dormir agarradinhas e vamos assistir seus desenhos favoritos até tarde, comendo muita pizza e chocolate. O que acha? — Alana sorriu animada e assentiu batendo palmas. 

— Mamãe, você acha que meu pai ficaria orgulhoso de mim? — Demi quase deixou seu copo de suco cair no chão quando ouviu a pergunta da filha. Ela colocou o copo em cima da balcão e suspirou. Por que Alana insistia tanto naquele assunto? Céus, era alguma brincadeira?

— Claro que sim, Lana. 

— Quando ele vai voltar? Essa viagem já durou muito tempo, não acha? 

— Em breve, filha. — Demi levantou-se sentindo um pouco desconfortável com aquele assunto, ela sempre ficava assim quando a filha tocava no assunto "pai". — Eu vou subir pra tomar banho, quando você terminar faça o mesmo, o.k? Qualquer coisa é só me gritar. — A pequena assentiu e voltou a sua atenção para sua rosquinha. Demi subiu as escadas em direção ao quarto e retirou seu blazer. Ela adentrou no banheiro, retirou a calça social e a camisa. Ultimamente ela estava se sentindo um pouco perdida, não sabia o que fazer em relação à Joseph, não sabia o que fazer em relação à Alana perguntando frequentemente sobre o pai... sabia que aquela fase iria chegar, só não sabia que seria tão cedo e que iria pegá-la tão desprevenida. Demi se livrou das peças intimas e adentrou no box, ela ligou o chuveiro e deixou que a água quente aquecesse seu corpo.

Assim que terminou seu lanche, Alana colocou o copo em cima da pia e foi até a sala. Ela ligou a televisão, pegou uma caixa de lápis e algumas folhas de sulfite que ficava em cima da mesinha de centro. A garotinha sentou-se no tapete peludo da sala e começou a desenhar. O som da campainha ecoou pelo apartamento fazendo ela franzir o cenho, quem seria? Como não podia abrir a porta sem permissão, Alana gritou um "Já vai!" e subiu as escadas correndo em direção ao quarto da mãe. — Mamãe, tem alguém na porta. — Disse adentrando no quarto. Demi estava no closet vestindo sua calça jeans.

— Acho que é a sua tia, atende e me grita, o.k? Já estou descendo. — Alana assentiu e desceu as escadas correndo. Ela pulou os últimos degraus da escada e correu até a porta, a pequena girou a chave na fechadura duas vezes e abriu a porta.

— Posso ajudá-lo? — Perguntou de forma educada e um pouco receosa. Não eram muitos os homens que vinham até a sua casa e os que vinham, ela conhecia.

— Oi, a Demi está? — Joseph perguntou olhando para a garotinha com certa curiosidade. Ela era tão bonita e familiar, tinha algo sobre ela que ele não sabia explicar, seu coração batia de forma acelerada no peito e suas mãos suavam. 

— Só um momen...

— Filha, quem está na... — Demi parou assim que viu Joseph, ela arregalou os olhos e sentiu as pernas tremerem. Ela não queria acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. — Alana sobe pro seu quarto agora! — Disse de maneira autoritária. 

— Mas...

— Eu disse AGORA! — Gritou. Alana subiu as escadas correndo preferindo não desobedecer a mãe, ela sabia que deixar a sua mãe irritada não era uma boa opção. Demi fechou a porta do apartamento atrás de si e encarou Joseph com uma cara nada boa. — O que diabos você está fazendo aqui, Joseph? Você enlouqueceu? Você está ultrapassando todos os limites possíveis e impossíveis. Como diabos você conseguiu meu endereço? 

— Você tem uma filha! 

— Isso não é da sua conta! — Demi respondeu exaltada, ela não queria acreditar que ele realmente estava ali parado na frente do seu apartamento, aquilo era muita audácia da parte dele e ela não iria permitir. — Quando é que você vai entender que a minha vida pessoal não lhe interessa? Se eu sou mãe, se eu sou avó... não é da sua conta, Joseph. Que inferno!

— Eu não vou sair daqui sem uma explicação, Demi. Eu mereço não acha? Eu fiquei cinco anos procurando por você, mesmo depois de casado... você simplesmente cavou um buraco e se enfiou dentro, ninguém vai embora por causa de um coração partido, Demi. Tem muito mais do que isso, eu sei que tem e eu não vou te deixar em paz enquanto você não me disser a verdade.

 — Qual é a sua moral pra vim aqui na minha casa pedir explicações, Joseph? Você me usou, você me fez de outra, você brincou com os meus sentimentos! Você não merece porcaria nenhuma vindo de mim e eu não vou tolerar essa merda, eu não vou tolerar você vindo até a minha casa me cobrar algo que você não tem direito. Eu não pedi pra você procurar por mim, você fez porque você quis. 

— Quantos anos ela tem? Quem é o pai dela? Você não tem nenhuma aliança no dedo, Demi. Você não é casada. 

— VAI PRO INFERNO, SEU FILHO DA PUTA! — Demi gritou sem paciência nenhuma. Ela deu um passo à mais ficando ainda mais próxima de Joseph. Quem ele pensava que era para cobrar satisfação da sua vida? — Se eu sou casada, solteira ou viúva não te interessa. O que faço da minha vida não te interessa, agora sai daqui ou eu vou ser obrigada à chamar os seguranças. Nunca mais pise seus pés aqui ou você vai se arrepender, eu não sou mais aquela garotinha manipulável, Joseph. Eu posso fazer da sua vida um verdadeiro inferno. — Quando as portas do elevador se abriram, Kristen e Ryan saíram de lá e olharam confusos para Demi e Joseph. — Vai embora e nunca mais ouse pisar seus pés aqui se não as coisas vão ficar feias pra você. — Demi disse mais uma vez e adentrou em seu apartamento sem olhar pra trás, ela bateu a porta com força sentindo suas mãos tremerem, ela estava nervosa. 

— Demi, o que aconteceu? — Kristen perguntou assim que adentrou no apartamento, ela se aproximou da amiga e franziu o cenho confusa, quem diabos era aquele cara e por que Demi estava tão irritada? 

— Eu vou matar aquele desgraçado, eu vou acabar com a vida dele, ele vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho. — Disse caminhando de um lado pro outro, ainda sentia a adrenalina correndo pelas suas veias, ela estava tão irritada que se Joseph ainda estivesse em sua frente, ela já teria arrancado o pescoço dele com suas mãos. 

— O que ele fez? Quem era ele? 

— Você acredita que aquele desgraçado veio aqui me questionar sobre eu ter uma filha? Ele se achou no direito de me questionar, ele me usou, brincou com os meus sentimentos e agora se acha no direito de questionar sobre a minha vida pessoal? 

— Não me diga que... 

— Que ele é o pai da Alana? — Demi riu irônica.  Ele é o cara que enfiou o pênis no meio das minhas pernas e me engravidou, mas se depender de mim nunca vai saber e nunca vai chegar perto da minha filha. Alana não tem pai, ela nunca precisou de um e não vai ser agora que vai precisar. 

— Amiga, calma.

— Não me peça pra me acalmar, Kristen. Eu estou com medo, e se ele conseguir descobrir? Eu deveria ter pego a minha filha e ido embora daqui assim que descobri que iria trabalhar com ele, essa situação toda não vai melhorar, tudo tende à ficar pior e pior. 

— Você sabia que em algum momento isso iria acontecer, Demetria. Ou você realmente achava que Alana nunca iria perguntar sobre o pai? Quando Alana tiver seus quinze ou dezesseis anos ela vai querer saber quem é o pai dela, quando ela fizer dezoito anos nada vai impedi-lá de ir procurar por ele.

— Enquanto ela for dependente de mim, eu vou protegê-la de tudo e de todos. Eu não vou permitir que ele chegue perto dela, se eu tiver que pegar as minhas coisas e ir embora, ninguém vai me impedir. 

— Está agindo como uma criança. 

— Você não é mãe, não tem direito de opinar em nada. — Kristen revirou os olhos e se calou, ela sabia que não valia à pena argumentar contra Demi quando ela estava exaltada, ela não escutava ninguém além dela mesma. Era cabeça dura como só ela sabia ser. 

— Ele já foi embora. — Ryan falou adentrando no apartamento. Ele tocou o ombro de Demi e ela tapou o rosto com as duas mãos, as lágrimas inundaram seu rosto e ela desabou. Demi se sentia sobrecarregada, tinha tantos problemas e ela só tinha vinte e três anos, era uma carga muito pesada e às vezes ela achava que não iria conseguir suportar. Ryan puxou ela gentilmente pelo braço e a abraçou apertado pelos ombros. 

— Eu estou com tanto medo dele tirar a minha menina de mim. 

— Ei, isso não vai acontecer, nós não vamos deixar. Nós estamos aqui pra você, você sabe que não precisa carregar o peso do mundo sozinha, não sabe? — Ele afagou os cabelos dela e Demi assentiu enquanto suas lágrimas molhavam a blusa do melhor amigo. — Nós não vamos deixar que nada aconteça com você e nem com Alana. 

— Você é uma cabeça dura e quer tudo do seu jeito mas nós te amamos, sua anã. — Kristen disse abraçando a amiga por trás. Demi sorriu e entrelaçou suas mãos, era tão bom saber que não estava sozinha e que tinha pessoas ao seu lado que lhe apoiavam acima de qualquer coisa. 

— Eu também amo vocês. — Disse baixinho. Ela separou o abraço e olhou para cima, Ryan beijou-lhe na testa e limpou suas lágrimas com o dedão.

— Mamãe? — Alana chamou do topo da escadas com um certo receio, ela estava com medo da mãe ainda estar brava mas assim que viu o tio parado no meio da sala, ela desceu as escadas correndo e pulou nos braços dele. — Tio Ryan!

— Oi minha princesinha, como você está? — Perguntou alisando o cabelo da garotinha. Alana sorriu e passou os braços em volta do pescoço do tio. — Eu senti sua falta lá na padaria pra me ajudar a preparar as tortas.

— Eu também senti falta de ir te ajudar, tio, mas a mamãe está muito ocupada com o trabalho e a faculdade e quase não temos tempo pra nada. — Ela falou como uma pequena adulta, Ryan riu e deu um beijo na bochecha da garotinha.

— Sua mãe é uma mulher ocupada, Lana, mas talvez eu posso vim buscá-la no final de semana para fazermos uma torta de morango deliciosa, o que acha?

— Eu acho uma ótima ideia. — Demi sorriu observando a filha, sua garotinha era tão preciosa. Ela aproveitou que a filha estava entretida com Ryan e caminhou até a cozinha.

Flashback on

O gel gelado em volta da sua barriga era uma sensação estranha mas isso não impedia que o coração batesse forte no peito. Era a primeira vez que ela iria ver seu bebê, sua primeira ultrassom, ela ia escutar o coração do seu bebê batendo e ela estava ansiosa. Demetria estava sozinha no consultório da médica, sua avó apenas marcou a consulta. Dianna também era médica e não pode ficar para fazer parte daquele momento. A médica posicionou o aparelho em seu ventre e não demorou muito para que a imagem de um pequeno bebê em formação aparecesse na tela que havia ao seu lado. — Aqui está a cabecinha dele. — A doutora disse indicando na tela, Demi sorriu sentindo algo que nunca tinha sentindo antes, era uma sensação única, seu coração batia tão acelerado no peito. — Ele está se desenvolvendo muito bem, você está fazendo um ótimo trabalho. — Falou enquanto passava o aparelho pela barriga pouco avantajada de Demi. 

— Eu consigo ver o narizinho, os olhinhos e a orelhinha. — Demi falou de forma ansiosa, ela estava tão feliz mesmo com sua vida estando um verdadeiro caos. No começo estava assustada e com medo mas agora estava mais acostumada com a ideia de ser mãe e estava gostando. 

— Você realmente está certa, Demi. — A médica sorriu e passou o aparelho pelo outro lado da barriga. — Vamos ouvir o coração. — Elas ficaram em silêncio e não demorou muito para que os batimentos cardíacos do bebê ecoassem levemente pela sala. Demi não conseguiu controlar sua emoção e deixou que as lágrimas rolassem livremente pelo seu rosto. — Seu bebê está se desenvolvendo perfeitamente bem, Demetria. Você está com três meses e duas semanas, creio que quando completar quatro meses conseguiremos ver o sexo dele. 

— Não dá pra ver agora? Minha vó disse que com três meses já é possível ver... 

— Sim, mas hoje o seu bebê resolveu ficar com as perninhas fechadas, ele quer fazer suspense. — Brincou e Demi riu limpando as lágrimas, ela se sentia feliz e completa... mas de alguma forma ainda faltava algo, ou melhor alguém, ela queria tanto que Joseph estivesse ali com ela, com suas mãos entrelaçadas e ele tão emocionado quanto ela ao ouvir os batimentos do coração do seu bebê. 

Flashback off

 Demi? — Kristen lhe chamou. Demi balançou a cabeça e virou-se encarando a amiga. Ela estava tão perdida em seus pensamentos que nem percebeu quando Kristen adentrou na cozinha. — Estou te chamando há cinco minutos, essa sua cabeça parecia estar voando longe. 

— Estava me lembrando da primeira vez que eu ouvi o coração da Lana bater. — Sorriu e limpou uma lágrima solitária que desceu pela bochecha. Quando ela olhava pra trás e via o quanto batalhou para chegar aonde estava com sua filha, ela se sentia a mulher mais guerreira do mundo. Tudo o que Demi tinha e tudo o que ela conquistou havia sido com esforços e lutas, nada pra ela veio de mão beijada. 

— Você sempre fica emocionada quando lembra sobre esses momentos. — Kristen riu e encostou-se no balcão da cozinha. — Lembra quando ela andou pela primeira vez? Esse apartamento estava uma verdadeira bagunça e nós estávamos tentando gravar o primeiro passo dela mas a câmera desligou e quando a câmera desligou ela andou até você. — Demi riu e assentiu. 

— Eu me lembro, você não sabia se ria ou se chorava, acabamos comemorando com comida mexicana. — Sorriu lembrando-se daqueles pequenos momentos felizes.
 Quando Alana começou a correr pela casa, a Sra. Jenner vinha aqui todos os dias reclamar do barulho. — Elas riram e Demi encostou a cabeça no ombro da amiga, aquele apartamento tinha boas histórias. 

— Aquela velha até hoje é um verdadeiro atraso para nossas vidas. — Demi suspirou e assentiu fechando os olhos. A Sra. Jenner morava no apartamento abaixo do de Demi e sempre que tinha uma oportunidade ia até lá fazer uma reclamação. — Você não vai pra faculdade hoje? — Demi negou com a cabeça. Ela queria ficar com sua filha deitada e assistindo filmes até tarde. — Tem certeza que não sair prejudicada? A faculdade está quase no fim e a sua semana de provas está chegando.

— Eu não vou me prejudicar, minhas notas estão boas. Só quero passar um tempo com a minha filha.


 Apartamento do Joe


— EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO! — Selena gritou tentando controlar sua vontade de dar um belo tapa na cabeça de Joseph. Por que ele tinha que ser tão cabeça dura? Aquilo era mal de homem? Todos eles tinham que agir como babacas imaturos? — Você é um tapado mesmo, homem só pensa com a cabeça de baixo. — Resmungou e logo em seguida deu uma mordida na sua pizza. — Você não deveria ter confrontado ela dessa maneira, só vai fazer a raiva que ela sente por você crescer, seu idiota.

— O que você queria que eu fizesse? — Perguntou irritado. — Eu estou desesperado, Selena. Eu não sei o que pensar ou o que fazer, eu só quero uma explicação.

— E você acha que vai conseguir alguma explicação afrontando ela dessa maneira? — A ironia na sua voz era visível.

— Eu mereço respostas, porra. Ela sumiu do dia pra noite e depois de anos me aparece em outra cidade com uma criança. Isso não faz sentindo, Selena. Tem alguma peça fora do lugar que eu preciso encaixar mas eu não sei que peça é essa. — Suspirou e pegou uma fatia de pizza, era de calabresa e parecia estar lhe chamando. 

— Então ela é mãe mesmo?

— Sim, ela é. — Ele não sabia o porquê mas sorriu. Sorriu ao lembrar-se do olhar curioso da menina sobre si, o olhar dela era tão marcante, os olhos verdes eram como esmeraldas e pareciam com os... seus. 

— Ela é casada? 

— Eu não sei, ela ficou exaltada quando eu perguntei quem era o pai da criança... Ela ia chutar as minhas bolas, literalmente. — Disse lembrando-se de como Demi ficou exaltada mas apesar disso, tudo o que ele pensava era na garotinha e na maneira como seu coração acelerou no peito ao vê-la, era algo que ele nunca tinha sentido antes, uma sensação única e ele não sabia como explicar aquela sensação em palavras. 

— Você já parou pra pensar que... — Selena se auto interrompeu e mordeu um pedaço de pizza, não era bom ficar alimentando aquele tipo de coisa na cabeça de Joseph... mas se sua teoria estivesse certa, aquela criança poderia ser filha do Joe. 

— Parou pra pensar no que, Selena? 

— Nada, foi apenas uma besteira que passou na minha cabeça, nada demais. — Deu os ombros e deu um gole em seu refrigerante. — Você tem que parar de pegar no pé dela, Demi não vai falar sobre nada com você se continuar pressionando ela dessa maneira. Eu arrisco dizer que ela ainda guarda raiva, rancor e mágoa pelo o que você fez com ela no passado, porque se essas feridas tivessem cicatrizado, ela não teria problema nenhum em sentar e conversar com você. 

— Eu só quero concertar as merdas que eu fiz.

— Você acha que agindo assim vai conseguir? Demi ainda está sendo boazinha, se fosse eu no lugar dela já teria chutado seu pau ou pior, teria te jogado pela janela daquele prédio e quando a policia viesse atrás de mim, eu colocaria a culpa na TPM. — Selena deu os ombros como se aquilo não fosse grande coisa. 

— Você é diabólica. — Joe resmungou fazendo uma careta e Selena sorriu como um anjinho. 


***

Demi ajeitou os cobertores em volta da cama e deitou ao lado da filha. Elas haviam feito a lição de casa juntas e agora estavam se preparando para assistir um filme.— Está confortável? — Perguntou puxando a garotinha para os seus braços. As duas estavam vestindo pijamas de unicórnios e Alana segurava um balde de pipoca, a pequena encostou a cabeça no ombro da mãe e colocou algumas pipocas na boca. — Que filme a senhorita escolheu?

— Bob Esponja. — Demi riu baixinho e assentiu, já deveria saber que a pequena escolheria aquele filme, era o seu preferido. Demi acomodou-se melhor na cama e começou a fazer cafuné no cabelo da sua garotinha, ela adorava mimar seu  que a cada dia que passava crescia mais. — Eu sou o Bob Esponja, você é o Patrick, a Tia Kris é o Lula Molusco e o Tio Ryan é o Seu Siriguejo. — Alana disse apontando para cada personagem que havia na capa do DVD. Demi riu e beijou-lhe o topo da cabeça.

— Sua tia é a cara do Lula Molusco, principalmente de manhã. — Falou brincalhona lembrando de como a amiga era mau-humorada durante a manhã, principalmente quando acordava cedo. Elas focaram sua atenção no filme, elas riam de algumas cenas e comiam besteiras como se não houvesse amanhã, geralmente havia regras sobre comer besteiras em dia de semana mas Demi havia aberto uma exceção naquele dia. Quando o filme terminou já era quase nove horas da noite. Alana já bocejava nos braços da mãe e coçava os olhinhos sonolenta. — Acho que já está na hora de uma mocinha ir dormir. — Lana sorriu preguiçosa e acomodou-se na cama da mãe.

— Eu posso dormir aqui de novo? É tão bom dormir abraçada com você, mamãe. — Falou passando os braços em volta da cintura de Demi.

— Eu aposto que isso tudo é preguiça de ir para o seu quarto. — Demi brincou e fez cócegas na barriga da menina, fazendo a pequena se contorcer rindo. — Eu vou apenas levar essa bagunça lá pra baixo e já volto, enquanto isso a senhorita pode ir escovar os dentes. — Alana assentiu prontamente enquanto Demi juntava a bagunça que elas haviam feito para levar até a cozinha.

Quando voltou para o quarto, a pequena Alana estava no banheiro escovando os dentinhos, Demi ajudou a menina e logo em seguida escovou os seus, assim que terminou, Demi ajeitou a filha na cama, apagou as luzes do quarto deixando apenas o abajur acesso e deitou ao lado da filha. Alana virou-se para Demetria e sorriu colocando uma mecha do cabelo da mãe atrás da orelha, assim como Demi fazia com ela. — Mamãe, quem era aquele homem que veio aqui mais cedo? — Perguntou curiosa.

— Ele trabalha comigo na empresa. — Disse tentando ao máximo poupar suas palavras e escolhendo bem o que diria, crianças naquela idade eram tão curiosas e ela não queria ter que explicar pra filha a real situação, não agora.

— Você não gosta dele? — Demi respirou fundo tentando achar as palavras certas para usar, às vezes era tão difícil lhe dar com crianças. — Por que você ficou tão brava quando viu ele?

— Não é isso, amor... Nós trabalhamos juntos na empresa e... e nós brigamos algumas vezes... é coisa de adulto, você não entenderia. — Alana assentiu e sorriu quando a mãe alisou seu rosto.

— Ele não parecia ser uma pessoa má. — O coração bateu acelerado no peito e Demi fechou os olhos tentando controlar sua respiração. — Adultos são complicados, não é mesmo?

— Sim, anjo. Adultos são complicados. — Alana fechou os olhos sentindo o sono cada vez mais próximo. Ela sorriu fraco quando Demi beijou sua testa e lhe desejou boa noite.

— Ele tinha os olhos verdes como os meus. — Oh céus, o que era aquilo? Alana suspirou e deixou que o sono lhe vencesse. Demi sentia seu coração disparar e o sono ir embora, diabos, aquilo não deveria estar acontecendo. Ela fechou os olhos tentando não pensar no desastre que estava por vir mas suas tentativas de dormir foram todas falhas, sua vontade era de comprar duas passagens para longe e fugir. Não estava preparada para passar por aquela situação.

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boa noite meus amores, como vocês estão?
eu estou bem e feliz por voltar com mais um capítulo, espero que gostem. 
eu dei o meu melhor e creio que ele ficou grande para recompensar a demora para postar, me digam o que acharam nos comentários, o.k? por hoje é só, preciso estudar para as provas que infelizmente estão chegando... volto assim que der | respostas dos comentários aqui 
beijos, amo vocês. 


um bebezinho desses bicho

22/10/2017

10. Lonely + Leiam as notas finais


oi meninas como vocês estão?
o capítulo está pequeno e eu sinto muito por isso, mas não podia esperar mais pra postar pra vocês.
espero que gostem, boa leitura. 
ps: não revisei, perdoem qualquer errinho 


Demi deitou-se na cama mas não tinha sono. Ela encarou o teto do quarto e suspirou enquanto sentia seu coração bater de forma acelerada no peito ao lembrar-se de Joseph. Os anos haviam se passado e ela já tinha aceitado o fato de que ela havia sido apenas uma diversão pra ele, o passatempo enquanto ele não entrava em um relacionamento sério com sua noiva. 

Flashback on

Demetria estava na pequena cozinha do apartamento de Joseph preparando um café da manhã especial. As panquecas estavam em um ponto perfeito e ela agradeceu mentalmente porque geralmente suas panquecas sempre queimava. Jason Mraz tocava baixinho na rádio e ela cantarolava junto. A música descrevia como uma pessoa se sentia quando amava alguém e Demi sentia tudo o que descrito na música, sentir as borboletas no estômago, sentir a palma da mão suar, o coração disparar à cada beijo, se sentir segura dentro do abraço dele! Ela enfrentaria o mundo para estar ao lado dele, seria ela e Joseph contra o mundo. 

Demi sentiu os braços de Joseph rodearem a sua cintura e os lábios dele tocar seu pescoço. Ela sorriu e virou-se. — Bom dia! — Ele sorriu, aquele sorriso que deixava qualquer garota louca. Céus, como ele podia ser tão bonito?

— Ótimo dia! — Joe piscou e beijou a bochecha dela, depois o queixo e finalmente os lábios. Demi fechou os olhos e levou suas mãos para os cabelos da nuca dele. Ela partiu o beijo com selinhos molhados, abriu os olhos e sorriu. — Você fica ainda mais linda vestindo minhas camisetas, eu me sinto no paraíso, sabia? — Demi sorriu envergonhada e fechou os olhos quando ele alisou suas bochechas, aos poucos eles começaram a se movimentar ao som da voz serena do Jason Mraz

— O que está fazendo? 

— Dançando com a minha namorada! — Ele respondeu com um sorriso sapeca nos lábios, Demi levantou a cabeça para olhá-lo nos olhos, ela adorava os olhos dele, eram tão bonitos e verdes, pareciam duas esmeraldas. 

— Você não fez nenhum pedido. — Respondeu arqueando uma das sobrancelhas, ele riu e lhe roubou um selinho. 

— Eu não preciso pedir, você sabe que é a minha garota. — Demi sorriu o abraçando pelo pescoço e selou seus lábios em um beijo apaixonado. Ele era o homem da sua vida, ela sabia disso. 

Flashback off


Demi limpou uma lágrima solitária que desceu pela sua bochecha e abraçou o travesseiro vazio ao seu lado. Como ela era uma tola! Ela se apaixonava por qualquer garoto que lhe lançava um sorriso mas havia se apaixonado por Joseph pelo jeito dele viver, ser livre, fazer o que quisesse, sem precisar dar satisfação pra ninguém, viver a sua vida da maneira que bem entendesse! Naquela época era o que ela queria pra sua vida e havia encontrado aquela liberdade através de Joseph.

Demetria respirou fundo e fechou os olhos tentando acalmar seu coração, ela odiava quando se sentia sozinha porque sempre pensava besteiras. Ela sentia falta de alguém para lhe abraçar durante a noite, ela sentia falta de uma pessoa ao seu lado e fazia muito tempo que não tinha alguém. O barulho da porta se abrindo fez ela acalmar seus pensamentos. A pequena Alana adentrou no quarto da mãe vagarosamente e com passos cuidadosos ela foi até a cama. — Alana? — Demi chamou e a garotinha parou aonde estava sentindo seu coração disparar no peito. — Querida, o que foi? — Perguntou sentando na cama. 

— Desculpa mamãe, não era a minha intenção te acordar. — Demi sorriu e chamou a garotinha com as mãos, ela estava vestindo seu pijama de unicórnio que havia ganhado de presente de aniversário. Alana subiu na cama e deitou ao lado da mãe. 

— Você não me acordou, amor, eu já estava acordada. — Falou e colocou alguns fios de cabelo da garotinha atrás da orelha. O cabelo da menina estava grande e ficava caindo em seu rosto. — Você teve pesadelos? — Geralmente quando Alana vinha dormir com ela era porque tivera algum pesadelo. 

— Eu só... senti que precisava vim dormir com você, às vezes a senhora se sente sozinha, não é mesmo? — Demi suspirou e beijou a bochecha da sua menina, aquela garotinha era tudo pra ela, era a sua vida, o ar que ela respirava, até hoje ela não entendia o que tinha feito pra merecer uma filha tão graciosa como a que tinha. — Eu escutei você falando com a tia que tem noites em que você se sente sozinha. 

— Eu amo você, sabia? Do tamanho do universo! — Alana passou um dos seus bracinhos ao redor da cintura da mãe, beijou a ponta do nariz de Demi e sorriu. 

— Eu também amo você, mamãe. — Disse e bocejou logo em seguida. O dia havia sido divertido e ela havia brincado muito na escola e na aula de balé. 

— Boa noite, meu anjinho. 

— Boa noite. — Alana fechou os olhos e Demi beijou-lhe na testa, seu coração estava leve e em paz, aquela paz somente Alana podia trazer para o seu coração. Demi fechou os olhos e rapidamente adormeceu. 

Dia seguinte
Empresa 

Demi estava sentada em sua mesa, havia um grande livro sobre arquitetura e urbanismo em sua mesa e dois cadernos, seu notebook estava ligado e no google ela pesquisava algo sobre a matéria que estava estudando na faculdade, se não colocasse as matérias em dia acabaria se prejudicando na semana de provas que já estava perto. Demetria anotou algo em seu caderno e logo em seguida fitou a tela do notebook lendo alguns trechos que estava no site. — Entra! — Disse assim que ouviu alguém batendo em sua porta, a porta se abriu e Joseph adentrou na sala com algumas folhas nas mãos. 

— Preciso que assine esse termo de compromisso. — Joseph disse se aproximando. Ele entregou algumas folhas pra ela e quando seus dedos se tocaram Demi sentiu uma corrente elétrica por todo seu corpo, aquilo estava errado, ela não deveria sentir aquele tipo de coisas. 

— Termo de compromisso? — Perguntou enquanto lia os papeis. A relação deles era extremamente profissional, Demi não deixava Joseph tocar em qualquer assunto que se relacionava à algo que eles tiveram no passado ou sobre a sua vida pessoal. 

— Nós vamos começar à colocar o projeto em prática e estamos passando por todos os departamento pedindo pra assinar esse termo de compromisso, eu quero que esse projeto saia perfeito e não quero ninguém amarelando no meio do caminho. — Era tão estranho vê-lo falando de coisas tão sérias, antes ele era apenas um menino que vivia sua vida sem nenhuma responsabilidade e hoje ele era um homem formado e que levava a sério o seu trabalho. Demi assinou seu nome na última folha do termo de compromisso e o entregou. 

— Demi, por que você foi embora? — Perguntou a olhando nos olhos, era incrível como os olhos dele era idênticos aos olhos de Alana, o formato puxado a cor verde como esmeraldas, olhar para os olhos dele era como olhar os olhos de Alana. 

— Joseph... 

— Só me responde isso, você sabe que alguma hora nós dois vamos ter que colocar as cartas na mesa. 

— Você sabe muito bem porque eu fui embora, Joseph! Você estava e terno e com um enorme sorriso no rosto, você fez uma linda declaração de amor, se ajoelhou e pediu outra garota em casamento na minha frente. — Ele já sabia que ele era o motivo pelo qual Demi havia ido embora, algo em seu coração lhe dizia que ela havia descoberto sobre seu casamento com Sophie mas ele pensava que não tinha como ela saber, afinal, ele sempre fora muito cuidadoso. — Agora que você já sabe o motivo, espero que só se refira à mim com assuntos sobre a empresa, a minha vida pessoal não interessa à você.  — Ela disse o olhando nos olhos, Joseph apenas assentiu e saiu da sala dela. Ele sabia que seria difícil ter uma conversa clara com ela mas não iria desistir. Joseph podia ter agido como o maior filho da puta da terra mas uma coisa era certa: ele jamais havia amado alguém como amou Demetria!

Demi olhou para o relógio e suspirou, cinco horas da tarde marcava os pontos do relógio, seu expediente já havia acabado à trinta minutos atrás. Ela guardou seus livros, desligou o notebook e pegou a sua bolsa. Estava na hora de buscar Alana no balé. Ed Sheeran tocava baixinho no rádio enquanto Demi dirigia pelas ruas de Los Angeles em direção à escola de balé. Como o inverno estava chegando e era fim de tarde, ventava um pouco frio e Demi estava sem casaco, o único casaco que ela tinha no carro era de Alana que ela sempre deixava no carro de reserva. O trânsito estava caótico naquele horário e ela ia acabar se atrasando.

Depois de trinta minutos, finalmente Demi chegou até a escola de balé. Ela pegou o casaco da filha no banco de trás e adentrou na escola. Demi cumprimentou a recepcionista e caminhou até a sala, Alana estava sentada no chão com as pernas cruzadas conversando com uma amiguinha. Assim que olhou para a porta e avistou a mãe, a garotinha pegou sua mochila, se despediu da amiga com um abraço e saiu correndo até Demi. — Oi meu amor. — Sorriu e deu dois beijinhos no topo da cabeça da garotinha.

— Hoje eu aprendi um passo novo! — Falou animadamente, Demi acenou para a professora e saiu caminhando de mãos dadas com a filha.

— É mesmo? Eu mal posso esperar para ver. — Elas pararam na calçada para que Demi pudesse ajudar Alana com o casaco.

Selena desceu do Táxi, agradeceu ao motorista e pegou sua mochila preta. Pelo o que havia lido no papel aquele era o endereço de Joseph, ela colocou a mochila nas costas e esperou o fluxo de carro diminuir para poder atravessar, quando olhou para o outro lado da rua franziu o cenho, aquela era... Demi?

— Mamãe, vamos, eu estou com fome. — Alana reclamou. Demi riu da careta da garotinha e ajeitou o casaco dela. Demi olhou para o outro lado da rua e adentrou no carro, antes de Selena atravessar a rua. Demi não havia lhe reconhecido por causa dos óculos escuros mas ela tinha certeza que aquela era Demi e ela era mãe!

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aaaahh como eu estava com saudades de postar pra vocês, três semanas sem postar nada foi o meu limite, eu já estava enlouquecendo. sinto muito pela demora mas foram semanas loucas, a faculdade está tomando todo o meu tempo, eu estou fazendo um projeto terrível e eu preciso me dedicar porque eu dependo dele pra passar de semestre, infelizmente as coisas não vão melhorar, a semana de prova também está chegando e eu preciso estudar. o bloqueio também não colaborou com nada, de todos esse foi o bloqueio mais fodido que eu já tive, esse capítulo foi reescrito mais de três vezes e todos eles saíram uma bosta, esse foi o melhorzinho e ficou pequeno mas como eu disse, não queria ficar mais tempo sem postar. eu vou começar a escrever o próximo ainda hoje pra ver se eu consigo voltar com as postagens normais, que era um capítulo por semana, orem por mim. 
tantas coisas aconteceram nesse meio tempo não é mesmo? o documentário maravilhoso da demi, o noivado do joe, aaaah eu estou bem feliz por ele, shippo muito ele e a sophie, espero que sejam muito feliz e quero demi como madrinha sim! 
me digam o que acharam do capítulo, o.k? ah, e esse flashback que a demi teve não entrou na primeira parte do capítulo, o.k? ela vai ter algumas memórias que foram excluída da primeira parte
enfim, meninas, respostas dos comentários aqui | obrigado por toda a paciência que vocês tiveram em esperar pelo capítulo e obrigado por me entenderem, vocês são as melhores leitoras. bjsss


um bebe desses