14/09/2017

avisinho

oi meninas, como vocês estão? eu estou passando aqui pra avisar que o próximo capítulo vai demorar um pouco pra sair, faz duas semanas que eu não posto nada aqui e estou agoniada por isso mas foi uma semana corrida pra mim com o trabalho da faculdade e sem contar que eu ainda estou com um bloqueio fodido, já tentei escrever várias vezes e nada sai, e quando sai não esta bom o suficiente, vou tentar adiantar alguma coisa pra vocês, ok? espero que entendam e não desistam de mim, bjs amo vocês! ♡

05/09/2017

7. Good Life


~ DIAS ATUAIS ~

Demetria cruzou as pernas e se acomodou melhor na cadeira de couro. Ela observou os mínimos detalhes do seu projeto e sorriu satisfeita! Estava tudo perfeito, do jeitinho que fora lhe pedido. Demi bebericou seu café e suspirou aliviada, havia terminado o projeto antes do prazo e agora teria mais tempo para se dedicar às provas da faculdade. O barulho da porta se abrindo fez ela desviar sua atenção da tela do computador. Wilmer pediu licença e adentrou na sala com um sorriso nos lábios, ele vestia terno preto e parecia ainda mais moreno depois que havia voltado das férias. — Bella me disse que você estava procurando por mim. — Ele disse se aproximando dela. Demi assentiu e sorriu após cumprimentá-lo com um breve beijo na bochecha. 

— Eu terminei o projeto do condomínio de Beverly Hills e gostaria que desse uma olhada antes de passar o projeto para o Sr. Mayer. — Disse voltando sua atenção para o computador. Ela estava estagiando naquela empresa há cinco meses e Wilmer era seu supervisor. Ele se inclinou sobre a mesa e observou atentamente seu projeto, ela estava responsável por criar a paisagem de um condomínio que ainda estava sendo construído. Wilmer esbanjou um sorriso satisfeito e a encarou, ela realmente era boa no que fazia! — Então? — Perguntou curiosa. Ele riu baixinho e assentiu com a cabeça. 

— Seu projeto está muito bom, Demi. — Sorriu e cruzou os braços. — As chances dele ser aprovado é muito alta, se quiser você pode me mandar por e-mail e eu passo para Adam, temos uma reunião em dez minutos, você sabe que as coisas por aqui estão uma loucura com a contratação dos novos engenheiros. — Demi assentiu salvando o projeto em uma pasta em seu computador, ela encarou o relógio no canto da tela do computador e mordeu o lábio inferior, faltava apenas dez minutos pra acabar seu turno. 

— Eu ouvi falar sobre esses novos engenheiros, a Bella está de cabelo em pé, parece que ela também vai ser secretária de um dos novos engenheiros, ela mal aguenta as minhas bagunças de estagiária, imagine as de um engenheiro. — Fez uma careta fazendo Wilmer rir. 

— Ei, eu sou um engenheiro muito organizado. — Brincou. — Pelo o que eu sei Adam vai colocar os estagiários para trabalhar com os engenheiros, ele quer treinar a parte prática de vocês e os estagiários que mais se destacarem serão efetivados. Bom, eu preciso ir pra reunião, depois eu te mando uma mensagem avisando se o seu projeto foi aceito. 

— Tudo bem, obrigado pela ajuda e pelas flores também, eu amei, são lindas! — Falou encarando os três arranjos de flores que havia em cima de uma prateleira, todas elas enviadas por ele. 

— Fico feliz que tenha gostado. — Eles se encararam por longos segundos sem quebrar aquele contato visual. Demi mordeu o lábio inferior e sentiu seu coração bater um pouquinho mais forte dentro do peito, ele era muito sexy e aquele sotaque latino desnorteava qualquer mulher. — Eu preciso ir, nos vemos na segunda? — Demi assentiu e se levantou para se despedir. Eles se abraçaram brevemente e trocaram um beijo na bochecha. Demetria sentou-se novamente em sua cadeira e enviou o projeto por e-mail para Wilmer, assim que terminou ela pegou sua bolsa e seu celular e saiu da sala. 

— Ei. — Bella, sua assistente lhe chamou. Demi sorriu e apoiou os braços em cima da mesa da colega. — Adam me pediu pra te avisar que quer você aqui amanhã pra uma reunião, parece que tem alguma coisa à ver com os novos engenheiros e com seu contrato. 

— Será que tem algo errado com meu contrato? — Adam era um dos melhores chefes para se trabalhar, ele gostava de ter contato com seus funcionários e davam total liberdade para eles, não era à toa que a Mayer era uma das melhores empresas de construção de Los Angeles. 

— Eu não sei, ele só disse pra você está aqui às duas horas da tarde e pediu desculpas por fazer você vir à empresa em pleno sábado. — Elas riram baixinho e se entreolharam. Bella tinha apenas dezenove anos e estava fazendo faculdade de administração, ela era uma figura e em poucos dias havia ganhado o coração de Demi. 

— Tudo bem, amanhã eu apareço por aqui. 

— Ah, eu comprei uma lembrancinha para Alana. Eu estou morrendo de saudades dela. — Disse entregando uma sacola para Demi. — Eu queria dar um abraço nela mas estou atolada de trabalho, ainda mais agora com mais um chefe pra me atormentar. — Brincou olhando para Demi. 

— Você acha que vai dar conta dos meus gritos e dos gritos de outra pessoa? — Perguntou brincalhona. Demi reconhecia que quando estava estressada com as coisas da faculdade e do trabalho acabava se tornando uma pessoa mau humorada e difícil de conviver, até Alana reclamava as vezes. 

— Ele não tem cara de ser mau humorado sem contar que é um gato, eu vi uma foto dele na reunião que tivemos com Adam, com a beleza daquele homem eu aguento os gritos dele vinte e quatro horas por dia. — Sorriu maliciosa e Demi gargalhou balançando a cabeça. 

— Você não toma jeito mesmo, ein? — Riu e deu um tapinha no ombro da amiga. — Eu preciso ir buscar Alana no balé, amanhã você estará por aqui? — Bella assentiu fazendo uma careta. — Então nos vemos amanhã, beijos. — Demi mando um beijo e caminhou rapidamente em direção ao elevador. 

Alguns minutos mais tarde, Demi estacionou seu carro em frente à escola de balé. Ela desceu do carro com sua bolsa e adentrou na escola. Demetria cumprimentou a recepcionista e caminhou até o pátio aonde as crianças estavam esperando pelos pais. Alana estava sentada em uma das mesas com uma garotinha de franja e as duas dividiam o lanche da tarde. Demi observou sua menina com um sorriso orgulhoso nos lábios, aquela garotinha era a melhor coisa que já havia acontecido em sua vida.

— Alana é uma menina de ouro. — A professora falou encarando Alana, Demi olhou para a mulher alta ao seu lado vestindo trajes de balé e sorriu assentindo. — Carla entrou hoje no balé, ela tem síndrome de down e por ser uma garota especial algumas crianças não souberam lhe dar com a diferença dela mas Alana agiu naturalmente e as duas acabaram se tornando amigas. Você e seu marido devem ter muito orgulho dela.

— Eu sou mãe solteira. — Disse e acenou para sua garotinha que só agora havia notado a presença da mãe. Alana se despediu da mais nova amiguinha com um abraço e correu até a mãe com a mochila nas costas. 

— Eu sinto muito, eu não sabia. — Demi não disse nada, apenas assentiu. As pessoas achavam que era impossível uma mãe solteira dar um lar estruturado para uma criança mas ela estava ali pra provar que isso era possível sim, era difícil mas não era impossível e hoje ela agradecida por todos os momentos difíceis que ela havia passado.

— Mamãe. — Alana lhe abraçou pelas pernas e Demi fechou os olhos sentindo o melhor abraço do mundo, não tinha nada que se comparava com aquele sorriso e aquele abraço. — A senhora nem vai acreditar quando eu te mostrar o que eu aprendi hoje. — Falou animadamente, Demi riu beijando a testa da garotinha e se despediu da professora com um breve aceno.

— Eu mal posso esperar pra ver o que a mocinha aprendeu hoje. — Disse abrindo a porta do carro, Alana adentrou sentando em seu assento e Demi colocou o cinto nela. A garota olhou para o lado e franziu o cenho com curiosidade quando viu que havia dois presentes ali.

— Isso é pra mim? — Perguntou curiosa, Demi riu observando a filha pelo retrovisor e assentiu enquanto dava partida no carro. Alana era tão curiosa quanto ela. 

— Sim, meu anjo. Um é meu e outro é da Bella. — Alana abriu o primeiro presente com tamanha empolgação. Ela sorriu ao ver o kit de lápis de cor e três livros de colorir das princesas. 

— Isso é muito legal! — Falou enquanto folheava os livrinhos para ver os desenhos. Em seguida, ela pegou a outra caixa de presente, ela abriu e abriu um enorme sorriso ao ver o kit de maquiagem que havia ali. Sempre que via a mãe se maquiando ela pedia para se maquiar também. — Uau. — Disse abrindo a palheta de maquiagem. Era um kit pequeno com uma palheta de cores claras, um blush e um batom rosinha bem clarinho. — Agora eu vou poder me maquiar igual você, mamãe. 

— Você gostou?

— Sim, muito. — Falou enquanto observava os pincéis de maquiar, ela estava animada. — Mãe, você ganhou muitos presentes? — Demi olhou para a filha quando parou em um sinal vermelho, aquele era horário de pico e o trânsito ficava um verdadeiro caos.

— Eu ganhei flores e uma caixa de bombons. — A caixa de bombons ela havia ganhado do seu chefe e havia comido tudo enquanto trabalhava. Alana olhou para a mãe com certa curiosidade e colocou uma mecha de cabelo que escapava da trança atrás da orelha.

— De quem você ganhou flores? — Perguntou com um sorriso sapeca nos lábios, Demi franziu o cenho e encarou a filha enquanto guiava o carro na rua do condomínio que elas moravam.

— De um amigo que trabalha com a mamãe na empresa. — Respondeu enquanto guiava o carro em direção à sua vaga no estacionamento do condomínio.

— Mãe, porque você não tem um namorado? — Demi olhou para trás e encarou a menina com uma das sobrancelhas arqueadas, era a primeira vez que Alana fazia aquele tipo de pergunta, geralmente ela perguntava o motivo dela não ter um pai mas Demi sempre dava um jeito de mudar de assunto, não era o certo à se fazer mas ainda achava que era muito cedo pra contar a verdade. 

— Porque está me perguntando isso, amor? — Ela desceu do carro após estacionar e deu a volta para abrir a porta do banco traseiro.

— Porque eu escutei uma tia lá do balé dizendo que todas as mulheres precisam de um namorado mas você não tem namorado, você não precisa? — Demi revirou os olhos discretamente enquanto elas caminhavam em direção ao elevador, em pleno século vinte e um e ainda tinha mulheres que achavam que precisavam de um homem para viver?

— Não, meu amor. Eu não preciso de um namorado e não dê ouvidos para o que essa mulher disse, as mulheres não precisam de um namorado, nós não precisamos de ninguém pra ser feliz, podemos ser felizes apenas com nós mesmo, ok? — Alana assentiu enquanto chamava o elevador, quando o elevador chegou no estacionamento elas adentraram.

— Mamãe, hoje meus amiguinhos da escola cantaram parabéns pra mim. — A pequena Alana disse animada assim que as portas do elevador se fecharam, ela apertou o vigésimo segundo andar e sorriu satisfeita arrumando a mochila das princesas nas costas.

— Que legal, meu amor. — Demi sorriu e alisou o cabelo da pequena colocando alguns fios que haviam fugido da trança no lugar. Ela sentiu o cansaço chegar com força total, estava cansada e como estava! O trabalho havia sido duro na empresa e tudo o que ela mais precisava no momento era de um bom banho e da sua cama mas como era o seu aniversário e o aniversário da filha ela sabia que a menina iria inventar alguma coisa para elas fazerem. — Eu tenho um presente pra você. — Alana falou com um sorriso sapeca nos lábios, o elevador parou antes que Demi pudesse interrogar a filha. Elas pararam em frente ao apartamento em que viviam juntas à cinco anos, Demi procurou as chaves dentro da bolsa e assim que abriu a porta e acendeu a luz levou um baita susto quando um coro animado começou a cantar "Parabéns pra você". Alana sorriu animada e deu alguns pulinhos de tão feliz que estava. Tinha alguns amiguinhos ali e todas as suas pessoas favoritas do mundo! Assim que eles terminaram de cantar parabéns, Demi e a filha fecharam os olhos, fizeram um pedido e apagaram as velinhas. Demi sorriu emocionada para a filha e a abraçou fortemente, aquela garotinha era tudo de mais valioso que ela tinha.

— Mamãe ama você, muito!

— Do tamanho do universo, certo? — Disse sorrindo, Demi sempre dizia que a amava do tamanho do universo. Ela assentiu e deu um selinho na filha, o flash bateu no rosto delas e as duas sorriram. Antes de separarem o abraço, Alana se aproximou do ouvido da mãe e disse: — Eu pedi para o papai do céu trazer meu papai de volta pra nós. — Demi fechou os olhos e suspirou se recusando deixar as lágrimas caírem. Era o sonho da garotinha conhecer o pai mas Demi sabia que aquilo nunca iria acontecer.

— Pra quem vai o primeiro pedaço de bolo? — Kristen perguntou animadamente. Ela estava usando um chapeuzinho do bob esponja, era o desenho favorito de Alana. Demi separou o abraço e sorriu olhando para a filha com uma das sobrancelhas arqueada, elas conseguiam conversar até pelo olhar. 

O primeiro pedaço é nosso! — Elas falaram juntas e riram cúmplices. Kristen revirou os olhos e negou com a cabeça, aquelas duas tinham uma cumplicidade de outro mundo. Demi e Alana cortaram o primeiro pedaço do bolo e deram uma garfada juntas. 

— Hmm... está muito gostoso! — Alana falou saboreando o recheio de chocolate, seu favorito. 

— Vocês são duas espertinhas. — Reclamou mostrando língua, Alana riu e correu para perto dos seus amiguinhos que lhe chamavam para brincar. — Gostou da surpresa? — Perguntou enquanto ajudava Demi à cortar o bolo para servir os convidados, todos que estavam ali eram amigos íntimos. 

— Eu ainda estou surpresa, eu não imaginava que era isso o que você estava aprontando! — Falou lambendo seu dedo que havia sujado com chocolate do bolo. — Se bem que eu estava estranhando todo aquele seu segredinho com Ryan. — Ela entregou um pedaço de bolo para um dos amiguinhos da filha e observou o melhor amigo sentado em um dos sofás com Alana no colo, a menina segurava uma caixa nas mãos e ria de algo que ele falava. 

— A ideia foi dele na verdade, nós havíamos combinado de ir para a pizzaria amanhã como fazemos todos os anos mas ele disse que queria fazer algo diferente. — Falou encarando Demi com uma sobrancelha arqueada, Demi riu com as bochechas coradas e pegou um dos docinhos que havia em cima da mesa levando até a boca. 

— Não me olhe dessa maneira, eu sei bem o que você vai dizer e a resposta é não! Somos apenas amigos. — Disse observando o amigo que se aproximava com Alana pendurada em suas costas. 

— Mamãe olha o que eu ganhei do tio Ryan. — Alana gritou segurando mostrando os dois cds da Little Mix. A garota era apaixonada pelas quatro garotas! — Esse é o melhor presente de todos! — Falou animadamente. Demi sorriu com a animação da filha e beijou-lhe a bochecha várias vezes, a alegria daquela garotinha era a sua! Ryan colocou a menina no chão e ela correu até amiguinhas para mostrar seu presente. 

— Você conseguiu superar todos os presentes que ela ganhou hoje. — Demi riu e abraçou o amigo pelo pescoço, ele beijou a bochecha dela e abraçou firmemente pelo final da cintura.

— Feliz aniversário, Demi. Você é a mulher mais incrível que eu já conheci, você merece as melhores coisas que a vida pode te oferecer, eu amo você! — Demi sorriu ouvindo as palavras sinceras de Ryan e separou o abraço, eles haviam se conhecido através de Kristen e a amizade entre eles surgiu de forma natural, eles eram melhores amigos e se apoiavam em tudo. 

— Obrigada por tudo o que você fez e faz por nós, eu também amo você, você é o melhor amigo que alguém poderia ter. — Ela beijou a bochecha dele demoradamente e sorriu... melhor amigo... Ryan coçou a nuca e suspirou tímido.

— Como foi o trabalho hoje? — Perguntou pegando um doce em cima da mesa. Kristen havia saído para fotografar as crianças. 

— Foi ótimo! Hoje eu entreguei aquele projeto que eu te mostrei e Wilmer falou que tem uma grande porcentagem dele ser aprovado, é o primeiro projeto que eu montei sozinha sem ajuda de ninguém por isso estou tão animada! — Ryan sorriu orgulhoso encarando Demi, ela era tão bonita!

— Você só está no começo da sua carreira, Demi. Você ainda vai muito longe! — Demi sorriu e deu uma garfada em seu pedaço de bolo. 

— Feliz aniversário, filha! — Kim disse abraçando Demi pela cintura e a enchendo de beijos pelo rosto. Kimberlly era mãe de Kristen e assim como Demi havia se tornado mãe muito jovem. Ela acolheu Demi como se fosse sua segunda filha e sempre ajudava ela em tudo! — Espero que faça bom proveito do meu presente. — Deu um tapinha no bumbum dela e sorriu de forma maliciosa. Ela entregou o presente para Demi que estava com as bochechas levemente coradas.

— Eu tenho certeza que ela vai aproveitar bem. — Kristen falou rindo. Demi franziu o cenho e mordeu o lábio inferior, o que seria aquele presente? 

— Vovó, vem dançar comigo! — Alana puxou Kim pela mão enquanto Black Magic tocava em um volume alto no som. 

Com o passar das horas os convidados foram indo embora e o apartamento esvaziando. Demi e Kristen deram uma breve arrumada no apartamento e em seguida Kristen subiu para tomar banho enquanto Demi banhava Alana. 

— Esse foi um dos melhores aniversários. — Alana disse saindo do banheiro enrolada em uma toalha. Demi sorriu e secou a garotinha para poder vestir o pijama dela logo em seguida. — Ah mamãe, eu tenho que te dar seu presente. — Ela lembrou e correu até onde sua mochila estava. Ela tirou um cartão de lá e entregou para a mãe. Demi abriu o cartão e sorriu, estava escrito "Para a melhor mãe do mundo, eu te amo do tamanho do universo." e havia um desenho das duas juntas de mãos dadas e um anjinho no céu — Demi sorriu emocionada e abraçou sua garotinha fortemente. 

— Eu amo você, meu amor. — Disse distribuindo vários beijinhos pelo rosto da menina. 

— Essa sou eu, essa é você e esse anjinho é o papai. Eu sei que a senhora não fala muito sobre ele mas hoje eu pedi pro papai do céu trazê-lo de volta pra nós, e a senhora disse que o papai do céu sempre ouve nossas orações. — Demi não sabia o que dizer, ela encarou o desenho e suspirou escondendo o rosto no pescoço do filha. Ela não gostava nem de imaginar Joseph de volta em sua vida, muitos anos haviam se passado e as probabilidades deles se encontrarem novamente eram muito pequenas, ainda mais agora que ela morava em Los Angeles. 

— Eu amo você.

— Eu também mamãe. — Ela sorriu e beijou-lhe a bochecha.

— Agora está na hora de dormir. — Alana assentiu e deitou-se na cama. 

— Amanhã nós vamos comer pizza? — Perguntou com os olhinhos brilhando, pizza era sua comida favorita! Demi riu e assentiu cobrindo a menina.

— Sim, meu anjo. — Alana sorriu. — Está confortável? — Ela assentiu e Demi beijou-lhe a testa. — Boa noite, meu amor. 

— Boa noite, mamãe. — Demi ascendeu a luz do abajur e saiu deixando a porta encostada. Ela desceu as escadas e encontrou Kristen sentada no sofá mexendo no celular enquanto bebia uma taça de vinho. Demi serviu uma taça de vinho pra ela e sentou ao lado da amiga deitando a cabeça no ombro dela. 

— O que está te incomodando? — Kristen perguntou alisando o cabelo da amiga com os dedos. 

— Alana... — Demi murmurou e levantou a cabeça para dar um gole em seu vinho. — Ela disse que pediu para o "papai do céu" trazer o pai dela de volta. — Suspirou sentindo seu coração acelerar no peito. Com o passar dos anos Demi mal se lembrava que Joseph existia, as tarefas do dia a dia não permitia que sobrasse tempo para ela pensar nele mas com Alana perguntando sobre o pai era quase impossível não pensar em como ele estava hoje.

— Não brinca! — Kristen disse com os olhos arregalados. 

— Eu jamais brincaria com uma coisa dessas. Ela está crescendo e eu sinto que a hora que eu vou ter que sentar com ela e explicar o que aconteceu entre eu e o pai dela está chegando, eu já não tenho nenhuma outra desculpa pra inventar.

— Você acha que ele teria assumido Alana se você tivesse contado à ele que estava grávida?

— Antes de saber quem ele realmente era eu pensava que ele ficaria ao meu lado, que iriamos morar em um apartamento e viveríamos felizes para sempre, eu, ele e a nossa filha! Mas hoje eu acredito que não, ele só queria diversão e jamais assumiria um filho, ainda mais indesejado. Eu era uma tola apaixonada que foi incapaz de enxergar o que estava bem na minha frente. 

— O que você faria se por acaso encontrasse ele bem na sua frente hoje?

— Pegaria a minha filha e me mudaria pra bem longe, pro Japão, Coréia, algum lugar assim. — Riu e bebeu mais um gole do seu vinho. — As chances disso acontecer são as mínimas possíveis, faz quase seis anos que eu não vou pra Chicago. 

— Você não tem nem um pouco de curiosidade em saber como ele está hoje? — Kristen colocou a taça de vinho vazia em cima da mesinha de centro e deitou a cabeça no sofá observando a amiga melhor.

— Ele morreu pra mim quando eu vi ele se ajoelhar e pedir outra garota em casamento. — Disse acabando com o assunto ali mesmo. Ela bebeu o restante do vinho que havia na taça e suspirou.

--

guess who's baaaack?
boa tarde meninas, como vocês estão? eu estou bem e feliz por voltar com mais um capítulo, demorou mas consegui! eu escrevi esse capítulo em três maneiras diferentes e essa foi a melhor.
me digam o que acharam nos comentários, ok? espero de coração que vocês gostem.
por hoje é isso, volto assim que puder.
repostas dos comentários aqui 


quem é que está chegando pra abalar estruturas?

30/08/2017

6. Everything Was A Lie

revisei rapidamente, ignorem qualquer erro xx

Completamente sozinha eu observo você olhar para ela, como se ela fosse a única garota que você já viu. 

Demetria mordeu o lábio inferior e encarou a hora em seu relógio de pulso! O céu estava escuro e era iluminado somente por uma enorme lua redonda. Demi observou a lua e as estrelas como costumava fazer enquanto esperava por Joseph. Seus pais estavam na festa de aniversário do hospital, ela havia passado mal e implorou para seus pais deixá-la ficar em casa mas sua verdadeira intensão era encontrar Joseph, que por sinal estava atrasado! A semana passou num piscar de olhos, ela e Joseph haviam se encontrado uma vez e ele prometera que iria buscá-la às dez horas da noite, mas já eram meia noite e não havia nenhum sinal dele! Demi tirou o celular que Joseph havia lhe dado para que eles pudessem se comunicar do bolso traseiro do jeans e enviou outra mensagem "Aonde você está? Eu estou preocupada." Aquela já era a décima mensagem que ela mandava e não tinha nenhuma resposta dele. O que será que estava acontecendo?

— Demi, eu trouxe uma sopa de frango pra você. — Sandra disse adentrando no quarto. Demi virou-se para encarar a empregada e mordeu o lábio inferior num gesto de nervosismo. Sandra arrumou um lugarzinho para a sopa e se aproximou de Demi. — Ele não apareceu? — Perguntou apoiando uma das mãos no ombro dela. Demi negou com a cabeça e passou uma das mãos pelo cabelo, ela precisava falar com Joseph urgente, aquela não era a hora pra ele desaparecer. — E agora? O que vai fazer? 

— Eu vou atrás dele. — Disse determinada, ela sentou-se na cama e começou a calçar o par de all star preto. — Eu preciso contar pra ele o que está acontecendo, Sandra. Nós estamos ferrados, eu só tenho dezessete anos...  meu pai vai nos matar, literalmente! — Ela limpou a lágrima solitária que escorreu pela bochecha e respirou fundo, primeiro conversaria com Joseph e juntos eles resolveriam aquela situação.

 — Eu acho que você não deveria ir, já está tarde pra uma menina como você está andando sozinha por aí, ainda mais nessas condições. Você acha que esse garoto vai te apoiar?  

— Joseph pode ter muitos defeitos mas eu sei que ele jamais me deixaria nessas condições! Eu conheço o cara que eu amo. — Sandra suspirou torcendo para que Demi estivesse mesmo certa, quando ela colocava algo na cabeça ninguém tirava, por isso ela era tão teimosa e vivia se metendo em encrenca. — Chama um táxi pra mim? — Tinha como negar? Sandra assentiu e saiu do quarto para chamar o táxi.

O táxi demorou exatamente quinze minutos para chegar! Demetria desceu as escadas rapidamente, se despediu da empregada e adentrou no táxi. Ela deu o endereço de Joseph e sentiu o coração bater acelerado no peito, como se tivesse algo de errado, Demi deitou a cabeça na janela do carro e fechou os olhos tentando se acalmar, suas mãos estavam trêmulas. Quando abriu os olhos novamente, o táxi já estava estacionado em frente ao condomínio que Joseph morava.

— Você espera dois minutinhos? — O taxista assentiu, Demi desceu do carro e caminhou até a portaria do condomínio. O porteiro a cumprimentou de forma simpática e Demi sorriu brevemente para ele. — O Joe está? — Perguntou mordendo o lábio inferior.

— Ele saiu faz dois dias e não voltou mais. — Dois dias? Demi franziu o cenho confusa e seu subconsciente lhe alertou que havia algo errado, muito errado! — Nesses últimos dias apenas Selena está vindo para o apartamento, quer deixar algum recado? — Ela negou com a cabeça e suspirou, aonde Joe havia se metido? Ele não podia desaparecer assim quando ela mais precisava dele.

— Se ele aparecer diga que eu passei aqui, ok? — O porteiro assentiu prontamente, Demi agradeceu e voltou para o táxi, ela pediu que o taxista lhe deixasse aonde aconteceria a festa do hospital. Ela não sabia o que iria fazer lá ainda mais vestida de jeans e all star mas seu coração gritava dizendo que ela precisava ir pra lá. Quanto mais perto eles chegavam do local aonde estava acontecendo a festa mas seu estômago dava voltas, o que estava acontecendo com ela?

Quando o táxi foi estacionado em frente ao enorme salão aonde estava acontecendo a festa de aniversário do hospital, ela pagou o taxista e desceu do carro sentindo seu coração bater num ritmo acelerado no peito. Demi se identificou para o segurança que estava na entrada e após confirmar seu nome na lista de presença, ele permitiu sua entrada. O salão de festa estava perfeitamente decorado com as cores branco e dourado. Haviam mesas redondas espalhadas por todo o salão e as pessoas prestavam atenção no discurso de Bruce Jonas enquanto o jantar era servido. Demi procurou os pais com os olhos e encontrou eles sentados em uma mesa no meio do salão com alguns amigos. Bruce terminou seu discurso e uma chuva de aplausos tomou conta do salão, quando Demi deu o primeiro passo em direção aos pais, ela parou ao ouvir a voz que tanto conhecia e amava.

 — Às pessoas sempre me diziam que um dia eu encontraria uma pessoa que iria tirar tudo do lugar, mudar os meus hábitos, algumas opiniões, a minha cor preferida, os meus passeios de sexta e o meu programa de TV favorito. Eu encontrei essa pessoa e a minha vida realmente mudou completamente, ela traz cor para o meu mundo preto e branco, a gargalhada dela é o som mais bonito que eu já ouvi e é com ela que eu quero viver os próximos anos da minha vida, é o rosto dela que eu quero ver todos os dias ao acordar, são os planos que a gente fez e faz que eu quero ver se realizando... — Demi sentia suas mãos tremerem de uma maneira que nunca havia acontecido antes, seu estômago revirava de uma forma absurda e seu cérebro trabalhava arduamente, o que Joseph estava fazendo ali? Pra quem era aquele discurso? — Eu amo você e me sinto pronto pra dar mais um passo na nossa relação. — Ele desceu as escadas mas não era na direção dela que ele estava andando, as lágrimas pesadas desciam pelas bochechas de Demi e ela mordia o lábio inferior fortemente para não gritar. — Sophie Turner, você aceita se casar comigo? — Foi como uma facada em seu peito. Aquilo estava mesmo acontecendo? Ela não conseguiu conter o soluço alto que saiu dos seus lábios quando viu ele se ajoelhar e pedir a mão de outra garota em casamento. Aquilo não estava certo. O jeito que Joseph olhava para Sophia era tão apaixonado, era como se ela fosse a única garota que existia naquele salão e quando eles sorriram e trocaram um beijo apaixonado? Demi sentiu seu coração quebrar em pedacinhos pequenos. Porque ele estava fazendo aquilo com ela? Demi não aguentou ficar ali vendo as pessoas parabenizá-los e desejar felicidades, ela deu as costas e saiu de lá correndo, estava se sentindo sufocada e enjoada.

Quando o vento gelado bateu em seu rosto de forma agressiva, Demi se abraçou numa forma inútil de se aquecer, já era uma e meia da manhã mas mesmo assim as ruas de Chicago estava movimentada. As lágrimas dificultavam sua visão e ela sentia a cabeça doer, as pessoas que passavam por ela lhe olhavam de forma curiosa. Demi sentou-se na calçada da rua e apoiou a cabeça nos joelhos deixando o choro preso em sua garganta sair. Porque ele tinha brincado com o coração dela daquela maneira?

Só estou dizendo que não vale à pena ficar contra seus pais por causa de uma relação que não vai à lugar nenhum.

Existem muitos boatos por aí... só toma cuidado, não se apega muito pra não ter o coração machucado.

 Eu sei o que é bom pra você e não quero você envolvida com aquele moleque! Eu conheço o tipinho dele e sei que ele não vale nada, fique longe dele. Estamos entendido? 

Eu e o seu pai só queremos o melhor pra você. Se nós estamos falando que esse garoto não presta, você tem que nos escutar e se afastar dele!

Agora tudo fazia sentindo, Selena, Trace e até seus pais sabiam que Joseph tinha outra, todos eles sabiam que Joseph era noivo mas não disseram nada, eles assistiram de camarote Joseph brincar com ela e deixaram que ele brincasse com ela como se ela fosse um brinquedo. Demi soluçou se perguntou o porquê? Porque ele havia feito isso com ela? Porque ele brincou com seus sentimentos? O choro dela era alto e desesperado. E agora? O que faria com sua vida? Demi chorou quando as lembranças deles dois juntos invadiu seus pensamentos, chorou quando lembrou dele flertando com outra garota na frente dela e chorou ainda mais quando lembrou-se dele ajoelhado pedindo outra garota em casamento. 

— Demi? O que aconteceu? — O toque gentil de Trace em seus ombros fez com que ela levantasse a cabeça para olhá-lo. Demi tentou limpar as lágrimas mas foi em vão, o choro voltou com força total e tudo o que ela fez foi encostar a cabeça no ombro de Trace e chorar. — Não importa o que tenha acontecido, uma hora isso vai passar e você vai olhar pra trás e vai ver que isso lhe serviu de lição. — Disse alisando o cabelo dela, Demi passou longos minutos chorando nos braços dele, quando já não tinha mais lágrimas e forças para chorar, Demi suspirou e fechou os olhos, 

— Joseph vai casar, você sabia disso? — Sua voz saiu fraca e por pouco Trace não escutou o que ela tinha dito. 

— Eu já havia ouvido boatos sobre isso mas nunca perguntei sobre. Eu disse pra você tomar cuidado com ele, não disse?

— Não tinha como eu saber, eu gostava dele e confiava nele cegamente. Ele me fez de outra, eu sou muito burra, tudo estava na minha frente e não fui capaz de juntar as peças. — Disse sentindo a vontade de chorar voltar com força total. — Eu deveria ter ficado longe dele enquanto ainda era tempo, deveria ter ouvindo minha intuição que dizia que ele ia acabar com a minha vida. 

BURRA, BURRA, BURRA!

— Você é uma menina incrível, Demi. Vai dar a volta por cima e no final de tudo ele vai ser apenas um babaca que perdeu uma garota encantadora. — Demi fechou os olhos e desejou voltar no tempo, no tempo em que era feliz sem ele. — Eu vou te levar pra casa, ok? — Ela apenas assentiu respirando fundo. 

***


Clarice andava de um lado para o outro com a mão sobre a testa, ela estava preocupada com sua menina! Já eram três horaa da manhã e eles não tinham nenhuma notícia delas, se algo acontecesse com sua garotinha ela nunca iria se perdoar. — Eu aposto que ela está com aquele desgraçado. — George disse bebendo um copo de whisky. Ele respirou fundo e passou uma das mãos pelos cabelos grisalhos, ele também estava preocupado.

— Não vou ficar aqui me lamentando, vou atrás dela. — Falou caminhando até o cabideiro para pegar um casaco, antes mesmo que pudesse abrir a porta, Demetria adentrou em casa. Os cabelos estavam bagunçados e os olhos estavam vermelhos de tanto chorar. — Querida aonde você estava? — Clarice perguntou se aproximando porém Demi deu dois passos para trás e encarou a mãe com desprezo. 

— Não encosta em mim. — Disse encarando os pais. Ela limpou a lágrima que escorreu pela bochecha mas foi em vão pois outras lágrimas pesadas invadiram seus olhos descendo sem parar. — Eu odeio vocês! — A voz saiu embargada seguida de um choro desesperado. Clarice se aproximou da filha e a abraçou, por mais que estivesse zangada, Demi abraçou a mãe pela cintura, estava precisando de carinho. — Vocês sabiam de tudo e me deixaram fazer papel de trouxa, todos vocês sabiam e não me disseram nada. Porque fizeram isso comigo?

— Nós tentamos te proteger de todas as maneiras possíveis mas você não nos escutava. — George disse suspirando, ele colocou o copo de whisky em cima da mesinha de centro e encarou a filha com as mãos no bolso do terno.

— VOCÊS DEVERIAM TER ME FALADO QUE ELE IRIA CASAR! — Gritou se afastando da mãe. — VOCÊS TODOS SABIAM DISSE O TEMPO TODO, VOCÊS SÃO OS MEUS PAIS E DEVERIAM TER FICADO DO MEU LADO!

— SE VOCÊ NÃO FOSSE TÃO TEIMOSA NADA DISSO ESTARIA ACONTECENDO! NÓS TENTAMOS TE PROTEGER MAS VOCÊ PREFERIU FICAR COM ELE, AGORA ARQUE COM AS CONSEQUÊNCIAS DOS SEUS ATOS! — Demi encolheu-se e sentiu suas pernas tremerem, ela sentou-se no sofá e abaixou a cabeça chorando. — Agora você vai seguir em frente como se nada tivesse acontecido, a escola está acabando e você precisa recuperar o tempo que perdeu e ir estudar para o vestibular de medicina, daqui uns dias você estará na faculdade e nem vai se lembrar do que aconteceu. 

— Eu estou grávida! — O silêncio que tomou conta da sala foi assustador. Demi levantou a cabeça para encarar os pais e eles não tinha expressão nenhuma. Ela estava com medo e assustada, o que faria da sua vida agora? Só tinha dezessete anos e estava grávida de um cara comprometido! — Eu não queria que isso tivesse acontecido, eu sinto muito... 

— Você é uma vagabunda! — George disse furioso, aquelas palavras lhe machucaram mas do que ouvir Joseph dizendo que amava outra. — VOCÊ É UMA PUTA DA PIOR ESPÉCIE QUE TEM, VOCÊ DESONROU O NOME DA NOSSA FAMÍLIA! ENQUANTO EU E SUA MÃE ESTÁVAMOS DANDO UM DURO DANADO PRA CONSEGUIR O MELHOR PRA VOCÊ, VOCÊ ESTAVA POR AÍ TRANSANDO COM UM HOMEM COMPROMETIDO! 

 — Eu não fiz esse filho sozinha! — Falou se encolhendo ainda mais, seu pai estava furioso e ela estava com medo do que ele poderia fazer. 

— JOSEPH É HOMEM! VOCÊ É A ÚNICA CULPADA DISSO TUDO, VOCÊ AGIU DE FORMA IRRESPONSÁVEL! CÉUS DEMETRIA, VOCÊ É UMA CRIANÇA, UMA CRIANÇA QUE TEM A VIDA TODA PELA FRENTE. 

— George, por favor... 

—  NÃO MANDE EU ME ACALMAR, CLARICE. ESSA MENINA PASSOU DE TODOS OS LIMITES POSSÍVEIS E IMPOSSÍVEIS, ELA ESTÁ GRÁVIDA! GRAVIDA, CLARICE. 

— Pelo amor de Deus, George! Ela já está assustada o suficiente. — Clarice falou abraçada com a filha, Demi passou os braços pela cintura da mãe e a abraçou como se fosse uma criancinha assustada. Clarice estava brava e decepcionada mas sabia como aquilo funcionava. Se mulheres adultas ficavam sensíveis durante a gravidez imagine uma menina de dezessete anos que havia acabado de descobrir que o namorado estava noivo de outra mulher. 

— Eu não quero mais essa garota dentro da minha casa! Eu vou te dar duas opções, ou você aborta essa criança ou sai da minha casa! Você tinha um futuro lindo pela frente mas estragou tudo, estragou porque foi burra e não deu ouvidos para os seus pais. Espero que tenha entendido ou você aborta essa criança ou vai pro olho da rua. — Demi soluçou e abraçou a mãe ainda mais pela cintura. 

— Pai... — George deu as costas e subiu as escadas sem olhar pra trás, ele parecia determinado. Clarice suspirou e alisou o cabelo da filha. — Eu sinto muito mãe, eu não queria que isso tivesse acontecido, eu não sei o que deu errado, por favor, me perdoa. 

— Como você deixou uma coisas dessa acontecer, Demetria? Você deveria ter me dito que estava com a vida sexual ativa, eu sou médica e iria te orientar da melhor forma pra coisas como essa não acontecer. — Suspirou e passou uma das mãos pelo cabelo. — Porque você não se protegeu, minha filha?

— Nós sempre usamos preservativo, Joseph sempre foi muito cuidadoso com isso, eu realmente não sei o que deu errado. Eu não engravidei porque eu quis, isso não estava nos meus planos e muito menos nos dele. — Demi respirou fundo várias e várias vezes, seu coração estava tão acelerado que ela sentia que poderia cair ali à qualquer momento. 

— Agora já aconteceu, não tem como voltar atrás. — Suspirou. — Eu vou conversar com o seu pai, vá para o seu quarto descansar. — Clarice levantou-se, beijou a testa da filha e subiu em direção ao seu quarto. Agora tudo fazia sentido! Os enjoos matinais que Demi tinha, a sonolência e o seu coração de mãe que sempre lhe alertava que havia algo de errado. Ela adentrou no quarto e encontrou o marido sentado na cama com a cabeça baixa. — Querido?

— Até uns dias atrás ela era a minha garotinha, Clarice. — Falou com os olhos avermelhados. — Aquele desgraçado acabou com a vida da nossa filha, eu vou acabar com a vida dele! Ele vai se arrepender de ter cruzado o caminho dela. 

— Demi está assustada, amor. Eu entendo que você está nervoso e decepcionado, eu também estou mas ela precisa de nós, ela não tem nenhuma outra pessoa lá fora por ela, eu sei que há outros jeitos de resolver essa situação. 

— E que jeito é esse, Clarice? Uma criança só vai atrapalhar a vida dela! — Levantou e começou a caminhar de um lado para o outro. — Vou levá-la amanhã em uma clinica clandestina de aborto. — Disse encarando o nada.

— Se você fizer isso, eu vou pedir o divórcio! Quando você se formou em medicina, você jurou salvar vidas não acabá-las. Demetria esta esperando um filho, uma criança, George! — O silêncio se instalou entre eles, Clarice sentou na cama e puxou o marido pela mão para sentar-se ao seu lado. Ela alisou as costas dele por cima do paletó e deu um beijinho ali, eles ficaram longos minutos assim, quietos e pensativos. — Eu tenho certeza que Demi não planejou isso pra vida dela, ela foi irresponsável sim mas lembre-se que ela não fez essa criança sozinha. — George não disse nada, apenas levantou e saiu do quarto indo em direção ao quarto de Demi, Clarice correu atrás dele tentando alcançá-lo.

— O que vai fazer?

— Vou dar à ela o que ela sempre quis: liberdade! Agora ela vai viver por contra própria. — Ele abriu a porta do quarto e encarou Demi que estava sentada na cama encarando o nada. O olhar do pai era tão frio que deixava qualquer pessoa intimidada. — Arrume suas malas. — O celular que Joseph havia dado à Demi começou a vibrar em cima do criado-mudo, antes mesmo que Demi pudesse pegar, George alcançou o celular e ao ler o nome de Joseph na tela, jogou o celular na parede com força fazendo o aparelho se despedaçar. — Você não vai ter mais contato nenhum com esse desgraçado, você tem uma hora pra arrumar as suas coisas! — Disse saindo do quarto com seu telefone na mão enquanto ligava pra alguém! 

--

finalmente depois de muito esforço estou de volta \o
sinto muito pela demora mas as coisas ficaram corridas por aqui, estou fazendo um projeto na faculdade que está tomando meu tempo e me deixando de cabelo em pé sem contar com o bloqueio que veio com tudo. o capítulo está pequeno e eu sinto muito por isso mas já estava agoniada por ficar tanto tempo sem postar e não queria demorar ainda mais, enfim, espero que gostem... o próximo capítulo já será a fase atual e eu estou animada pra caralho.
enfim, por hoje é só... respostas dos comentários aqui | volto assim que puder, bjs


mulherão da porra!!!

27/08/2017

recadinho

Bom dia meninas, tudo bem com vocês? estou passando aqui só pra avisar que o capítulo vai demorar um pouco pra sair, essa semana foi muito corrida e quase não tive tempo pra escrever, sem contar o bloqueio que veio com força total. eu vou começar à escrever o capítulo agora e assim que estiver finalizado eu posto, o.k? obrigado pela compreensão, amo vocês.

20/08/2017

5. Eternity




O céu estava escuro e era iluminado apenas pelos pequenos pontos brilhantes das estrelas. Demi estava apoiada no parapeito da janela e observava o céu atentamente perdida em pensamentos quando uma estrela cadente passou, ela fechou os olhos e fez um pedido! Queria passar o resto da sua vida com Joseph, ele era o amor da sua vida, ela conseguia sentir isso. Quando ela olhou pra baixo, seu sorriso se alargou ao ver a moto dele estacionada ali. Joseph tirou o capacete, olhou para cima e piscou acenando pra ela. Demi pegou sua bolsa e desceu as escadas sem fazer barulho. Ela mordeu o lábio inferior ao vê-lo tão bonito, os olhos dele pareciam brilhar ainda mais no escuro. Ela o abraçou pelo pescoço e o beijou, era tão bom sentir suas línguas se entrelaçando de um modo tão gentil, as mãos dela acariciaram o cabelo dele enquanto Joseph a abraçava fortemente pelo final da coluna. Ele separou o beijo com dois selinhos e sorriu depositando um breve beijo no pescoço dela. — Como você está? — Perguntou alisando as bochechas dela, ela era tão bonita.

— Eu estou bem, e você? — Sorriu quando ele a apertou um pouco mais forte, ela gostava da sensação de estar protegida nos braços dele.

— Estou bem. — Joe disse dando um breve beijo na testa dela. Joe lhe entregou o capacete e subiu na moto após colocar seu capacete. Demi o abraçou pela cintura e Joe deu partida rapidamente.

— Pra onde estamos indo? — Demi perguntou após um tempo. Eles já haviam passado da Willis Tower, o edifício mais alto de Chicago e da America do Norte, Demi sempre ficava encantada quando passava por ali, a torre era tão alta e tão bonita. Joe fez uma curva e Demi o abraçou ainda mais forte.

— Nós vamos pra uma festa. — Ela gostava de ir em festas, gostava de dançar, beber e se divertir, mas ela queria passar o final apenas com Joseph, comendo besteiras, assistindo séries e namorando. Demi suspirou mas não disse nada, o importante era passar aquele tempo ao lado dele. Em quarenta cinco minutos eles chegaram na casa noturna. Joseph sempre chegava no auge da festa! Ele abraçou Demi pela cintura e deu um beijo rápido na boca dela. — Vai ser divertido, eu prometo! — Demi assentiu e encostou a cabeça no peito dele, sua mente dizia que ela iria se arrepender de todas aquelas decisões mas seu coração pedia pra ela ficar com ele! Eles adentraram na festa de mãos entrelaçadas, caminharam até o bar e Joe pediu dois shots de vodka. Ele contou até três e juntos eles viraram o shot em uma única vez. Eles beberam mais três shots de vodka e depois caminharam até um grupo de amigos de Joseph.

— E aí, cara? Achei que não viria. — Um dos amigos de Joseph disse após cumprimentá-lo com um breve abraço e alguns soquinhos nas costas. — Oi gata, tudo bom? — Sorriu de lado e cumprimentou Demi com um beijo demorado na bochecha, Joe revirou os olhos e abraçou Demi pela cintura. 

— Está aproveitando enquanto ainda há tempo, garoto esperto! — Demi franziu sem entender quando todos na rodinha riram e ela sentiu Joseph ficar desconfortável com a brincadeira. As garotas que estavam na rodinha se entreolharam e depois encararam Demi de cima à baixo. 

— Cala a boca, James! — Um outro amigo de Joe disse dando um tapa na nuca de James. — Já fumou um beck hoje, Joe? — Ele perguntou dando um gole no seu copo de margarita passando para Joseph logo em seguida. — Eu conheci um cara que está descolando umas drogas da hora, se você quiser a gente vai lá.  

— Você fica aqui, Demi? — Perguntou virando-se para ela. Pela primeira vez em muito tempo, Demi não estava se sentindo confortável ali. Ela preferia estar em casa deitada com Joseph conversando sobre besteiras. Demi assentiu e fechou os olhos quando os lábios de Joseph foram de encontro aos seus, acalmando toda aquela confusão que estava em seu peito. Ela alisou o cabelo dele com as pontas do dedo e separou o beijo com selinhos e um sorriso bobo. — Eu não vou demorar. — Ela apenas assentiu e pegou o copo de margarita que estava na mão dele. Joseph saiu deixando-a sozinha com as garotas que também estavam na rodinha.

— Vamos dançar! — Uma das garotas disse animadamente! Ela puxou Demi pela mão e juntas elas caminharam até a pista de dança! A música que tocava era um do rapper que Demi não conseguiu identificar. A garota loira e alta começou a dançar de forma sensual, ela dançava de frente para Demi e passava as mãos pelo corpo da morena com um sorriso de lado no rosto. 

— Se solta, Demi! — Uma outra menina disse dando um longo gole na sua bebida, Demi suspirou e virou o resto de margarita que havia no copo. Ela deixou o copo de lado e começou a dançar de forma sensual com o grupo de garotas, elas não apenas dançavam mas passavam a mão de forma explícita no corpo uma da outra! Demi retribuiu o sorriso enquanto seu corpo subia e descia no ritmo da música. Ashley empurrou seu copo na boca de Demi fazendo ela beber todo o conteúdo em um gole só. Ela gargalhou e levantou o copo pra cima. Depois de longos minutos na pista de dança dançando e bebendo, as garotas decidiram sentar em uma mesa para conversar. Elas pedira uma rodada de tequila e Demi olhou em volta da boate à procura de Joseph mas não havia nenhum sinal dele. 

— Acho que não nos apresentamos ainda, eu sou Ashley, essa é Camilla e essa é Brenda. —Falou indicando uma por uma. As meninas cumprimentaram Demi com um sorriso. 

— Eu sou Demi. — Disse com um sorriso fraco nos lábios, ela deu um gole em sua tequila e olhou em volta da boate novamente, Joe estava demorando! Ela voltou-se para as meninas e as observou atentamente — Vocês conhecem o Joe há muito tempo? — Perguntou, elas se entreolharam e riram baixinho assentindo.

— Todas nós já ficamos com ele, Demi. — Camilla disse virando seu copo de tequila. Demi franziu o cenho e sentiu seu coração se contorcer dentro do peito. Sua cabeça mandava ela ir embora dali enquanto ainda havia tempo mas seu coração pedia pra ficar ao lado dele, e ela sempre escutava seu coração. — Eu fiquei com ele durante duas semanas. De todas aqui eu fui à quem ficou com ele mais tempo, duas semanas é o limite dele! — Falou levantando a mão para o garçom que passava com mais um rodada de bebida.

— Eu fiquei com ele durante uma semana, ele sabe como fazer mas não vale nada.  — Ashley revirou os olhos e encarou Demi que estava se sentindo estranha.

— Eu fiquei com ele só uma noite e vai por nós, Joseph é o cara mais galinha dessa boate. Ele não vale o chão que pisa! — As meninas riram e Demi suspirou sentindo sua cabeça rodar, sua mente trabalhava de uma maneira árdua. Todas aquelas meninas conheciam Joseph e sabia quem ele era, será que ele não prestava mesmo ou tudo aquilo era inveja por ela ter conseguido tudo o que elas não conseguiram? Afinal, ela estava com Joseph há mais tempo do que as três juntas. 

— E você está com ele há quanto tempo? — Camilla perguntou curiosa com uma das sobrancelhas arqueadas. 

— Vai fazer um mês. — Suspirou e bebeu o resto de bebida que havia em seu copo. 

— Você foi mais longe que todas nós mas não se apaixona não! Ele não presta, conselho de amiga! — Ashley piscou. — Mais uma rodada, por favor! — Ela gritou para o garçom com um sorriso. Brenda olhou para trás e chamou atenção das garotas fazendo com que elas também olhassem. Demi franziu o cenho sentindo seu coração bater acelerado no peito quando viu Joseph encostado no balcão e havia uma garota com ele. A menina era ruiva e estava sentada em cima do balcão, ele disse alguma coisa no ouvido dela fazendo ela sorrir. Demi conseguiu ver perfeitamente quando Joseph alisou uma das coxas desnudas da garota. Demi virou-se sentindo os olhos marejarem mas ela segurou as lágrimas, não choraria por ele dentro de uma boate. 

— Vai se acostumando, querida. Enquanto você estiver com ele, você vai ver muitas cenas como essa! — Camilla sorriu de um modo consolador. E agora o que devia fazer? Demi mordeu o lábio inferior indecisa, ia embora ou aproveitava a festa como se nada tivesse acontecido? 

— Nada de ficar pra baixo, vamos dançar! — Ashley disse animadamente levantando-se. Ela puxou Demi pela mão e de mãos entrelaçadas elas caminharam até a pista de dança, no meio do caminho Ashley fez com que Demi esbarrasse em Joseph propositalmente. Já na pista de dança, Demi começou a dançar de forma provocadora principalmente quando a voz da Ciara ecoou pelo local, o estilo R&B deixava tudo ainda mais sexy. A pista de dança estava lotada e isso fazia com que elas dançassem coladas uma na outra. Demi mordeu o lábio inferior quando sentiu as mãos de Brenda sobre os seus quadris, ela sorriu e levou um das mãos até o pescoço de Ashley que dançava atrás dela. Demi empurrou ainda mais seu quadril em direção à Ashley e fechou os olhos enquanto a voz sexy da Ciara ecoava em seus ouvidos. Ela só abriu os olhos quando sentiu os tapinhas que ganhou de Ashley no bumbum, Demi virou-se dando de cara com a garota, elas estavam muito próximas! Os olhos de Ashley transbordavam luxúria, ela mordeu o lábio inferior e encarou os lábios vermelhos da garota. 

— Dê o troco em Joseph. — Foi tudo o que Demi conseguiu ouvir antes de sentir os lábios de Ashley sobre os seus. Ashley levou uma das mãos até os cabelos da nuca de Demi puxando levemente enquanto aprofundava o beijo, quando sentiu suas línguas se tocarem, Demi afastou-se e quando olhou por cima do ombro de Ashley avistou Joseph olhando pra ela com uma sobrancelha arqueada e um copo de bebida nas mãos. 

— Isso... isso não...

— Foi só um beijo, não precisa se preocupar. — Ashley piscou e voltou a dançar como se nada tivesse acontecido. Demi suspirou passando uma das mãos pelo cabelo os jogando de lado, ela voltou a dançar sentindo o olhar de Joseph sobre ela, ele havia começado com aquilo e teria que aguentar. 

Demi e Joseph estavam no estacionamento da boate. Ela estava encostada em um muro com os olhos fechados enquanto sentia as mãos de Joseph passear por todo o seu corpo. Ela jogou a cabeça para trás sentindo os beijos e chupões que ele distribuía ali. As mãos dele subiram da coxa para a barriga por dentro da camiseta e da barriga para os seios. Ela mordeu o lábio inferior e quando lembrou-se da cena dele alisando a coxa da garota, ela abriu os olhos sentindo todo o clima ir embora. — Joseph, para! — Pediu com a voz rouca! O restante da noite havia passado de forma tensa entre eles, Demi respondia Joseph de forma mal educada sempre que ele falava alguma coisa e o provocava dançando de forma provocativa com outros garotos! — Sai, Joe. — Demi o empurrou de forma mais brusca e Joe bufou irritado. 

— Qual é, Demi? — Disse irritado. — Primeiro você beija Ashley na minha frente, depois me trata de forma ignorante e passa o resto da noite dançando com aqueles moleques. Qual é o seu problema? — Demi havia lhe deixado em uma situação nada legal e por isso estava tão irritado, ela estava fazendo aqueles joguinhos provocativos e ele odiava aquilo. 

— Qual é o SEU problema, Joseph? Me fazendo passar de corna na frente dessa boate inteira, se você quer transar vai transar com a vadia que você estava dando em cima. — Ela não estava em seu melhor estado assim como ele também não, nada de bom poderia sair daquilo. 

— Eu te fiz passar de corna? E o que você foi o que? 

— Você me deixou sozinha com três ex's sua praticamente a festa INTEIRA! — Gritou a última palavra e levantou a cabeça o desafiando. 

— Você parecia estar se divertindo muito beijando a Ashley, não quis atrapalhar o momento de vocês. — Falou de modo irônico. Joseph não era um cara que rebatia provocações, geralmente deixava as garotas falando sozinha mas Demi estava lhe tirando a paciência gritando daquela maneira.

— Aquilo foi pra te provar que eu sei jogar, se você quer ficar com outras garotas por ai o problema é seu mas fique sabendo que eu posso ser pior do que você. — Sorriu de forma desafiadora enquanto segurava um copo com um restinho de bebida. — E eu não vou transar com você no estacionamento de uma boate, não depois do que você me fez passar. 

— Para de agir como a porra de uma criança mimada e aja como uma adulta! Eu não tenho paciência pra aguentar birra de criança mal criada. — Demi olhou no fundo dos olhos dele e jogou o resto da bebida que havia no copo que ela segurava no rosto dele. Ela estava tão irritada com ele. 

— SEU FILHO DA PUTA! — Ela gritou socando o peito dele. — VOCÊ É O CARA MAIS CANALHA QUE EU JÁ CONHECI EM TODA A MINHA VIDA, MALDITA FOI A HORA QUE EU ME DEIXEI LEVAR PELO SEU SORRISO IDIOTA. — Joe segurou os dois braços dela fazendo com que ela parasse de socá-lo. — ME SOLTA SEU DESGRAÇADO! — Joe a soltou e limpou o rosto com a manga da sua jaqueta. 

— PARA DE AGIR COMO UMA CRIANÇA, CARALHO. SE VOCÊ AGIR DESSA MANEIRA TODA VEZ QUE UMA MULHER CHEGAR PERTO DE MIM, ESSA PORCARIA DE RELACIONAMENTO NÃO VAI PRA LUGAR NENHUM! Se quiser conversar de uma forma civilizada a gente conversa mas se você for ficar gritando como uma criança birrenta vai gritar sozinha. — O coração dele quebrou em pedacinhos ao vê-la chorar. Ele respirou fundo e colocou a mão na testa. 

— Eu odeio você! — Demi disse com a voz embargada por conta do choro, ela nem sabia exatamente pelo o que estava chorando. Primeiro sentira uma raiva inexplicável dele e agora estava com vontade de chorar, ela não era assim. Não era o tipo dela ficar gritando com o namorado que nem uma louca e sentir tanto ciúmes. — Eu quero ir pra casa. — Ela limpou as lágrimas e o encarou. Joe suspirou e com cuidado se aproximou dela, ele alisou o braço dela e depois limpou as lágrimas que rolavam pelas bochechas rosadas. 

— Desculpa, eu agi como um idiota. — Desculpa era uma palavrinha mágica. — Eu agi como um moleque e não como um homem, me desculpa por deixá-la sozinha a noite toda, era pra ser um final de semana nosso e eu estraguei tudo. — Ele a abraçou pelos ombros e Demi suspirou passando os braços em volta da cintura dele sentindo seu coração se acalmar.

— Você não pode fazer isso comigo, eu gosto de você, eu gosto muito e essas suas atitudes me machucam muito. — Joe suspirou e acariciou o cabelo dela. Ele realmente era um filho da puta! O que estava fazendo com ela era tão baixo, mas o que poderia fazer? Gostava dela, gostava mais do que deveria, não estava em seus planos se apaixonar por ela mas aconteceu e agora se via em uma sinuca de bico, sem saber pra onde ir ou o que fazer. — Podemos ir pra casa? — Demi pediu levantando a cabeça para olhá-lo. Joe assentiu e acariciou o rosto dela com o dedão. Demi fechou os olhos e deixou que ele a beijasse, ignorando todas as vozes em sua cabeça que diria que ele ia ferrar com a vida dela!


DIA SEGUINTE
08:30 DA MANHÃ

Demi mexeu-se na cama sentindo um corpo grande e pesado abraçado à si. Ela abriu os olhos e piscou algumas vezes até focalizar Joseph ali ao seu lado dormindo tranquilamente, ela sorriu enquanto o observava, ele era bonito até dormindo! Os cabelos dele estavam perfeitamente bagunçados, as bochechas estavam levemente coradas e sua barba moldava seu rosto perfeitamente. Quando eles chegaram ao sítio dos pais dele, a reconciliação aconteceu com sexo, carinhos e promessas! Ela sorriu relembrando da noite mas fez uma careta logo em seguida quando sentiu o enjoo tomar conta de si, ela levantou bruscamente e correu para o banheiro. As mãos de Joseph pararam em seus cabelos puxando levemente para trás. Demi tossiu algumas vezes após colocar tudo pra fora. — Eu não quero que me veja assim. — Murmurou levantando-se. Ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e foi até a pia escovar os dentes. 

— Não diga bobagens, você está bem? — Joe perguntou encostando ao lado dela na pia. Demi olhou para ele através do espelho e assentiu brevemente. — Tem certeza? — Perguntou mais uma vez porque ele não estava tão convencido com a resposta. Demi guardou a escova de dente e lavou o rosto, ela assentiu novamente e suspirou.

— Eu só estou um pouco enjoada. — Comentou enquanto observava Joseph escovar os dentes, ele a olhou e lhe deu um sorriso espumado fazendo ela rir.

— Ressaca? — Ele perguntou guardando a escova de dentes e lavando o rosto logo em seguida, Demi assentiu e juntos eles voltaram pra cama.

— Acho que sim, isso é estranho porque eu nem bebi tanto ontem e eu não tenho estômago fraco pra bebida. — Comentou enquanto deitava-se ao lado dele. Demi o abraçou pela cintura entrelaçando suas pernas. Era bom estar nos braços dele, a maneira que Joe lhe abraçava era tão protetora, ela se sentia protegida de todo o mundo.

— Já faz muito tempo que você está se sentindo assim? — Perguntou enquanto fazia carinho no cabelo dela, Demi fechou os olhos e negou com a cabeça.

— Desde ontem de manhã, esse enjoos vem sempre de manhã e é um saco! — Murmurou e se aninhou ainda mais à ele. Joe não disse nada, apenas beijou a testa dela e continuou acariciando os cabelos dela até ela dormir. Ele não queria tirar nenhuma conclusão precipitada, sempre se protegeu na hora do sexo, não era possível ela estar grávida.

Quando Demi acordou duas horas mais tarde, ela estava sozinha na cama. Demi suspirou e levantou sentindo todo seu corpo se arrepiar, eles estavam no outono, ventava frio lá fora e ela estava vestindo apenas uma camisola de tecido fino. Demi se abraçou, calçou as sandálias e desceu à procura de Joseph. — Joe? — O chamou enquanto descia as escadas. Ela o encontrou de costas encostado no balcão da cozinha, ele falava ao telefone. Demi se aproximou dele e o abraçou pela cintura, Joe mordeu o lábio inferior e suspirou.

— Tudo bem, a gente se vê na segunda, o.k? Beijos, eu também... tchau! — Ele finalizou a chamada e abraçou Demi pela cintura depositando um breve beijo no pescoço dela enquanto sentia a culpa lhe dominar, ele estava encurralado. Eu estou preparando algo pra você comer. — Demi sorriu e ficou na ponta do pé pra alcançar os lábios dele e antes mesmo dos lábios encostarem, seu estômago roncou e eles riram. — Acho que tem alguém faminta aqui. — Demi riu e deu um breve selinho nos lábios dele.

— O café está cheirando. — Comentou inalando profundamente o cheirinho de café recém preparado. Joe assentiu e a beijou na bochecha, ele precisava olhar as torradas. — Panqueca com mel e banana cairia muito bem agora. — Disse umedecendo os lábios, dava água na boca só de imaginar as panquecas suculentas. — Parece até que tem um pequeno dragão na minha barriga. — Brincou e o abraçou pela cintura dando um beijinho nas costas nua dele.

— Eu posso preparar pra você... — O sorriso dela foi de orelha à orelha, ela o abraçou pelo pescoço e distribuiu vários selinhos pelo rosto dele. — Me esperar lá na cama que daqui à pouco eu vou levar as melhores panquecas que você já comeu na sua vida. — Piscou. A ideia de ficar deitada lhe agradava bastante e por isso ela não protestou, apenas deu um selinho nos lábios dele e subiu as escadas em direção ao quarto. Ultimamente ela estava se sentindo tão cansada que qualquer oportunidade que tinha pra ficar na cama, ela aproveitava. Demi deitou-se na cama sentindo todo seu corpo aquecer com o cobertor de Joseph, era tão cheiroso. Ela buscou pelo controle da televisão e colocou em um canal qualquer.

Os primeiros sintomas de gravidez costumam ser muito sutis e para que as mulheres consigam associa-los à uma gravidez precisam de fato conhecer seu corpo e seu ciclo já que muitas vezes eles são extremamente similares aos sintomas da TPM. Veja agora quais são um dos primeiros sintomas de gravidez que costumam aparecer:

Enjoo matinal
Os enjoos constantes, principalmente no horário matinal, são um ótimo indicativo de gravidez. Ao acordar, a mulher pode sentir vontade de vomitar mais neste período.

Sonolência
A sonolência é um sinal típico da gravidez. A mulher passa a sentir mais cansaço e sono excessivo por causa das alterações hormonais.

Alteração no olfato e paladar
As mudanças hormonais causam a perversão olfativa e gustativa. As mulheres com este sintoma sentem vontade de comer coisas ou passam a não tolerar um determinado cheiro...


— Demi... — Demi desligou a televisão rapidamente e encarou Joseph que estava parado em frente à porta do quarto segurando uma bandeja repleta de coisas. Ela suspirou e forçou sorriu quando ele se aproximou dela. — O que você estava assistindo? — Perguntou colocando a bandeja em cima do criado-mudo. Demi sentou na cama e negou com a cabeça. Sintomas de gravidez... enjoo matinal... sonolência... Céus, será que ela estava grávida?

— Não era nada interessante. — Deu os ombros e deu espaço para Joe sentar ao seu lado. Não iria encher a cabeça dele com coisas na qual ela não tinha certeza, ela não estava grávida! Demi se esticou e pegou uma panqueca, ela fechou os olhos quando deu a primeira mordida e lambeu os lábios, aquelas panquecas estavam divinas! — Amor, as suas panquecas são as melhores! — Ela disse repousando a cabeça no ombro dele. — Eu não sabia que você cozinhava tão bem.

— Eu faço o melhor pra não passar fome. — Ela riu e bebericou a caneca de café. — Você está se sentindo melhor? — Demi assentiu dando outra mordida na panqueca.

— Eu to bem, não precisa ficar preocupado. — Disse depositando um beijinho na bochecha dele. 

— Hoje um amigo meu vai vir aqui. — Joe encostou as costas na cabeceira da cama e deu uma colherada na salada de frutas que ele havia feito. 

— Que amigo? — Perguntou abrindo a boca para Joseph colocar uma colherada de salada em sua boca. Ela mastigou e o encarou

— O nome de é Cole, ele é tatuador. Tem um estúdio aqui perto. 

— Você vai fazer uma tatuagem? — Demi perguntou dando outra mordida na panqueca, ela estava comendo de tudo um pouco. Joe assentiu dando os ombros e roubou um selinho dela, a carinha de bebê dela era tão linda, os olhos castanhos claro era enlouquecedor. Demi sentou no colo dele e se inclinou para acariciar o rosto dele com uma das mãos. — Eu sinto muito por ontem, eu não queria jogar a bebida na sua cara daquela maneira, eu só fiquei irritada quando vi você com aquela garota. — As mãos de Joseph pararam no bumbum dela e ele sorriu encostando seus lábios nos dela. 

— O que as meninas falaram sobre mim é verdade, eu não presto mas eu realmente gosto de você, Demi. Eu gosto de verdade e eu ainda vou pisar muito na bola, você vai me odiar mas nunca se esqueça que você foi a primeira garota que me ganhou de jeito! Você é encantadora e eu não te mereço. — Ele disse tudo aquilo a olhando nos olhos, Demi sorriu e o beijou. Joe apalpou o bumbum dela enquanto a beijava e Demi acabou esbanjando um sorriso nos lábios dele, o som da campainha ecoou no local e Joe separou o beijo bufando. — Deve ser seu amigo. — Joe assentiu e deu mais um selinho nos lábios dela antes de levantar para vestir uma bermuda. 

— Cole sempre chega em horas inconvenientes. — Bufou e Demi riu o observando sem camisa. Ele era tão bonito, Joe lhe deu mais um selinho e desceu quando tocaram a campainha novamente. 

Demi esticou-se na cama sentindo a preguiça tomar conta de todo o seu corpo. Ela suspirou e levantou caminhando em direção ao banheiro, tirou suas peças intimas e ligou o chuveiro. Enquanto lavava os cabelos Demi começou a pensar no que havia visto na televisão. Ela não estava grávida, aquilo não podia acontecer com ela, só tinha dezessete anos e seus pais lhe matariam. Demi suspirou enquanto sentia a água lavar a espuma do seu cabelo, a melhor coisa que poderia fazer no momento era relaxar, ela não estava grávida! Assim que terminou seu banho, Demi saiu do banheiro enrolada em um toalha azul escura, 
ela conseguiu ouvir as gargalhadas de Joseph no andar de baixo, Demi vestiu um vestido cinza soltinho de alcinha e penteou os cabelos molhados. 

Assim que entrou na sala, sentiu as bochechas corarem. Joseph e Cole escutavam um rap qualquer, fumavam e conversavam enquanto Cole preparava as coisas para começar a tatuar Joseph. — Cole, essa é Demi. — Joe disse puxando a garota pela mão, ela o cumprimentou com um breve beijo na bochecha e sentou de lado no colo de Joseph. 

— É um prazer, Demi. — Cole tinha grandes tatuagens pelo corpo e tinha o cabelo raspado. Demi acariciou o cabelo de Joseph e observou Cole enquanto ele preparava as coisas. Joe soltou a fumaça do cigarro e ofereceu pra Demi que negou com a cabeça, ela não queria arriscar.

— Já sabe o que vai tatuar? — Demi perguntou curiosa, Joe assentiu e lhe deu um selinho.

— Vou tatuar um coração e uma flecha em baixo. — A tatuagem seria no antebraço dele. Joe sorriu e deu um breve selinho nos lábios dela enquanto sentia uma das mãos dela acariciando suas costas gentilmente. 

— Algum significado especial? — Perguntou enquanto observava Cole colando o desenho aonde faria a tatuagem. A verdade era que ela também estava tentada à fazer uma tatuagem, sempre teve vontade mas seus pais como sempre nunca deixaram. 

— O coração é pra representar o amor que eu sinto por você e a flecha significa algo eterno. — O sorriso dela foi de orelha à orelha. Aquele homem existia mesmo? Demi acariciou o rosto dele e o beijou de forma apaixonada. Joseph era tudo o que ela sonhara e mais um pouco. 

— Eu amo você. — Ela disse com um enorme sorriso bobo nos lábios, cada dia que passava ela tinha mais certeza sobre o amor que sentia por ele, mesmo seu cérebro lhe alertando à todo momento que aquilo não iria durar. Joseph sorriu e beijou a bochecha dela dando um mordidinha logo depois. 

— Quer fazer uma? — Cole perguntou enquanto começava a contorna o desenho com a maquininha. Demi olhou para ele e mordeu o lábio inferior pensativa. — A dor é super suportável. — Ele a olhou brevemente e voltou a se concentrar no que estava fazendo. Ela olhou para Joseph que assentiu e sorriu, Demi assentiu animada e deitou a cabeça no ombro dele. 

— Eu quero fazer uma pena atrás da orelha, penas significa liberdade! — Ela tinha que fazer em um lugar escondido porque se seus pais soubesse que ela havia tatuado seu corpo com certeza teriam um ataque. Quando Cole terminou a tatuagem de Joseph, rapidamente começou a fazer a de Demi. Ela entrelaçou uma de suas mãos na mão de Joseph e sorriu observando como suas mãos se encaixavam tão perfeitamente.


***


Assim que Joseph estacionou o carro no estacionamento de uma arena, Demi franziu o cenho confusa. O lugar estava lotado e ela não conseguia entender o que eles estavam fazendo ali. Demi saiu do carro e o sorriso dela foi de orelha à orelha quando viu algumas pessoas vestindo camisetas e faixas da sua banda favorita, ela não estava acreditando que eles estavam em um show do Arctic Monkeys. Joseph sorriu de maneira sapeca e tirou dois ingressos do bolso. 

— Oh meu Deus, Joseph! — Demi disse animadamente e pulou no colo dele rodeando as pernas em volta de sua cintura. Ela alisou o cabelo dele e colou seus lábios em um beijo digno de cinema! Ela estava passando os melhores dias da sua vida ao lado daquele homem. — Você é o melhor namorado do mundo! — Falou assim que separou o beijo ofegante. Joe sorriu colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha, ele sentia algo lhe corroer por dentro, estava prestes à estragar tudo e ela nunca o perdoaria.

— Eu fico feliz em saber que você gostou da surpresa, eu quero que seja uma noite na qual você nunca se esqueça! — O tom dele era como de despedida mas Demi estava envolvida demais no momento para perceber. Os ingressos que Joseph havia comprado era na pista premium, eles estavam bem de frente ao palco! Demi encostou a cabeça no peito dele e o abraçou pela cintura enquanto o show não começava. 

— Você é incrível, sabia? Eu sempre quis vim em um show deles. — Demi ergueu o rosto sorridente para olhá-lo nos olhos. — Ter conhecido você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Seremos eu e você contra o mundo. — Ela entrelaçou suas mãos e ficou na ponta dos pés para alcançar os lábios dele. Tinha como ela estar mais feliz? Estava no show da sua banda favorita com o homem que ela amava, ah, ela era uma menina sortuda! Quando Baby I'm Yours tomou conta da arena Demi entrelaçou suas mãos virou-se para Joseph com um sorriso bobo nos lábios, ela sempre pensava nele quando escutava aquela música. Demi passou os braços em volta do pescoço dele e cantarolou o olhando nos olhos. 

 — Baby, i'm yours and i'll be yours until the sun no longer shines, yours until the poets run out of rhyme, in other words until the end of time. — Demi sorriu e encostou seus lábios em um beijo apaixonado. Ambos estavam envolvidos naquele momento enquanto a voz do Alex Turner soava pela arena. Demi levou uma das mãos até o rosto dele acariciando gentilmente, ela separou o beijo com dois selinhos e abriu os olhos encarando as iris esverdeadas. Ela o amava, amava muito e ficaria contra tudo e todos pra ficar ao lado dele. 

— Eu amo você, Demi! — Joseph disse sentindo seu coração acelerado no peito. Ele ia arrumar aquela bagunça. Ele estava apaixonado por ela e era com ela que ele queria ficar. Iria dar um jeito de arrumar aquela bagunça toda pra ficar apenas do lado dela. 

O show acabara por volta das duas e meia da manhã. Demi estava tão animada, eles saíram do local de mãos entrelaçadas comentando cada detalhe sobre o show. Demi adentrou no carro e antes de colocar o cinto de segurança, ela se inclinou sobre Joseph e alisou o peito dele. — Hoje foi um dos melhores dias da minha vida! Obrigada por tudo, eu amo você. — Joe sorriu e enterrou a cabeça no pescoço dela inalando profundamente seu cheiro. Demi fechou os olhos e sorriu aproveitando o momento, ela estava vivendo tudo o que sempre sonhara. 

— Te amo, princesa. — Eles se entreolharam e selaram os lábios em um beijo simples. Demi sorriu entre o beijo, lhe deu um selinho e colocou o cinto de segurança. Joseph deu partida no carro, ele iria levá-la em um lugar especial. Depois de uma hora e quinze minutos, Joe estacionou o carro numa guia e pediu pra ela sair do carro. Demi se abraçou e franziu o cenho confusa, lá fora estava ventando frio. 

— O que estamos fazendo aqui? — Perguntou olhando para o céu, dali eles tinham uma visão bem ampla da cidade, os enormes prédios e de todos os pontos turísticos da cidade! Era uma visão incrível.

— Daqui temos uma vista incrível, quero compartilhar isso com você. — Comentou enquanto buscava uma manta dentro do carro. Eles sentaram em cima do capô do carro e se enrolaram, Demi encostou a cabeça no ombro de Joseph e suspirou quando sentiu ele a abraçar do modo protetor que somente ele sabia. Depois de algumas horas os primeiros raios de sol começou à surgir entre as nuvens que estavam clareando, era uma visão incrível! Demi sorriu encantada e levantou o rosto para poder olhá-lo. — Eu não sou um cara perfeito, eu sou um verdadeiro filho da puta e não mereço você! Não estava nos meus planos me apaixonar por você mas eu me apaixonei, eu não sei o que pode acontecer amanhã ou depois, mas eu prometo que vou dar o meu melhor pra conseguir ficar ao seu lado, eu amo você Demi e lembre-se disso sempre, ok? — Demi olhou pra ele com os olhos marejados, aquilo estava soando como um despedida e ela conseguia sentir que tinha algo de errado. Demi sorriu entre as lágrimas quando Joe colocou uma pulseira com um único pingente que era a letra J em seu pulso. — Amo você e todos esses momentos que passamos juntos vão ficar pra sempre na minha memória. 

— Não fala como se fosse uma despedida. — Ela pediu com a voz embargada e Joe sentiu seu coração quebrar em vários pedacinhos, se ele não conseguisse concertar as coisas, aquele seria o último momento deles juntos. — Eu amo você, Joseph! — Disse quando ele limpou as lágrimas, Joseph a abraçou fortemente e suspirou sentindo seus olhos marejarem, no dia seguinte as coisas já não seriam mais as mesmas. 

--

boa tarde meninas, tudo bom com vocês?
sinto muito pela demora do capítulo mas as coisas estão corrida e eu queria dar o meu melhor já que esse capítulo é o último do otp juntos... eu particularmente gostei bastante dele e espero que vocês também goste! o próximo é o último capítulo dessa fase da fanfic e logo iremos para os "dias atuais" enfim, vou começar a escrever o próximo ainda hoje, muito obrigado por todos os comentários, vocês são demais! volto assim que puder, ok? 
♡ respostas aqui  ♡


♡ happy birthday to our little princess 

13/08/2017

4. Dreams



DUAS SEMANAS DEPOIS 


Demi estava sentada em sua escrivaninha estudando química. As coisas estavam tão complicadas pra ela. Faziam duas semanas que ela não via Joseph e nem tinha notícias dele. A saudade estava grande e ela ansiava pelo dia que iria abraçá-lo e beijá-lo, porque ela não podia ser simplesmente feliz ao lado do homem que ela amava? Demi fitou o relógio em cima da escrivaninha e suspirou enquanto fechava o enorme livro de química, já eram duas horas da manhã e ela estava colocando as matérias atrasadas em dia. Uma pedrinha bateu em sua janela e Demi franziu o cenho, o que diabos era aquilo? Ela se aproximou da janela e abriu a cortina, o sorriso dela foi de orelha à orelha ao ver Joseph parado ali. Ele acenou e Demi abriu a janela. Ela fez um sinal para ele esperar e fechou a janela novamente. Demi saiu do quarto na ponta do pé sem fazer barulho, ela procurou pelos pais e não os encontrou, pedia à Deus para que eles estivessem dormindo. Demi saiu de casa sem fazer barulho e foi até Joseph que estava escorado no carro esperando por ela. 

Demi sorriu e correu até ele pulando em seu colo, ela o abraçou com força e inalou profundamente o cheiro dele. — Eu senti tanto a sua falta. — Ela sorriu e o beijou, era tão bom sentir os lábios dele sobre os seus novamente. A língua dele acariciava a sua matando toda a saudade que haviam sentido durante aquelas duas semanas. 

— Eu também senti a sua falta. — Joe a encarou e alisou o rosto dela com o dedão. — Você parece ainda mais bonita. — Demi sorriu e colou seus lábios novamente, era tão bom estar com ele novamente. — Vem, vamos pro carro. — Eles entraram no carro e Joe ligou o ar condicionado. Lá fora estava frio e Demi estava vestindo apenas uma camisola. Ela se aconchegou no colo dele e suspirou, aquilo era tão bom. 

— Eu fiquei tão preocupada com você durante esse tempo, eu estou de castigo, eu só posso sair pra ir à escola e estou sem celular, sem notebook, sem vida praticamente. Como você está? Por que demorou tanto pra vir me ver? 

— Eu sinto muito por fazer você passar por tudo isso. Eu não fiquei muito tempo preso, fui solto algumas horas depois de pagar a fiança. Meu advogado está cuidando de tudo, o carro foi apreendido mas não era meu mesmo. — Deu os ombros e a abraçou ainda mais, era bom tê-la em seus braços. — Eu queria ter vindo antes mas meus pais chegaram de viagem à poucos dias e eu tive que resolver uns problemas. 

— Eu fiquei tão preocupada com você, eu tentei te ver àquele dia mas meu pai não deixou. Nós brigamos e eles ainda estão bravos comigo, eu estou com medo, Joe. Eles são médicos influentes e meu pai disse que se soubesse que estamos juntos de alguma forma, ele ia dar um jeito de te tirar do mapa. — Ela fechou os olhos e deixou as lágrimas escorrerem, ela tinha medo do que seus pais podiam fazer com Joe. 

— Eles não vão fazer nada contra mim, só estão colocando medo em você pra você se afastar de mim. Eu sei me cuidar e prometo que não vou à lugar nenhum, eu vou arrumar essa bagunça, Demi. Eu prometo à você. — Demi sorriu sentindo um enorme conforto em seu coração. Ela ergueu a cabeça para beijá-lo. Joe alisou as coxas nuas dela e aprofundou ainda mais o beijo. Demi sentou-se no colo dele com uma perna de cada lado do corpo dele. Ela mordeu o lábio inferior dele e deu uma puxadinha apenas para provocá-lo.

— Eu quero você, Joe. — Ela disse tirando a camiseta dele. Tinha sentido tanta falta de passar as mãos pelo corpo dele, tinha sentido falta dos beijos, das mãos dele acariciando seu corpo, tinha sentido falta de fazer amor com ele! Joseph tirou a camisola dela e apertou os seios dela, Demi gemeu baixinho e o abraçou pelo pescoço. — Devagar, amor. Eles estão doloridos. — Já fazia alguns dias que Demi sentia os seios sensíveis, sem contar que ela sentia um sono de outro mundo, passava a maior parte da tarde dormindo e durante às aulas os professores lhe chamavam atenção à todo momento. Joseph desceu as mãos até o bumbum dela e a beijou enquanto Demi trabalhava em seu cinto. 

— Eu senti sua falta, Dem. — Ele sussurrou em seu ouvido e beijou o pescoço dela. Demi suspirou enquanto sentia todo seu corpo implorar por ele, pelo toque dele. Demi desceu as mãos até a calça dele e abriu os botões e o zíper. Ela o acariciou por cima da cueca e mordeu o lábio inferior ao senti-lo tão duro. Era bom saber que ela não precisa de muito para deixá-lo naquele estado. Depois de tantas mãos apalpando lugares sensíveis, Joseph tirou o preservativo do porta luvas e fundiu seus corpos. Demi se movimentava pra frente e pra trás com os olhos fechados e a cabeça enterrada no pescoço dele, aquilo era tão bom. Eles se moviam se pressa, estavam aproveitando o momento e matando a saudade que haviam sentido.

— Eu poderia viver o resto da minha vida ao seu lado. — Ela disse sussurrando com os olhos fechados enquanto se movimentava sobre ele. — Você foi a melhor coisa que me aconteceu e eu não quero mais ficar longe de você. — Joe deu um beijo no pescoço dela e a segurou pela cintura lhe ajudando com os movimentos.

— Eu prometo que vou arrumar essa bagunça. — Era tudo o que ele poderia dizer. Ele iria arrumar a bagunça que era sua vida porque ele queria ficar somente ao lado dela.

— Eu amo você, Joe. — Agora não tinha mais volta, o que ele mais temia acontecera, ela o amava. Joe não podia mentir pra si mesmo, ele também a amava mas as coisas não era tão fáceis assim, tinha muita coisa em jogo. Joseph beijou-lhe na bochecha e suspirou sentindo seu coração bater acelerado no peito. Demi ergueu a cabeça para beijá-lo e começou à quicar sobre ele, pra cima e pra baixo. Os movimentos começaram à ficar mais intensos e mais rápidos, ela fechou os olhos sentindo todo o prazer tomar conta do seu corpo e não demorou muito para que Joseph estivesse sentindo a mesma sensação. Demi se acomodou no peito dele e fechou os olhos sentindo o sono tomar conta do seu corpo.

— Amor, não dorme. — Ele pediu e Demi abriu os olhos tentando se manter acordada. — É melhor você ir pra casa descansar. — Disse enquanto acariciava os cabelos dela.

— Eu não quero ficar longe de você. — Ela disse manhosa enquanto se aninhava ainda mais nos braços dele, era reconfortante sentir os braços dele em volta de si, lhe protegendo de todo o mundo. Era uma sensação única que ela só sentia quando estava ao lado dele. — Eu tenho medo de ficar longe de você novamente.

— O que você acha de passarmos todo o final de semana juntos? Eu venho te buscar amanhã à noite e nós vamos pra um lugar bem longe daqui aonde será apenas eu e você. — Demi sorriu e assentiu um pouco sonolenta, ela beijou o pescoço dele e alisou o cabelo da nuca dele puxando levemente.

— Eu poderia fugir com você, sabia? — Ela abriu os olhos e o encarou. Era a mais pura verdade, ela era capaz de fugir com ele sem dar satisfação pra ninguém. — Poderíamos fugir pra um lugar bem longe, um lugar aonde ninguém iria nos achar, seriamos só eu e você, sem ninguém pra opinar sobre a nossa relação, nós viveríamos juntos em um apartamento pequeno, no começo teríamos um pouco de dificuldade mas depois tudo iria ficar bem, como naqueles filmes de romance. Com o passar dos anos iriamos encher o apartamento de bebês, depois netos e bisnetos. — Ela ergueu a cabeça para olhá-lo e sorriu. Ela via aquele futuro para eles, queria construir sua família com ele, sabia que Joseph era o amor da sua vida. Joe sorriu e beijou a testa dela, era um lindo futuro mas as coisas não eram tão simples assim.

— Nós teremos um futuro lindo, Dem. Eu vou concertar toda essa bagunça que eu estou metido, eu prometo. — Demi sorriu e encaixou seus lábios em um beijo calmo e apaixonado. Ela não sabia que bagunça era aquela que ele estava metido mas contando que eles ficassem juntos, nada daquilo importava. Ah, como ela o amava, chegava à ser engraçado como Joseph conseguiu ganhar seu coração em tão poucos dias. Demi separou o beijo com dois selinhos e sorriu. — É melhor você voltar pra casa, amanhã eu venho nesse mesmo horário, ok? — Demi assentiu e sorriu.

— Você promete que vem? — Joe assentiu com a cabeça e alisou a bochecha dela com o dedão. — Eu amo você. — Ela disse o olhando nos olhos e colou seus lábios em um beijo rápido. Eles saíram do carro e se despediram com mais beijos e abraços. Demi estava tão emotiva, ela tinha os olhos marejados e o abraçava forte pela cintura.

— Ei, eu volto. — Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e sorriu. — Amo você, ok? — Demi sorriu entre as lágrimas e assentiu sentindo seu coração acelerado no peito. Eles se despediram com mais um beijo e Joe esperou Demi adentrar em casa antes de entrar no carro e dar partida.


DIA SEGUINTE 06:30 DA MANHÃ


Clarice saiu do banheiro amarrando longo robe, ela prendeu o cabelo em um coque alto e buscou o óculos de grau em cima da cômoda que tinha no quarto. Ela saiu do quarto ainda sonolenta e bateu na porta do quarto da filha, como não teve nenhuma resposta ela entrou no quarto. Demi dormia profundamente na cama, ela estava abraçada à um urso grande e estava encolhida no canto da cama. Clarice sorriu observando sua menina, Demi era o que ela tinha de mais precioso na vida e faria de tudo para proteger sua menina. Ela se aproximou e tirou o cabelo do rosto da garota. — Demi, acorda, você precisa ir pra escola. — Demi fez uma careta e quando abriu os olhos correu para o banheiro, ela fechou a porta e vomitou. Céus, ela estava se sentindo tonta e a náusea era tão forte. — Está tudo bem, filha? — Clarice perguntou segurando o cabelo da filha. Demi fechou a tampa da privada e suspirou. 

— Eu não estou me sentindo bem. — Fez uma careta e foi até a pia escovar os dentes. 

— Será que foi algo que você comeu? — Perguntou preocupada. — É melhor levarmos você pro hospital, vou acordar seu pai. 

— Não, mãe. Não foi nada demais, deve ter sido alguma coisa que eu comi. — Disse, ela escovou os dentes e lavou o rosto. — Eu posso ficar em casa hoje? — Pediu prendendo o cabelo num coque. Clarice assentiu e suspirou, ela estava preocupada. 

— Você não acha melhor fazermos um exame?— Clarice perguntou ajeitando a cama para Demi deitar novamente. Demi negou sentindo a cabeça dar voltas e mais voltas, o que estava acontecendo com ela? — Eu aposto que foi aquela pizza gordurosa que você comeu, você só quer comer essas porcarias, não se alimenta direito... — Reclamou enrolando a filha. Se ela deixasse, Demi passava a semana toda se alimentando de pizzas, hambúrgueres, salgadinhos e várias outras besteiras. — Se até a noite você não estiver se sentindo melhor vou levá-la para o hospital.

— Eu vou ficar bem, mãe... foi só um mal estar.— Clarice assentiu e beijou a testa de Demi, ela saiu do quarto e fechou a porta. Demi respirou fundo sentindo sua cabeça dar volta, maldita hora que foi ficar doente, aquilo não estava nos planos, ela queria passar o final de semana com Joseph sem nada pra atrapalhar.

Clarice estava sentindo uma sensação estranha, seu coração de mãe dizia que havia algo de errado mas ela não sabia o que exatamente. Clarice voltou para o seu quarto e deitou-se na cama, ela abraçou o marido pela cintura e suspirou. — O que foi, querida? — George perguntou com a voz sonolenta. Clarice o olhou e lhe deu um selinho. — Demi já foi pra escola?

— Ela não vai hoje. — George arqueou a sobrancelha e Clarice alisou a barba do marido. Ele não gostava de quando a filha faltava na escola? todo aprendizado era importante. — Ela acordou passando mal, eu queria levá-la para o hospital mas ela não quer. Eu deixei ela faltar hoje e se caso ela não melhore, nós podemos levá-la para fazer alguns exames.

— Como assim passou mal? Demi é uma garota saudável, ela dificilmente fica doente apesar de toda porcaria que ela come.

— As pessoas ficam doentes, George, isso é normal. Pode ser uma virose, uma gripe forte... não vamos nos preocupar à toa. — Ela sentia que não era apenas aquilo mas não queria preocupar o marido à toa, primeiro iria descobrir o que estava acontecendo para depois informá-lo. George assentiu suspirando e alisou o cabelo da mulher.

— Hoje Bruce e Kelly voltam para o hospital. — Disse alisando o rosto da mulher. A rixa que ele tinha com Bruce Jonas era uma rixa de anos, desde a época da faculdade, ele simplesmente não o suportava. — E eu vou falar com ele sobre o filho dele. Eu quero aquele moleque longe da nossa menina, se não eu sou capaz de fazer uma besteira.

— Você não acha melhor eu falar com ele? Você é explosivo e pode acabar se alterando, se você causar outra briga dentro daquele hospital é capaz de perder a presidência do hospital de uma vez por todas. — Falou preocupada o olhando nos olhos. George e Bruce já haviam brigado uma vez no hospital e Richard, o chefe deles havia sido bem claro quando disse que não aturaria outra briga daquelas dentro do hospital.

— Eu não quero você perto dele, eu vou resolver isso do meu jeito, não precisa se preocupar. — Aquilo era impossível, ela se preocupava e se preocupava muito. — Hoje nós temos plantão, descanse. — Clarice apenas assentiu e fechou os olhos sentindo o sono chegar enquanto George fazia carinho em seu cabelo.


Demi abriu os olhos ainda sentindo sua cabeça dar voltas e voltas. Ela suspirou e encarou o relógio que havia em cima do criado-mudo, já passavam do meio-dia, seu estômago roncava alto mas a ideia de comer algo não lhe agradava. A porta do quarto foi aberta e a empregada adentrou segurando uma bandeja com uma tigela e um copo de água.

— Sua mãe pediu pra mim fazer uma sopa de legumes pra você, ela disse que não é bom você comer nada pesado e é importante você se hidratar bastante. — Ela disse colocando a bandeja em um cantinho em cima do criado-mudo. — Seu pai foi pra uma reunião e sua mãe teve que ir pro hospital fazer a internação de um paciente dela. — Demi apenas assentiu e sentou-se na cama, ela já estava acostumada com aquela rotina louca dos seus pais, dificilmente eles ficavam em casa, era uma verdadeira loucura e quando ela era criança sentia-se constantemente sozinha. Sandra, a empregada, observou Demi atentamente e franziu o cenho. — Desde quando você está se sentindo enjoada, querida?

— Começou hoje de manhã. — Demi respondeu encarando sua sopa. Ela mexeu na sopa com a colher e suspirou, aquilo não estava nada apetitoso. — Aquela pizza de ontem devia estar estragada, depois eu vou ligar naquela pizzaria pra reclamar.

— Será que foi aquela pizza mesmo? — Ela também havia comido da pizza e não estava enjoada.

— O que mais poderia ser? — Perguntou com o cenho franzido. Uma gravidez? Sandra pensou mas achou melhor guardar aquilo pra si mesma, ela era apenas a empregada e não era nada bom ficar dando sugestões na vida de seus patrões.

— Pensa direitinho, querida. Qualquer coisa eu estou na cozinha, se precisar é só gritar. — Demi assentiu suspirando e deu uma colherada naquela sopa, não era bom ficar com estômago vazio.


HOSPITAL 
02:30 DA TARDE


Clarice entregou uma pasta cheia de relatórios para um grupo de internos, ela ignorou a reclamação deles e colocou seu estetoscópio em volta do pescoço enquanto caminhava pelos corredores do hospital. Ela adentrou no elevador e quando a porta estava quase fechando Bruce impediu adentrando no elevador, ele apertou o botão para o terceiro andar aonde ficava a clínica e observou Clarice. — Boa tarde, Clarice. — Clarice o encarou e colocou as mãos dentro do bolso do seu jaleco. 

— Boa tarde, Bruce. — O cumprimentou apenas por educação. 

— Aonde está George? Eu estou procurando por ele, preciso entregar alguns pós operatórios. 

— Ele está em reunião. — Disse colocando uma mecha de cabelo que havia desprendido do rabo de cavalo atrás da orelha. — Eu preciso falar com você sobre seu filho. — Bruce arqueou a sobrancelha confuso. A porta do elevador abriu no andar de Clarice, ela saiu do elevador com Bruce logo atrás dela. 

— O seu filho está se relacionando com a minha filha. — Falou abrindo a porta da sua sala. Bruce arregalou os olhos e colocou as pastas que ele estava carregando em cima da mesa dela. 

— Como assim se relacionando com sua filha? 

— Eles estão namorando. — Ela suspirou e mordeu o lábio inferior. — Eu não faço a miníma ideia de como eles se conheceram ou de como eles começaram à se relacionar, eu só sei que a minha filha está apaixonada pelo seu filho e essa relação não vai à lugar nenhum e nós dois sabemos disso. Faça com que ele mantenha distância da minha filha. George não está nenhum pouco feliz com o rumo que as coisas estão tomando. — O sorriso debochado de Bruce lhe dava nos nervos e ela sabia bem o motivo daquele sorriso. 

— Joseph já é um homem, contando que ele não quebre o nosso trato, ele pode fazer o que quiser com a vida dele. Eu não estou nenhum pouco surpreso com isso, Joe é um Jonas e os Jonas sempre teve bom gosto com as mulheres. Não é à toa que nós namoramos por anos

— Eu não sei aonde estava com a cabeça quando me relacionei com você, eu era uma menina iludida! Eu não vou deixar o seu filho fazer com Demi o que você fez comigo, está entendendo? Faça com que ele mantenha distância dela ou se não eu vou falar com o chefe sobre esse contrato que você tem com seu filho, ele não vai gostar de saber que você está usando o seu filho pra ganhar a presidência do hospital. — Ela viu Bruce empalidecer e sorriu satisfeita ao ver que conseguiu o atingir. — O recado está dado, fica longe de mim e da minha família!

— Vejo que George está fazendo escola, não conhecia esse seu lado, Clarice. 

— Você não sabe nada sobre mim, Bruce. — A porta da sala foi aberta e George franziu o cenho ao ver Bruce perto de Clarice. 

— O que você está fazendo aqui? — Perguntou desafiadoramente. Clarice suspirou e afastou o marido de Bruce, ela não queria que acontecesse uma confusão ali. 

— Amor, eu só estava falando pra ele manter aquele moleque longe da nossa menina. — Ela o encarou e tocou o rosto do marido que olhava furiosamente para Bruce. 

— Eu disse pra você que cuidaria disso. 

— Pra quê? Pra você arrumar outra confusão e acabar com as chances de ser presidente do hospital? Não vale à pena, querido. Bruce já está de saída. 

— Eu espero que Clarice tenha sido bem clara ou se não eu vou ter que cuidar disso com as minhas próprias mãos. — O ameaçou. Bruce o encarou sem desviar o olhar e sorriu de lado. 

— Eu vou conversar com Joseph, ele não vai voltar à incomodá-los. — Disse e saiu. Clarice suspirou aliviada e abraçou o marido pela cintura. Ela conhecia Bruce desdes a adolescência, eles haviam namorado por quatro anos, até ela descobrir que ele estava lhe traindo com Kelly, sua atual esposa. Ele tinha aquele jeito arrogante desde adolescente e nunca havia mudado.

— Eu vou pra casa, preciso ver se Demi está melhor, porque às três vamos ver o resultado final do vestido que encomendamos para a festa de cem anos do hospital! — George sorriu e abraçou a mulher pela cintura, ele achava sua mulher tão bonita! — Você já foi experimentar seu terno? — Ele negou com uma careta e Clarice resmungou baixinho dando um tapa no braço do marido. — Você está só enrolando. O futuro presidente do hospital precisa estar bem vestido. — Falou alisando o peito do marido por cima da camisa social. George sorriu e deu um breve selinho na esposa.

— Eu prometo que amanhã irei fazer isso. — Clarice assentiu satisfeita e se afastou do marido para retirar seu jaleco.

— Eu preciso ir, nos vemos mais tarde? — Ele assentiu e beijou a bochecha dela. — Amo você!

— Eu também, qualquer coisa me liga. — Ela assentiu, deu um breve selinho no marido e saiu da sua sala.


***

Demi dobrou uma camiseta e a colocou dentro da mochila. Ela já estava se sentindo melhor do enjoo e estava aproveitando que seus pais não estavam em casa para arrumar sua mochila pra passar o final de semana com Joseph, ela estava tão ansiosa que seu coração chegava à bater mais rápido só de pensar que ficaria o final de semana sozinha com ele. Quando escutou a voz da mãe no corredor, ela fechou o zíper da bolsa e saiu rapidamente do closet, se seus pais descobrissem o que ela estava aprontando, poderia dar adeus à todos os seus planos. — Querida? — Clarice abriu a porta do quarto e sorriu ao ver Demi sentada na cama claramente entediada. Ela já estava sem celular à duas semanas e não fazia nada além de estudar e assistir televisão. — Está se sentindo bem? — Demi assentiu e a mãe se aproximou colocando a mão sobre a testa dela para medir a temperatura.

— Eu estou melhor, foi só um enjoo matinal, nada demais. — Deu os ombros e voltou à encarar a televisão, estava passando O Mágico de Oz, um dos seus filmes favoritos. Quando era pequena, ela e Clarice costumavam assistir ao filme juntas mas sempre no meio do filme o Pager de Clarice tocava e ela era obrigada à voltar para o hospital, deixando Demi assistindo o resto do filme sozinha.

— Você sempre gostou desse filme, desde pequena. — Clarice comentou sentando ao lado da filha, Demi apenas assentiu e suspirou quando a mãe fez carinho em seu cabelo. Ela estava tão fofa, as bochechas estavam coradas, as sardinhas tomavam conta do nariz e das bochechas.

— E você nunca terminou de assisti-lo comigo, seu trabalho sempre vinha em primeiro lugar, lembra? — Desde que Demi havia dito na cara dos pais que não ia desistir de Joseph por causa deles, a relação dela com os pais havia esfriado muito, em qualquer oportunidade que tinha Demi jogava algo na cara deles.

— Eu fiz um juramento de que consagraria a minha vida à serviço da humanidade, eu preciso honrar a minha promessa. Quando você estiver se formando na faculdade de medicina também fará esse juramento e me entenderá melhor.

— Eu não vou fazer faculdade de medicina, e vocês não podem me forçar à fazer algo que eu não quero. — Disse irritada, ela sentou na cama e encarou a mãe. Porque era tão difícil pra eles entender que ela não queria seguir aquela tradição de família?

— Eu estou cansada de bater na mesma tecla com você, Demetria. Não importa o que você faça, eu e seu pai não permitiremos seu relacionamento com aquele garoto! Agora que eu estou vendo que você já está muito bem, vá tomar um banho e se arrume, vou levá-la pra provar o vestido para o aniversário do hospital.

— Eu não vou pra aniversário nenhum!

— Não discuta comigo, vá se arrumar agora, quero você lá em baixo em menos de trinta minutos. — Clarice disse e saiu do quarto batendo a porta com força, Demi era tão cabeça dura, igual ao pai.

Demi desceu quarenta e cinco minutos depois apenas para deixar a mãe irritada. Clarice não disse nada mas pela feição em seu rosto dava pra ver o quanto ela estava irritada. Elas entraram no carro calada, Demi havia encontrado um Ipod antigo em seu quarto e escutava uma música qualquer no último volume nos fones de ouvido e toda vez que Clarice tentava falar algo era completamente ignorada. Demi só tirou o fone de ouvido quando elas chegaram à loja, uma das vendedoras entregou um vestido preto para Demi e ela entrou no provador para experimentar o vestido.

Enquanto Demi estava no provador, Clarice aproveitar para olhar os saltos. Tinha saltos de todos os tamanhos e cores, alguns abertos e outros fechados. Ela pegou um preto com salto quinze e observou atentamente. Ela sentou em uma das cadeiras e experimentou o salto. — Sophie? — Perguntou surpresa ao ver a filha do atual presidente do hospital ali. Sophie cumprimentou Clarice com um breve beijo na bochecha.

— Clarice, como você está? — Sophie perguntou simpática.

— Eu estou bem e você? Veio provar vestidos também?

— Eu estou bem também, na verdade eu vim apenas buscar, eu encomendei o meu há alguns meses e ficou pronto hoje, aproveitei pra dar uma olhada nos saltos mas nada me agrada. — Fez uma careta e Clarice riu observando o salto em seu pé. Sophie Turner tinha vinte e um anos e fazia faculdade de psicologia.

 — Mãe... — Clarice olhou para trás e sorriu ao ver a filha vestindo um vestido preto justo ao corpo. Aquele vestido estava lhe incomodando, ela estava se sentindo estranha, seu corpo parecia diferente. — Oi Sophie. — Demi cumprimentou Sophie com um breve beijo, elas se conheciam desde crianças mas nunca havia sido amigas próximas, eram apenas duas conhecidas.

— Você ficou linda com esse vestido, querida. — Clarice falou observando a filha atentamente.

— Eu não sei... eu estou me sentindo gorda. — Reclamou repousando as mãos sobre a barriga, ela sentia que havia algo de diferente com seu corpo, seus seios estavam doloridos, sua barriga parecia maior e ela se sentia gorda.

— Não está gorda coisa nenhuma.

— Preto combina com você, Demi. — Sophie disse simpática, ela levantou e pegou sua sacola. — Eu preciso ir, meu noivo está me esperando, ele odeia fazer compras. — Disse rindo. Clarice ficou um pouco tensa e adentrou os dedos nos longos cabelos preto. Demi franziu o cenho e encarou Sophie.

— Eu não sabia que você estava noiva, você não acha que está muito nova pra casar? — Sophie riu e negou com a cabeça.

— Eu fiquei noiva há pouco tempo, ele estava estudando em Londres e deixou pra fazer o pedido quando chegou, inclusive trouxe o anel de lá. — Disse sorridente esticando a mão para mostrar o anel com um lindo diamante. — Quando amamos alguém, nós queremos viver o resto da vida com aquela pessoa, Demi. O meu noivo é o amor da minha vida e eu teremos um lindo futuro juntos. — Demi sorriu e assentiu, seus pensamentos voaram até Joseph. Ela entendia Sophie perfeitamente, se Joseph lhe pedisse em casamento amanhã, ela aceitaria sem pensar duas vezes. Joseph era o amor da sua vida e eles teriam um futuro lindo juntos. — Enfim, eu preciso ir, meu noivo está me esperando. — Quando Demi olhou para a porta da loja ela pode jurar que era Joseph que estava ali de costas! Quando ia se aproximar para ter certeza, Clarice puxou ela pela mão para mostrar um salto à ela.


Casa dos Jonas, 08:30 da noite. 


Joseph adentrou na casa dos pais e colocou o capacete da moto em cima de uma mesinha que havia do lado da porta. Ele caminhou até a sala e cumprimentou a mãe com um breve beijo na testa e o pai com um toque de mãos. — Como foi a viagem? — Ele perguntou sentando ao lado da mãe a abraçando pela cintura. Os pais haviam viajado para comemorar vinte anos de casamento em Bahamas.

— Bahamas é um sonho, querido. Eu e seu pai nos divertimos muito lá, o lugar é incrível, é um verdadeiro paraíso. — Kelly disse com os olhos brilhando, ela beijou a bochecha do único filho e sorriu, havia sentido falta do seu menino. — Você deveria ter ido conosco. 

— Tinha coisas mais interessantes por aqui. — Sorriu de lado.

— Tipo namorar a filha dos Lovato? — Bruce perguntou dando um gole em seu copo de whisky. Ele estava sentado do outro lado do sofá e observava o filho com a sobrancelha arqueada. — Clarice falou comigo hoje e eu não quero você perto dessa garota, ela vai trazer problema pra dentro dessa casa. Nós temos um acordo, esqueceu? 

— Eu não esqueci do acordo e posso garantir que nada vai fugir do controle. 

— Joseph, você é um garoto esperto. Fica longe dessa menina antes que você acabe se apaixonando por ela e complique as coisas, os pais dela já sabem sobre você e eles podem muito bem contar a verdade pra ela, eu tenho certeza que George não contou pra ela ainda por causa de Clarice, ela quer que a menina viva em uma bolha aonde tudo é perfeito. — Ele deu mais um gole de whisky e encarou Joseph. — Estamos entendidos, Joseph? — Joe suspirou e encarou a mãe brevemente, Kelly sabia que o filho estava apaixonado por Demi e que estava se condenando por ter feito o acordo com o pai.— Você já aproveitou a garota, já deu uns beijos mas está na hora de focar no nosso acordo. Eu espero que você não me decepcione. 

— Eu não vou. — Joe disse sem quebrar a troca de olhares.  


--

boa tarde meninas, como vocês estão?
eu queria ter finalizado esse capítulo de uma maneira melhor mas eu não consegui, o próximo vai ser um capítulo dedicado somente ao otp e vai ser também o último deles juntos, depois vai ser só tiro, porrada e bomba! respostas dos comentários aqui e aqui 
me digam o que acharam, volto assim que puder. 


all my ladies